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Idosa de 82 anos participa de corrida beneficente e inspira com exemplo de saúde

Dona Geralda começou a cuidar da saúde aos 73 e foi destaque na Maranata Run, iniciativa da Igreja Adventista para promover qualidade de vida e solidariedade


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Conhecida pelas corridas como "Dina", dona Geralda vive um estilo de vida que foca no cuidado físico, mental e espiritual. (Foto: Paulo Araújo)

“Eu comecei com 73 anos. Hoje, com 82, tenho energia de jovem!” A frase de Dona Geralda arrancou sorrisos e aplausos de quem acompanhava sua chegada ao final da Maranata Run, corrida beneficente promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia no último domingo (27), em Rio Bonito. Ela foi uma das participantes mais aclamadas do evento, provando que nunca é tarde para começar a cuidar do corpo — e do coração.

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Aos 82 anos, ela se juntou aos outros 258 inscritos e percorreu o trajeto com determinação e alegria. “Atividade física é boa para o corpo e para a mente. Eu aconselho todo mundo a começar, não importa a idade”, disse ao cruzar a linha de chegada com fôlego de iniciante e brilho nos olhos.

A corrida aconteceu na Praça Aécio Mansur, no bairro Green Valley, e arrecadou cerca de 300 quilos de alimentos que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade, que acompanham pacientes no Centro Oncológico de Rio Bonito. A iniciativa teve apoio da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e da iniciativa privada.

Além do incentivo à prática esportiva, a Maranata Run reflete o compromisso da Igreja Adventista em promover hábitos saudáveis como parte de sua missão. Para o pastor Ricardo Alves, líder de jovens da Associação Rio Fluminense, a corrida representa um movimento que vai além dos muros da igreja.

“Unir saúde, solidariedade e espiritualidade é uma maneira prática de demonstrar o evangelho. Essa corrida aproxima a juventude da comunidade e mostra que a fé também se move — e corre — em direção ao outro”, afirmou.

A organizadora da corrida, Michele Machado, destacou a importância de dar visibilidade a exemplos como o de Dona Geralda. “Ela me emocionou profundamente. Mesmo sabendo que chegaria por último, deu o seu melhor. É esse tipo de velhice que eu quero: ativa, com fé e propósito.”

A história da "Dina", como é conhecida nas ruas, inspira não só quem participou da corrida, mas também aqueles que ainda acham que é tarde para começar. “Nunca é tarde. Se eu conseguir, você também consegue”, ela diz, com a leveza de quem carrega não só anos de vida, mas uma juventude renovada.

Dina foi recebida pelo seu esposo e chamou a atenção de todos os participantes por completar a prova cheia de energia e disposição (Foto: Paulo Araújo)