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Estudos bíblicos ajudam a reduzir pena de presidiários no Paraná

Ministério das Prisões em Ponta Grossa já levou 75 detentos ao batismo.

4 de julho de 2014
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Grupo acompanha estudos bíblicos semanalmente nas dependências do presídio (Foto: Felipe Triacca e Pedro Matos)

Ponta Grossa, PR… [ASN] “A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.” O poema escrito pelo líder e pacifista indiano Mahatma Gandhi demonstra bem o pensamento de alguns dos 572 detentos da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG), no Paraná. Após três anos de muita dedicação e esforço, o trabalho de um grupo de voluntários já mostra resultados na vida de muitos dos que agora vivem atrás das grades.

“Quando a pessoa chega nesse ponto, de ver o sol nascer atrás das grades é que cai a ficha que não existe mais solução para os problemas e que ninguém mais se importa com a gente. Esse foi meu pensamento por alguns anos, até que conheci um Deus que ainda se importa comigo e pode me dar perdão para os pecados”, afirma Juarez Koninck, condenado a 45 anos de prisão.

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Assim como o personagem acima conheceu uma “liberdade” que só pode ser encontrada em Jesus Cristo, outros 75 detentos também experimentam essa mesma sensação de segunda chance. Semanalmente eles recebem a visita dos integrantes do Ministério das Prisões da Igreja Adventista de Ponta Grossa, que separam as três horas liberadas pela administração do presídio de segurança máxima para estudar a Bíblia e ter um momento de aconselhamentos. Na coleção de histórias desses voluntários, superação é a palavra-chave.

“Eu não enxergo eles como pessoas estranhas, mas como amigos, como candidatos para o Céu e que enquanto estão aqui na Terra podem ter uma nova oportunidade. Assim como eu já passei por isso, também quero levar a mesma esperança que um dia eu tive ao maior número de pessoas”, afirma um dos integrantes do Ministério das Prisões, o empresário Luiz Peracini.

Redução de pena

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Luiz Silveira, diretor do presídio, percebe que comportamento dos detentos mudou desde o início do trabalho realizado pelos adventistas (Foto: Felipe Triacca e Pedro Matos)

Já com o desenvolvimento dos estudos bíblicos, algumas mudanças começaram a acontecer dentro da Penitenciária Estadual. O diretor da instituição destaca que os detentos agora estão mais calmos e receptivos. “Para nós foi uma surpresa muito agradável a vinda desses voluntários. Os presos não só cresceram no plano espiritual, mas também no relacionamento com os colegas de cela”, ressalta Luiz Silveira. “Muitos dos que já passaram pelo projeto bíblico agora já podem ir para o setor de trabalho e da escola.”

E os resultados dos estudos bíblicos foram além das paredes da cadeia e chegaram até a mesa do juiz de execução penal de Ponta Grossa, Antônio Acir Hrycyna, que assinou uma regulamentação de que o preso que estudar, trabalhar e concluir o estudo bíblico da Igreja Adventista terá uma redução de pena. O ato é pioneiro no País ao incluir uma redução de pena para detentos que estudam a Bíblia.

Assistência continuada

Preocupados então com a permanência na nova fé, uma ação conjunta entre os adventistas e a administração estadual resultou na construção da primeira igreja dentro do próprio Complexo Penitenciário. A capela, que será ecumênica, já está em fase de construção.

“A cada festa de encerramento ficava um nó na garganta para saber se eles iriam permanecer fieis, e por isso nós orávamos para que a semente do evangelho brotasse nos corações. Agora com essa igreja dentro do PEPG, queremos fazer os cultos sabáticos lá dentro e alcançar ainda mais pessoas desse nosso público”, explica o obreiro bíblico Tiago Garcia. [Equipe ASN, Mairon Hothon]

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