Igrejas mobilizam comunidades contra a violência aos idosos
Campanha Quebrando o Silêncio promove ações de conscientização, cuidado e proteção em comunidades do Pará e Amapá.

Durante o mês de agosto, igrejas adventistas do Pará e Amapá ampliaram as ações do Quebrando o Silêncio. A campanha combate diferentes formas de violência e promove informação, prevenção e cuidado.
Em 2026, a iniciativa destacou o tema “Idosos em Risco: a violência que atinge quem mais precisa de cuidado”. Assim, comunidades receberam palestras, passeatas, visitas, atividades de saúde e momentos de integração.
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Além disso, voluntários levaram materiais educativos para espaços públicos. Assim, a mobilização também aproximou crianças, jovens e idosos em ações intergeracionais.
Informação também protege

Em Breves, no Marajó, seis igrejas do distrito participaram de uma passeata. A mobilização reuniu aproximadamente 230 pessoas nas ruas.
Desbravadores, estudantes de Direito e voluntários caminharam com faixas de conscientização. A ação também recebeu apoio da Faculdade Adventista da Amazônia.
Segundo o pastor John Lennon, a iniciativa alcançou diretamente a comunidade. “Tivemos um total de 230 pessoas nas ruas. O projeto teve um impacto positivo e saiu até no jornal local do município.”
Já em Belém, oito congregações do distrito do Ariri participaram de uma grande passeata. A programação também incluiu distribuição de materiais e conversas com moradores.
Para o pastor José Alexandre, a mobilização mostrou a força da igreja no trabalho social. “Tivemos a oportunidade de atender toda a nossa comunidade, levando informação e cuidado para essas pessoas.”
Além disso, ele destacou a participação dos jovens durante a ação. “Vimos jovens conversando e sendo aconselhados por outros jovens. Foi muito gratificante esse momento.”
Ações transformam espaços em pontos de cuidado

Em Macapá, a programação chegou à Praça Linear, na Zona Norte. Profissionais da saúde atenderam idosos durante a atividade.
Enfermeiros, técnicos e uma massoterapeuta ofereceram cuidados aos participantes. Enquanto isso, jovens, Desbravadores e Aventureiros distribuíram água aos frequentadores.
Assim, a ação também levou informações sobre prevenção da violência contra os idosos.
Para Claudia Mendonça, participante da iniciativa, o encontro representou uma experiência de cuidado. “Foi muito especial perceber que a nossa presença também era importante naquele momento.”
Ela também destacou outro aspecto da atividade. “Ver os nossos idosos saindo de casa para passear, conversar, sentir o vento e ter alguém disposto a ouvir suas histórias.”
Em Belém, a campanha ganhou diferentes formatos. Igrejas realizaram palestras, distribuição de materiais, ações sociais e encontros específicos para idosos.

Na Igreja do Ajax, no bairro do Bengui, a programação incluiu uma sopa comunitária e distribuição de folhetos. Adolescentes, crianças, Aventureiros e Desbravadores participaram da iniciativa. À tarde, a igreja promoveu o Chá da Melhor Idade. O encontro reuniu idosos, familiares e membros da comunidade.

Violência também pode ser invisível
Segundo Deusiane Barbosa, líder do Ministério da Mulher em Belém, a união fez diferença. “Eu me senti muito feliz porque conseguimos ver a união da igreja em prol de um trabalho muito bonito.”
A campanha chamou atenção para formas de violência que nem sempre deixam marcas físicas. Abusos psicológicos, financeiros, negligência e abandono também ameaçam os idosos.
Para Ana Cristina Rodrigues, participante em Belém, esse aspecto tornou o tema ainda mais necessário. “Idosos vivem passando por esse tipo de violência. Não somente física, mas psicológica e financeira.”
Ela também alertou para situações de dependência dentro da própria família. “Muitas vezes, eles passam por sofrimento psicológico por dependerem de quem cuida deles.”
Por isso, Ana defende que a conscientização comece cedo. Durante a campanha, ela também participou de ações com crianças. “É importante mostrar para as crianças os cuidados que devem ter com os nossos avózinhos.”
Uma campanha que continua depois de agosto

Criado em 2002, o Quebrando o Silêncio atua durante todo o ano. A proposta vai além de uma data no calendário. A campanha incentiva famílias, igrejas e comunidades a reconhecerem sinais de violência.
Em Belém, o pastor José Alexandre reforça essa continuidade. “Espero que possamos continuar, não só nessa data, mas durante o ano, ajudando e conscientizando contra toda a violência.”
Assim, as igrejas transformam informação em atitude. Também aproximam gerações e fortalecem redes de proteção.
Mais do que falar sobre violência, as ações reafirmam o valor de cada pessoa idosa. Afinal, cuidar também significa ouvir, respeitar, proteger e estar presente.