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Igrejas no Acre se tornam locais para alfabetização

Acre é um dos estados que realiza projetos de alfabetização de adultos.

23 de dezembro de 2013
Parceria com adventistas ajuda no fortalecimento do projeto

Parceria com adventistas ajuda no fortalecimento do projeto

Sena Madureira, AC … [ASN] Com o objetivo de fortalecer a alfabetização de jovens e adultos, o Governo do Acre criou no ano 2000 o projeto Mova Alfa 100 com atuação principalmente nas cidades do interior e na zona rural. O curso conta com uma duração de oito meses, sendo duas horas de aulas diariamente, 40 horas semanais, totalizando 160 dias letivos. Ao término do curso é realizado uma prova, onde se o aluno apresentar as habilidades de leitura e escrita e cálculos básicos de matemática esse aluno ingressa no grupo de Educação de Jovens e Adultos na primeira etapa com as disciplinas do curso fundamental, até chegar ao ensino médio. Mas o governo acreano sentiu a necessidade de encontrar outros locais para realizar esse projeto, por isso firmou parceria com a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Um dos lugares foi a cidade de Sena Madureira, que tem 40 mil habitantes, sendo 15 mil na zona urbana e 25 mil na zona rural. As igrejas se tornaram locais de aula nos dias em quem não há cultos regulares.

Viraram verdadeiros centros de influência como tem sugerido a liderança mundial adventista desde abril de 2013. Hoje seis congregações adventistas estão envolvidas atendendo 50 alunos. “Ao conversar com os alunos dos cursos, podemos compreender que os maiores objetivos deles ao participarem desse curso é de poderem tirar a carteira nacional de habilitação, ou ler a bíblia sagrada”, informa Raílson Mendonça, coordenador do projeto na cidade de Sena Madureira. “Ao chegar na cidade e conhecer as igrejas podemos perceber que 25% dos membros não eram alfabetizados, então ficamos sabendo do projeto Mova Alfa 100 e procuramos a coordenação do projeto para propormos a parceria, assim, temos professores que são membros das igrejas e temos alunos que são membros da igrejas. Com o pessoal aprendendo a ler e a escrever, podemos perceber um fortalecimento espiritual dos membros, pois eles passaram a ler mais constantemente a bíblia, sem contar que agora eles podem ler a bíblia aos seus amigos e familiares”, afirma Bruno Barbosa, pastor responsável pelas igrejas da cidade de Sena Madureira. Mas as turmas formadas não são apenas de membros das igrejas, contudo de toda a comunidade em torno da igreja.

Um exemplo é o casal Bertoldo e Eleonor Silva, que desde cedo precisava trabalhar no campo devidos às dificuldades de sustento da família. Eleonor explica que, na sua família, tinha apenas um irmão homem, então as meninas também precisavam ir para o campo e o tempo que poderia ser gasto com estudos era usado para trabalho e sustento. Isso sem contar com a falta de professores para darem aulas. Hoje, após os anos terem passado, eles olham para trás e percebem que poderiam ter um futuro diferente se tivessem aprendido a ler e a escrever quando jovens. Mas um sonho faz com que esse casal tenha motivação em aprender a ler e escrever: “poder cantar e louvar a Deus, lendo os hinos no hinário no púlpito da igreja tem me servido de motivação para que eu possa aprender ler”, afirma Eleonor. Eles tem se esforçado para que os filhos não sofram como eles sofreram, por isso desde cedo os incentivaram a estudarem e assim os netos que eles tem também desde cedo tem ido a escola. Valciclei Silva é professor voluntário do projeto “Alfa 100” e tem ajudado os alunos não apenas a aprender a ler e escrever, mas fora dos horários das aulas ele visita seus alunos e oferece estudo bíblico para eles. É uma forma não apenas de incentivar a leitura de seus alunos, mas de apresentar uma verdade que até então não era conhecida por eles, pois não conseguiam ler a bíblia. “Com a integração entre a Igreja Adventista a Secretaria de Educação do Acre, podemos perceber que o número de alunos do projeto “Alfa 100” aumentou, e assim podemos realizar com maior êxito o objetivo do projeto de alcançar e proporcionar uma vida melhor para aquelas pessoas que ficaram a margem da alfabetização quando jovens”, afirma Clícia Pantoja, representante da secretaria da educação do Estado do Acre. [Equipe ASN, Leonardo Leite]

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