Evento mobiliza líderes e reforça evangelismo por meio das publicações no Rio de Janeiro
Iniciativa reuniu 75 pessoas para imersão focada em identidade adventista, evangelismo por publicações e formação de missionários

A Associação Rio Fluminense (ARF) promoveu, durante um final de semana, o projeto Missão dos 70 – Reavivados para Missão, uma intensa imersão espiritual que reuniu 75 participantes com o objetivo de fortalecer a identidade adventista e ampliar o exército de colportores — missionários de sustento próprio que evangelizam por meio da distribuição de livros e publicações.
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O evento ganhou ainda mais significado com o batismo de Tânia, fruto direto do trabalho de colportagem. Ela foi visitada pela colportora Sinalia e por Gilmar Júnior, que iniciaram estudos bíblicos. Embora não tenha aceitado o apelo ao batismo inicialmente, Tânia perdeu o esposo recentemente e, em meio ao luto, lembrou-se da colportora e restabeleceu contato. Novos estudos foram realizados e, durante o próprio evento Missão dos 70, ela foi batizada.
“A semente foi plantada pela visita de um colportor que desenvolveu amizade, interesse e acompanhamento em momentos difíceis, resultando nessa decisão. Tudo graças aos esforços do colportor”, destacou Eduardo Calci, líder do Ministério de Publicações da ARF.

Fortalecendo a identidade adventista
O projeto Missão dos 70 é uma das principais ênfases da Divisão Sul-Americana para os próximos anos: fortalecer a identidade adventista. Para isso, foram selecionadas 70 pessoas de todo o território da ARF, que participaram de estudos bíblicos aprofundados, profecias, história da Igreja Adventista e temas centrais relacionados ao reavivamento e à missão.
“O objetivo principal da Missão 70 é promover um movimento de reavivamento espiritual que tem como propósito levar ao cumprimento da missão”, explicou Fabiano Paulo, líder de publicações para a União Sudeste Brasileira (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo). “Foram convidadas 70 pessoas para participar dessa programação espiritual de reavivamento com base na oração, no estudo da Bíblia, Testemunhos, Espírito de Profecia. Assim, fortalecemos a identidade adventista e a identidade missiológica adventista, inspirando ao cumprimento da missão.”
Fabiano destacou ainda a relevância profética do ministério de publicações. “A palavra profética mostra para nós que grande parte da pregação do Evangelho eterno será terminada através do Ministério de Publicações. E aí está inserida a figura do colportor evangelista. Esses irmãos foram convidados, foi feito um chamado para eles ingressarem no Ministério da Colportagem e, assim, cumprir a missão, reavivados pelo poder do Espírito Santo.”


O mensageiro silencioso
Um dos grandes destaques do evento foi a abordagem do evangelismo por meio das publicações. Eduardo Calci reforçou a relevância desse ministério nos dias atuais. “Mesmo diante dos avanços tecnológicos do mundo moderno, cremos que o ‘mensageiro silencioso’ — os livros — jamais perderá sua importância. As profecias indicam que poderá chegar o tempo em que mídias como rádio, televisão e redes sociais serão restringidas. Contudo, os milhões de páginas já presentes nos lares continuarão a proclamar a verdade, sendo instrumentos usados por Deus para alcançar e converter milhares de pessoas.”
Ele também destacou o potencial de multiplicação do evento. “A maioria dos participantes é composta por líderes das igrejas da ARF. Assim, a mensagem de reavivamento e missão tem grande possibilidade de alcançar e impactar as igrejas locais de forma significativa.”



Reavivamento que gera missão
Para o pastor Felipe Andrade, presidente da ARF, o Missão dos 70 é essencial porque reconecta a igreja com seu propósito central. “Ele nos reconecta com o propósito da igreja: salvar pessoas. Levanta missionários e amplia o alcance do evangelho, chegando onde muitas vezes a igreja não chega. Além disso, transforma quem decide viver essa experiência com Deus.”
Sobre o que significa, na prática, ser “reavivado para a missão”, o pastor Felipe foi direto: “Na prática, é quando a comunhão com Deus se transforma em ação. É sair da passividade e assumir o compromisso de testemunhar, servir e alcançar pessoas. O verdadeiro reavivamento sempre nos move para a missão.”
Ele compartilhou ainda suas expectativas sobre o impacto do movimento. “Esperamos igrejas mais vivas e missionais, com membros engajados e jovens protagonistas. Um movimento assim fortalece a cultura de fazer discípulos e resulta em mais pessoas sendo alcançadas por Cristo.”

Evangelismo na prática
Gilmar Júnior, assistente do Ministério de Publicações, explicou como funciona, na prática, o trabalho de evangelização por meio das publicações. “Esse trabalho acontece por meio do contato direto com as pessoas, levando literatura que fala de esperança, fé, saúde, família e crescimento espiritual. Os colportores visitam casas, comércios, instituições e também conversam com as pessoas nas ruas, sempre com muito respeito e sensibilidade.”
Ele destacou que o objetivo vai além da venda. “Mais do que entregar ou apresentar um livro, o objetivo é levar uma mensagem que possa tocar o coração e atender uma necessidade real da pessoa naquele momento. Muitas vezes, uma publicação chega como resposta para alguém que está vivendo um momento difícil e precisa de uma palavra de ânimo e orientação.”
Gilmar compartilhou ainda experiências marcantes do impacto desse trabalho. “Temos visto muitas experiências marcantes. Há pessoas que, por meio de um livro, reencontraram a esperança, fortaleceram a vida espiritual e até restauraram relacionamentos familiares. Já acompanhamos testemunhos de pessoas que começaram a estudar a Bíblia após receber uma publicação, passaram a frequentar a igreja e tiveram a vida transformada.”
Ele também destacou o impacto na vida dos próprios colportores. “Vemos o impacto na vida dos próprios colportores, especialmente os jovens, que desenvolvem fé, disciplina, comunicação e um espírito missionário muito forte.”
Chamado aos jovens
Sobre o que um jovem precisa para começar a se envolver com essa missão, Gilmar foi encorajador. “O principal é ter disposição no coração para servir a Deus e às pessoas. Não é necessário começar sabendo tudo. O jovem precisa ter vontade de aprender, espírito missionário e o desejo sincero de fazer a diferença na vida de alguém. O campo oferece orientação, treinamento e acompanhamento para que ele se desenvolva. A colportagem é uma escola de fé, de crescimento pessoal e de missão. Muitos jovens descobrem nesse trabalho seu propósito e fortalecem seu chamado ministerial.”
Acácio Lauriano, assistente de colportagem, reforçou o chamado. “O que o jovem precisa é ter o coração na obra, ser missionário, ser convertido e querer apressar a volta de Jesus.”
Ele também destacou o impacto transformador do trabalho. “O principal é apresentar o Evangelho através dos livros e das publicações. E o impacto nas pessoas que fazem o trabalho é movimento, vida na missão, vida devocional, gestão de trabalho, gestão de tempo, produtividade.

Um movimento que transforma
O Missão dos 70 reforçou o compromisso da ARF em ampliar o exército de missionários de sustento próprio e em fortalecer a identidade adventista. Com 75 participantes, sendo a maioria líderes de igrejas locais, o evento plantou sementes que prometem multiplicar-se em igrejas mais vivas, engajadas e missionais.
E o batismo de Tânia, fruto direto da colportagem, provou que o “mensageiro silencioso” continua cumprindo seu papel profético: alcançar corações, transformar vidas e preparar pessoas para a volta de Jesus.