Pequenos Grupos aproximam pessoas e compartilham esperança no sul da Bahia
Mobilização reuniu adventistas em casas, ruas, roças de cacau e aldeias indígenas, com ações adaptadas para alcançar pessoas em diferentes realidades
Durante 15 dias, igrejas adventistas de diferentes cidades do sul da Bahia trocaram os grandes auditórios por ambientes mais próximos da comunidade. A mobilização fez parte do evangelismo realizado nos Pequenos Grupos. Em algumas regiões, a programação continua acontecendo, ampliando o contato com pessoas que, muitas vezes, não participariam de uma reunião convencional na igreja.
Em Buerarema, 45 Pequenos Grupos aceitaram o desafio de manter encontros durante os 15 dias de evangelismo. Antes do início da programação, os participantes se prepararam, oraram e escolheram locais que favorecessem a aproximação com as comunidades.

Assim, as reuniões chegaram a ambientes variados, incluindo residências, garagens, academias, ruas, propriedades rurais com plantações de cacau e aldeias indígenas. A diversidade dos espaços mostrou que a missão pode acontecer onde houver pessoas dispostas a ouvir e compartilhar a Palavra de Deus.
À medida que surgiam decisões pelo batismo, uma nova necessidade foi percebida: nem sempre as pessoas conseguiam se deslocar até uma igreja. A solução encontrada foi transportar o tanque batismal até os locais onde os Pequenos Grupos estavam reunidos.
A iniciativa ficou conhecida como “carro do batismo”. “Passamos a percorrer os PGs, levando a estrutura necessária para a realização das cerimônias batismais. No percurso, os irmãos acompanharam com bandeiras e louvores. Até o momento, dez pessoas já foram batizadas durante nossa mobilização”, revelou pastor distrital Raidon Araújo.

Pastor Raidon ainda afirma que a participação da igreja foi essencial para viabilizar a proposta. “Membros e líderes se envolveram na organização dos encontros, no deslocamento dos equipamentos e no acompanhamento das pessoas alcançadas”, completou.
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Batismo chegou à sala de sr. João
Em Itabuna, a mobilização ganhou um significado ainda mais pessoal. Durante o evangelismo do Pequeno Grupo Fonte de Esperança, realizado na localidade conhecida como Praça da Liberdade, o ancião Antônio conheceu João Santos de Oliveira.

A aproximação começou a partir de uma pergunta feita por João sobre o que acontece com a pessoa após a morte. Antônio decidiu visitá-lo e, na residência, apresentou o que a Bíblia ensina sobre o assunto. Durante a conversa, João manifestou o desejo de entregar a vida a Jesus e ser batizado.
Diante da impossibilidade, a programação foi adaptada. Uma piscina foi preparada na sala da residência, permitindo que o batismo fosse realizado sem que João precisasse sair de casa.
“A nossa piscina inflável já ficou famosa por tornar possíveis batismos como o de seu João. Não foi a primeira vez que a levamos até alguém que não conseguia se deslocar. Se a pessoa não pode chegar ao local do batismo, nós levamos o batismo até ela. Naquele dia, a piscina entrou na sala, e nós nos adaptamos para que o desejo dele de entregar a vida a Jesus fosse respeitado”, relata o pastor distrital. Osvaldo Anjos.
Poucos dias depois, João conseguiu comparecer à igreja. Sentado ao lado de Antônio, responsável por acompanhá-lo em sua caminhada espiritual, participou da programação com a comunidade que agora também fazia parte de sua história.
Proximidade que transforma
As experiências de Buerarema e Itabuna revelam duas dimensões do trabalho desenvolvido pelos quase 900 Pequenos Grupos que atuam no sul da Bahia. Enquanto uma caravana percorreu diferentes comunidades para acompanhar decisões de fé, uma equipe entrou na sala de uma residência para tornar possível o batismo de uma única pessoa.
“Os Pequenos Grupos aproximam a igreja das pessoas e criam um ambiente em que elas se sentem acolhidas, ouvidas e acompanhadas. Em todo o sul da Bahia, vimos adventistas abrindo suas casas e ocupando ruas, garagens, comunidades rurais e outros espaços para compartilhar esperança. Esse envolvimento fortalece a igreja e amplia o alcance do evangelismo, porque cada membro compreende que também participa da missão”, afirma o pastor Laércio Fonseca, diretor do Ministério Pessoal na região sul da Bahia.
Com programações ainda em andamento em algumas regiões do sul da Bahia, o evangelismo segue mobilizando igrejas e comunidades. As reuniões podem acontecer em diferentes lugares, mas conservam o mesmo propósito: aproximar pessoas, fortalecer relacionamentos e compartilhar a esperança de forma acessível, pessoal e sensível.