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FAAMA conquista três menções honrosas no Brain 2026, congresso de Neurociências

Instituição foi a única representante do Pará a receber o reconhecimento no Brain 2026.


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A Faculdade Adventista da Amazônia (FAAMA) conquistou destaque nacional durante o “Brain 2026”, Congresso de Cérebro, Comportamento e Emoções, um dos principais eventos científicos da América Latina nas áreas de Neurociências e Saúde Mental. Três dos trabalhos apresentados foram selecionados para a categoria Prêmio Jovem Pesquisador e receberam Menção Honrosa após avaliação da banca científica.

O Brain Congress foi realizado entre os dias 3 e 5 de junho. O evento promoveu o intercâmbio entre pesquisadores, profissionais e estudantes interessados em integrar os avanços da ciência à prática clínica.

Congresso de Neurociências reforça a importância da pesquina no Ensino Superior.

Representaram a FAAMA as professoras Rayanne Branco e Caroline Brasil e os estudantes Caio Ferreira, do curso de Enfermagem, e Dirce Samilly Souza Silva, de Psicologia.

Segundo a professora Rayanne Branco, a participação no evento reforça o compromisso da instituição com a pesquisa científica. "Dos quatro estudos submetidos ao congresso, três foram selecionados entre os 100 melhores trabalhos científicos do evento e receberam menção honrosa. Fomos a única instituição do estado do Pará a conquistar esse reconhecimento, um importante marco para a nossa história."

Pesquisas com impacto social: Saúde mental em foco 

As pesquisas apresentadas abordaram temas relevantes para a saúde pública e o cuidado em saúde.

O estudante Caio Ferreira apresentou um estudo epidemiológico sobre a evolução das lesões autoprovocadas no Brasil entre 2016 e 2025. A pesquisa analisou mais de 1,27 milhão de notificações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e identificou um crescimento de aproximadamente 367% nos registros ao longo da década.

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Nesse sentido, o objetivo foi compreender como diferentes fatores sociais, econômicos e territoriais influenciam esse cenário. "Os dados evidenciam a necessidade de fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial, qualificar os sistemas de vigilância e desenvolver políticas públicas voltadas à prevenção e à promoção da saúde mental", destaca.

Além disso, para Caio apresentar o trabalho em um dos principais congressos da área foi também uma oportunidade de amadurecimento científico. "Apresentar essa pesquisa no Brain 2026 foi uma experiência extremamente enriquecedora. Receber contribuições de pesquisadores experientes e perceber que um estudo epidemiológico pode contribuir para o planejamento em saúde e para as políticas públicas mostra que a ciência desenvolvida na graduação pode gerar impactos reais."

Educação e envelhecimento saudável 

Já a estudante Dirce Samilly Souza Silva investigou a relação entre gravidez na adolescência e desempenho cognitivo em idosas brasileiras. Ela utilizou dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). O estudo foi desenvolvido sob a orientação da professora Dra. Naomi Vidal.

Os resultados mostraram que mulheres que engravidaram na adolescência apresentavam pior desempenho cognitivo inicialmente, mas que essa diferença deixou de ser significativa quando se considerou a escolaridade.

Por consequência, para a pesquisadora, o estudo reforça a importância da educação ao longo da vida. "Esse resultado evidencia o papel da escolaridade como fator de proteção para a saúde cognitiva. Ele também reforça a necessidade de políticas que favoreçam a permanência de adolescentes na escola."

Do mesmo modo, participar do Brain 2026 representou um marco em sua trajetória acadêmica. "Foi uma experiência extremamente enriquecedora. Estar em contato com pesquisadores, conhecer estudos inovadores e acompanhar discussões científicas de alto nível reforçou ainda mais meu desejo de seguir na pesquisa."

Capacitação para um cuidado mais humanizado 

A professora Caroline Brasil apresentou uma pesquisa voltada à capacitação de profissionais de saúde para o atendimento de pacientes neurodivergentes com hipersensibilidade sensorial. O trabalho surgiu a partir da Semana do Cérebro promovida pela FAAMA em 2025 e, posteriormente, ampliou-se para profissionais do Hospital Adventista de Belém.

Como resultado, está sendo estruturado um protocolo institucional para orientar atendimentos mais seguros e humanizados. "Identificamos uma lacuna na formação dos profissionais e percebemos a necessidade de oferecer ferramentas que contribuam para um cuidado mais preparado e acolhedor", explica.

Para Caroline, o reconhecimento obtido no Brain 2026 não apenas consolida a relevância do estudo, como também demonstra que é possível produzir ciência de excelência em uma instituição adventista.

"Estar no Brain 2026 é também um testemunho de fé e de missão. Levar o nome de uma instituição de ensino superior adventista para um ambiente que reúne pesquisadores de referência demonstra que ciência de ponta e os valores da nossa rede caminham lado a lado."

Formação que vai além da sala de aula

Além da apresentação dos trabalhos, o congresso proporcionou sobretudo contato com pesquisadores de diversas instituições e debates sobre temas atuais da neurociência.

Para Rayanne Branco, experiências como essa ampliam a formação acadêmica dos estudantes. "Eles passam a compreender que produzir conhecimento científico é uma extensão natural da formação acadêmica e que podem contribuir para responder a problemas reais da sociedade."

Assim também, essa percepção foi compartilhada pelos estudantes.

"Participar do Brain 2026 fortaleceu meu interesse pela ciência e mostrou que a pesquisa desenvolvida durante a graduação pode contribuir para compreender importantes desafios da saúde pública", afirma Caio Ferreira.

Samilly igualmente destaca que apresentar sua pesquisa em um congresso voltado às neurociências foi um marco em sua trajetória acadêmica. "Estar em contato com pesquisadores de diferentes instituições ampliou minha visão sobre a pesquisa e reforçou ainda mais meu desejo de continuar contribuindo para a produção de conhecimento científico."

Incentivo permanente à pesquisa

Para o diretor acadêmico da FAAMA, professor Ricardo Costa Caggy, o reconhecimento obtido no Brain 2026 certamente é resultado de um trabalho contínuo de incentivo à pesquisa científica na instituição.

"A participação representa uma grande oportunidade de apresentar à comunidade científica os projetos desenvolvidos pela FAAMA e também os novos talentos que temos aqui. Dessa forma, isso consolida nossa política de incentivo à pesquisa acadêmica", afirma.

Segundo ele, a instituição mantém grupos de pesquisa, ligas acadêmicas e programas de iniciação científica com bolsas para estudantes. Isso fortalece a integração entre ensino, pesquisa e extensão.

"A educação adventista não está baseada apenas em reproduzir conhecimento, mas também em produzir conhecimento com qualidade. Esse é um compromisso que faz parte do DNA da nossa instituição", afirma o diretor.

Nesse sentido, para a professora Caroline Brasil, o reconhecimento obtido também carrega um significado institucional profundo.

"Estar no Brain 2026 certamente é um testemunho de fé e de missão. Levar o nome de uma instituição de ensino superior adventista para um ambiente que reúne as mentes mais críticas e renomadas do cenário acadêmico demonstra que a ciência de ponta e os valores da nossa rede caminham lado a lado", destaca.

Reconhecimento e projeção internacional 

Além do desempenho no Brain 2026, a FAAMA vem acumulando reconhecimentos na área científica. Por exemplo, em 2025 pesquisas desenvolvidas pela instituição receberam premiações no Congresso Brasileiro do Sono e na Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), reforçando sua presença no cenário nacional de pesquisa.

Esse fortalecimento também se reflete na internacionalização do corpo docente: a coordenadora de pesquisa e orientadora no Brain 2026, professora Naomi Vidal, conquistou recentemente uma vaga no programa internacional Global Brain Health Institute (GBHI) Fellowship, em parceria com a University of California, San Francisco (UCSF).