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Evento mobiliza líderes e reforça evangelismo por meio das publicações no Rio de Janeiro

Iniciativa reuniu 75 pessoas para imersão focada em identidade adventista, evangelismo por publicações e formação de missionários


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Tânia foi batizada no evento, revelando a influência do contato realizado por uma comportora. Foto: Paulo Araújo

A Associação Rio Fluminense (ARF) promoveu, durante um final de semana, o projeto Missão dos 70 – Reavivados para Missão, uma intensa imersão espiritual que reuniu 75 participantes com o objetivo de fortalecer a identidade adventista e ampliar o exército de colportores — missionários de sustento próprio que evangelizam por meio da distribuição de livros e publicações.

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O evento ganhou ainda mais significado com o batismo de Tânia, fruto direto do trabalho de colportagem. Ela foi visitada pela colportora Sinalia e por Gilmar Júnior, que iniciaram estudos bíblicos. Embora não tenha aceitado o apelo ao batismo inicialmente, Tânia perdeu o esposo recentemente e, em meio ao luto, lembrou-se da colportora e restabeleceu contato. Novos estudos foram realizados e, durante o próprio evento Missão dos 70, ela foi batizada.

“A semente foi plantada pela visita de um colportor que desenvolveu amizade, interesse e acompanhamento em momentos difíceis, resultando nessa decisão. Tudo graças aos esforços do colportor”, destacou Eduardo Calci, líder do Ministério de Publicações da ARF.

Pastor Eduardo Calci, líder do Ministério de Publicações reforçou o papel de cada evangelista e sua aplicação prática. Foto: Paulo Araújo.

Fortalecendo a identidade adventista

O projeto Missão dos 70 é uma das principais ênfases da Divisão Sul-Americana para os próximos anos: fortalecer a identidade adventista. Para isso, foram selecionadas 70 pessoas de todo o território da ARF, que participaram de estudos bíblicos aprofundados, profecias, história da Igreja Adventista e temas centrais relacionados ao reavivamento e à missão.

“O objetivo principal da Missão 70 é promover um movimento de reavivamento espiritual que tem como propósito levar ao cumprimento da missão”, explicou Fabiano Paulo, líder de publicações para a União Sudeste Brasileira (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo). “Foram convidadas 70 pessoas para participar dessa programação espiritual de reavivamento com base na oração, no estudo da Bíblia, Testemunhos, Espírito de Profecia. Assim, fortalecemos a identidade adventista e a identidade missiológica adventista, inspirando ao cumprimento da missão.”

Fabiano destacou ainda a relevância profética do ministério de publicações. “A palavra profética mostra para nós que grande parte da pregação do Evangelho eterno será terminada através do Ministério de Publicações. E aí está inserida a figura do colportor evangelista. Esses irmãos foram convidados, foi feito um chamado para eles ingressarem no Ministério da Colportagem e, assim, cumprir a missão, reavivados pelo poder do Espírito Santo.”

O mensageiro silencioso

Um dos grandes destaques do evento foi a abordagem do evangelismo por meio das publicações. Eduardo Calci reforçou a relevância desse ministério nos dias atuais. “Mesmo diante dos avanços tecnológicos do mundo moderno, cremos que o ‘mensageiro silencioso’ — os livros — jamais perderá sua importância. As profecias indicam que poderá chegar o tempo em que mídias como rádio, televisão e redes sociais serão restringidas. Contudo, os milhões de páginas já presentes nos lares continuarão a proclamar a verdade, sendo instrumentos usados por Deus para alcançar e converter milhares de pessoas.”

Ele também destacou o potencial de multiplicação do evento. “A maioria dos participantes é composta por líderes das igrejas da ARF. Assim, a mensagem de reavivamento e missão tem grande possibilidade de alcançar e impactar as igrejas locais de forma significativa.”

Reavivamento que gera missão

Para o pastor Felipe Andrade, presidente da ARF, o Missão dos 70 é essencial porque reconecta a igreja com seu propósito central. “Ele nos reconecta com o propósito da igreja: salvar pessoas. Levanta missionários e amplia o alcance do evangelho, chegando onde muitas vezes a igreja não chega. Além disso, transforma quem decide viver essa experiência com Deus.”

Sobre o que significa, na prática, ser “reavivado para a missão”, o pastor Felipe foi direto: “Na prática, é quando a comunhão com Deus se transforma em ação. É sair da passividade e assumir o compromisso de testemunhar, servir e alcançar pessoas. O verdadeiro reavivamento sempre nos move para a missão.”

Ele compartilhou ainda suas expectativas sobre o impacto do movimento. “Esperamos igrejas mais vivas e missionais, com membros engajados e jovens protagonistas. Um movimento assim fortalece a cultura de fazer discípulos e resulta em mais pessoas sendo alcançadas por Cristo.”

Evangelismo na prática

Gilmar Júnior, assistente do Ministério de Publicações, explicou como funciona, na prática, o trabalho de evangelização por meio das publicações. “Esse trabalho acontece por meio do contato direto com as pessoas, levando literatura que fala de esperança, fé, saúde, família e crescimento espiritual. Os colportores visitam casas, comércios, instituições e também conversam com as pessoas nas ruas, sempre com muito respeito e sensibilidade.”

Ele destacou que o objetivo vai além da venda. “Mais do que entregar ou apresentar um livro, o objetivo é levar uma mensagem que possa tocar o coração e atender uma necessidade real da pessoa naquele momento. Muitas vezes, uma publicação chega como resposta para alguém que está vivendo um momento difícil e precisa de uma palavra de ânimo e orientação.”

Gilmar compartilhou ainda experiências marcantes do impacto desse trabalho. “Temos visto muitas experiências marcantes. Há pessoas que, por meio de um livro, reencontraram a esperança, fortaleceram a vida espiritual e até restauraram relacionamentos familiares. Já acompanhamos testemunhos de pessoas que começaram a estudar a Bíblia após receber uma publicação, passaram a frequentar a igreja e tiveram a vida transformada.”

Ele também destacou o impacto na vida dos próprios colportores. “Vemos o impacto na vida dos próprios colportores, especialmente os jovens, que desenvolvem fé, disciplina, comunicação e um espírito missionário muito forte.”

Chamado aos jovens

Sobre o que um jovem precisa para começar a se envolver com essa missão, Gilmar foi encorajador. “O principal é ter disposição no coração para servir a Deus e às pessoas. Não é necessário começar sabendo tudo. O jovem precisa ter vontade de aprender, espírito missionário e o desejo sincero de fazer a diferença na vida de alguém. O campo oferece orientação, treinamento e acompanhamento para que ele se desenvolva. A colportagem é uma escola de fé, de crescimento pessoal e de missão. Muitos jovens descobrem nesse trabalho seu propósito e fortalecem seu chamado ministerial.”

Acácio Lauriano, assistente de colportagem, reforçou o chamado. “O que o jovem precisa é ter o coração na obra, ser missionário, ser convertido e querer apressar a volta de Jesus.”

Ele também destacou o impacto transformador do trabalho. “O principal é apresentar o Evangelho através dos livros e das publicações. E o impacto nas pessoas que fazem o trabalho é movimento, vida na missão, vida devocional, gestão de trabalho, gestão de tempo, produtividade.

O batismo da Tânia foi um dos momentos mais emocionantes do encontro, que simbolizou o resultado do trabalho de cada Colportor. Foto: Paulo Araújo.

Um movimento que transforma

O Missão dos 70 reforçou o compromisso da ARF em ampliar o exército de missionários de sustento próprio e em fortalecer a identidade adventista. Com 75 participantes, sendo a maioria líderes de igrejas locais, o evento plantou sementes que prometem multiplicar-se em igrejas mais vivas, engajadas e missionais.

E o batismo de Tânia, fruto direto da colportagem, provou que o “mensageiro silencioso” continua cumprindo seu papel profético: alcançar corações, transformar vidas e preparar pessoas para a volta de Jesus.