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Formação em consciência fonológica reúne educadores no Norte do Pará

Encontro pedagógico capacita professores para desenvolver leitura e escrita nos primeiros anos escolares.


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Participante do treinamento de formação (Foto: Bruna Yasmim)

A formação em consciência fonológica é um processo de capacitação que ajuda educadores a compreender como as crianças reconhecem e manipulam os sons da fala. Assim sendo, essa habilidade permite identificar sílabas, fonemas e relações entre sons e letras, etapa essencial para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

Por isso, encontros pedagógicos sobre o tema são fundamentais. Eles atualizam os profissionais e fortalecem práticas que contribuem para uma alfabetização mais eficiente.

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Com esse objetivo, a formação em consciência fonológica ocorreu no dia 8 de março e reuniu cerca de 50 profissionais da Educação Adventista. Participaram professores das séries iniciais, da educação infantil e representantes do norte do Pará e do Amapá

Formação em consciência fonológica e os fundamentos da alfabetização

Patrícia Hoffmeister durante palestra (Foto: Bruna Yasmim)

A formação foi conduzida pela professora Patrícia Hoffmeister, fonoaudióloga, psicopedagoga e mestre em Neurociência. É reconhecida no país por seu Programa de Intervenção Fonoarticulatória e Fonológica, sendo autoria de diversos livros sobre o tema.

Por isso, neste encontro, os participantes aprofundaram conhecimentos teóricos e práticos sobre alfabetização. Entre os temas abordados estavam consciência fonológica, fases da escrita e sistema de escrita alfabética.

No mesmo interim, também foram discutidas dificuldades de leitura e escrita, além de estratégias pedagógicas aplicadas à rotina da sala de aula.

Segundo Patrícia Hoffmeister, compreender a relação entre sons e letras é essencial no processo de alfabetização. “Quando entendemos que nossa língua é alfabética, percebemos que letras representam fonemas, que são os sons da fala”, explicou.

Ela destaca que a criança precisa refletir sobre esses sons para avançar na leitura. “Para se alfabetizar, a criança precisa relacionar as letras com os sons que elas representam”, afirmou.

Formação fonológica e práticas em sala de aula

Participantes durante treinamento (Foto: Bruna Yasmim)

Segundo a formadora, a consciência fonológica deve partir da reflexão sobre os sons das palavras. “A criança precisa brincar com os sons. Por exemplo, descobrir qual palavra tem mais pedaços ou começa com determinado som.”

Ela também destacou o uso de pistas visuais para facilitar o aprendizado. “A boca pode servir como referência visual para ajudar a criança a perceber os sons”, acrescentou.

Experiência dos participantes

Participantes em momento de interação (Foto: Bruna Yasmim)

A professora Marcela Diniz, participante do encontro, destacou um aprendizado importante. “A forma como a formadora explicou que muitas crianças aprendem o nome das letras, mas não os sons, chamou minha atenção.”

Segundo ela, compreender os sons pode acelerar o processo de leitura. “Vamos ensinar as crianças a reconhecer os sons das letras. Assim, elas terão melhor entendimento e poderão aprender a ler mais rápido”. Marcela também ressaltou a importância da oportunidade: “Me sinto privilegiada. Tenho gratidão ao Senhor por participar de mais uma formação.”

Igualmente, para a professora Deusiane Barbosa a experiência foi positiva. “A riqueza de informações está sendo o que mais chama atenção no curso. Sem dúvida, aprendemos métodos e dicas importantes para transmitir a aprendizagem da melhor forma aos alunos.”

Fortalecimento da base educacional
Coordenadoras pedagógicas e líder da Educação da Associação Norte do Pará (Foto: Bruna Yasmim)

Para a coordenadora pedagógica da Associação Norte do Pará, Érica Cruz, o objetivo da formação é multiplicar o conhecimento. “Queremos formar uma equipe de formadores. Pois, serão essas professoras que irão conduzir a mesma formação em suas unidades escolares.”

Ela também destacou a importância das séries iniciais. “Precisamos incentivar professores da educação infantil e do primeiro ano. inegavelmente, eles são a base da aprendizagem.”

De igual modo, a coordenadora pedagógica da Missão Pará-Amapá, Alessandra Paiva, reforçou esse ponto. “Trabalhar a consciência fonológica nos primeiros anos traz base para o processo de alfabetização.”

Segundo ela, o método ajuda a criança a reconhecer os sons das palavras. “Assim, ela consegue decodificar as sílabas e iniciar o processo de leitura.”

Consciência fonológica e a base da alfabetização

Portanto, a formação em consciência fonológica reforça o compromisso da Educação Adventista com a qualidade do ensino preparando profissionais cada vez mais qualificados, capazes de desenvolver práticas pedagógicas eficazes e contribuindo para uma educação que vai muito além do ensino.

Além disso, esse tipo de atividade fortalece o preparo dos professores que atuam nas primeiras etapas da aprendizagem. E ao investir na base educacional, a rede escolar amplia as possibilidades de alfabetização eficaz e contribui para o desenvolvimento integral dos alunos.