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I Fórum Sul-Americano enfatiza liberdade religiosa inclusiva

Em Brasília, líderes e convidados discutiram necessidade de dialogar sobre o tema.

21 de maio de 2014
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Pastor Erton Köhler fala para líderes e convidados em Brasília. “Nós defendemos uma causa que não interessa apenas a uma denominação.”

Brasília, DF… [ASN] A Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA), em parceria com a Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (Ablirc), realizou nesta segunda-feira, dia 19 de maio, o I Fórum Sul-Americano de Liberdade Religiosa e Cidadania. O evento ocorreu no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília, e reuniu representantes de várias denominações religiosas e delegações da Igreja Adventista vindas da Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, além de uma comitiva de todos os Estados brasileiros.

Aberto ao público, o Fórum enfatizou a diversidade religiosa existente no Brasil, a necessidade da liberdade religiosa inclusiva e do respeito de autoridades e da própria sociedade em relação ao assunto. Profissionais do direito, autoridades civis, religiosas e acadêmicos de diversas áreas ocuparam a tribuna para debater o tema.

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“Nós defendemos uma causa que não interessa apenas a uma denominação. Liberdade religiosa inclusiva significa defender liberdade de crença e expressão para qualquer pessoa, qualquer situação e qualquer denominação”, pontuou o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para oito países sul-americanos. Ele reforçou ainda que os adventistas não creem em liberdade religiosa que dê privilégios especiais à denominação e que não contemplem outras religiões ou grupos minoritários.

Um dos principais pontos ressaltados no encontro foi a necessidade de que haja respeito para que cada indivíduo possa exercer a sua fé por parte daqueles que não creem da mesma forma e que, inclusive, tenham posições contrárias.

Liberdade no mundo

O sociólogo Brian Grim, presidente da Religious Freedom & Business Foundation, que tem como uma das propostas mostrar para as empresas as vantagens da liberdade religiosa, que segundo ele faz delas mais produtivas e bem sucedidas, foi um dos palestrantes do Fórum.  Em fevereiro deste ano, Grim se desligou do Pew Research Center, no qual trabalhou por anos como pesquisador sênior na área de Religião e Assuntos Mundiais, para se dedicar ao instituto que fundou.

Ele lembrou que o Brasil é o país com o menor índice de intolerância religiosa, dado que foi apresentado a autoridades nacionais, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e destacou que outras nações precisam crescer muito nesse quesito, como aquelas situadas no Oriente Médio.

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Doutor Brain Grim (esquerda) destaca a necessidade de diálogo sobre o assunto

“Esse tipo de evento é muito importante para prover informações para aqueles que não compreendem os problemas mundiais em relação ao assunto. Também é importante para formar uma rede de relacionamentos com aqueles que se preocupam com este tema. Mas é primordial que novos projetos nasçam a partir do que se discute aqui”, acentua o norte-americano.

Para diminuir as taxas de intolerância religiosa, Grim acredita que o primeiro passo é focar o problema de cada país em sua própria localidade e entender o que pode ser feito por ele. O segundo é compartilhar conhecimentos e experiências com pessoas de outras nacionalidades e focar nos exemplos positivos. Muitas vezes, quando se fala de liberdade religiosa, lembra-se apenas dos problemas, mas há muitos exemplos de pessoas fazendo avanços em relação a isso.

Discussão necessária

A advogada Damaris Moura, presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), por sua vez, lembrou a importância de que os direitos garantidos na Constituição sejam cumpridos quando a questão é liberdade religiosa. Assistência espiritual em locais de internação coletiva, os dias de guarda, as dietas alimentares, os rituais para enterrar mortos são assuntos que se busca cada vez mais apoio para que sejam respeitados.

Enviaram mensagens de apoio ao Fórum o vice-presidente da República Michel Temer, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvati e o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

O assunto tem se revelado como um dos mais destacados fatos sociais do século XXI, conforme explica Rafael Rossi, secretário-geral da IRLA na América do Sul e presidente da comissão organizadora do Fórum, e por isso a necessidade de debatê-lo cada vez mais. “Por meio deste encontro reafirmamos nossa liberdade de poder dizer às pessoas o que queremos, de viver o que cremos e de nos expressar como achamos que devemos nos expressar. É a liberdade de ser aquilo que nós somos”, sublinha.

“Uma declaração oficial será produzida pelo Fórum e encaminhada aos órgãos governamentais pertinentes dos oito países participantes, colocando a intenção da IRLA e de suas parceiras análogas de cooperarem na defesa, proteção e promoção da liberdade religiosa no mundo”, garante Rossi.

Dentre os participantes estiveram o desembargador Flávio Cooper, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região; Gregory Clark, advogado internacional e Samuel Gomes de Lima, presidente da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (Ablirc).

Confira no vídeo abaixo o que os adventistas pensam a respeito do tema liberdade religiosa. [Equipe ASN, Jefferson Paradello]

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