História de policial adventista marca encontro de Liberdade Religiosa no norte do RS
Encontro de Liberdade Religiosa sediado pela ANRS, em Novo Hamburgo, reúne líderes, juristas e fiéis para debater o tema e desafios no Brasil

A liberdade religiosa é garantida no Brasil pelo artigo 5º da Constituição Federal, que assegura o direito de crença, culto e organização religiosa. A Associação Norte do Rio Grande do Sul (ANRS), sede administrativa regional da Igreja Adventista, sediou o encontro de Liberdade Religiosa com representantes da região Sul do Brasil, em Novo Hamburgo. O evento, que acontece anualmente, reuniu líderes, juristas e convidados.
A cada ano, a União Sul-Brasileira (USB), escritório da denominação para o Sul do país, sedia a programação em uma de suas sedes administrativas. Neste ano, o evento foi realizado no auditório da ANRS, sob a organização de Mariângela Velleda, líder da Educação Adventista e da Liberdade Religiosa na região. O encontro promoveu reflexões sobre direitos constitucionais e experiências reais de fé.
Segundo Mariângela, “a liberdade religiosa é um fundamento bíblico e um direito de todos. Este encontro fortalece essa consciência e amplia esse valor no coração das pessoas”, afirma.
Liberdade Religiosa e garantias legais
O testemunho do inspetor da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Lucas Boeira, chamou a atenção dos participantes. Em sua trajetória, ele relatou os impactos da fé em suas escolhas profissionais e pessoais.


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Boeira contou que compreendeu os desafios ao decidir guardar o sábado. Desde o início, ele sabia que sua fé impactaria diretamente sua carreira. O momento mais difícil ocorreu quando renunciou a um cargo de maior salário. A decisão exigiu confiança em Deus e renúncia profissional significativa.
Posteriormente, ele recorreu à Justiça para garantir seu direito. A decisão favorável assegurou a continuidade da carreira sem violar sua consciência religiosa.
De acordo com o advogado da Divisão Sul-Americana, Luigi Braga, a liberdade religiosa exige constante vigilância. Segundo ele, direitos podem ser enfraquecidos com o tempo. Ainda destacou que a Constituição garante liberdades política, filosófica e religiosa. No entanto, a aplicação prática ainda enfrenta desafios em diferentes contextos.
O advogado da ANRS, Gustavo Soares, destacou que o principal desafio está na aplicação da lei. “A Constituição garante a liberdade religiosa, mas ainda precisamos avançar para que esse direito seja plenamente respeitado na sociedade e nas decisões das autoridades”, afirma.
Luigi Braga ressaltou que o desconhecimento gera conflitos. Muitas pessoas não compreendem as necessidades relacionadas a dias de guarda e práticas específicas.


Papel da Igreja e da sociedade
O presidente da ANRS, pastor Apolo Abrascio, afirmou que o tema precisa ser constantemente lembrado. Segundo ele, a valorização atual não elimina riscos futuros. Ele destacou que a Igreja Adventista defende a liberdade para todos. Esse compromisso inclui respeitar diferentes crenças e promover o diálogo entre religiões.
Ainda assim, alertou que sociedades que não respeitam a fé tendem à decadência. O respeito fortalece valores como educação, convivência e paz social.



Educação e formação de consciência
O líder da Educação Adventista para região sul do estado, Associação Sul do Rio Grande do Sul (ASRS), professor Revelino Evangelista, enfatizou o papel das escolas. Segundo ele, o ambiente educacional deve respeitar o livre-arbítrio. Ele explicou que a educação adventista apresenta suas crenças com respeito.
Ao mesmo tempo, reconhece o direito de cada aluno escolher o que deseja acreditar. Dessa forma, o ensino contribui para formar cidadãos conscientes. O respeito à diversidade religiosa fortalece a convivência dentro e fora da escola.
O líder de Educação Adventista para o Sul do Brasil, Harrysson Reis, explicou que o encontro incentiva líderes a promover o tema em suas comunidades. A proposta é ampliar o diálogo. Ele destacou que “liberdade religiosa é como oxigênio. As pessoas percebem sua importância quando ela deixa de existir”.
Por fim, o evento reforçou a necessidade de conscientização contínua. A defesa da liberdade religiosa depende do compromisso conjunto entre Igreja, sociedade e instituições.



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