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Escolas adventistas de Ijuí e Santo Ângelo orientam alunos sobre temas do projeto Quebrando o Silêncio

Capelão Douglas Perelles coordena ações com estudantes da educação infantil ao fundamental; cidades fortalecem marcos locais de prevenção


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Alunos utilizam revista do projeto com temas direcionados a adolescentes em sala de aula (Foto: Divulgação)

Durante o mês de agosto, as escolas adventistas de Ijuí e Santo Ângelo promoveram uma agenda contínua do projeto Quebrando o Silêncio, conectando o que acontece nas telas com a vida real. O recorte principal foi violência digital — tema da campanha em 2025 — e seus desdobramentos no convívio escolar e familiar, com atenção a práticas como cyberbullying, deepfake, pornografia e adulterações de conteúdo. Materiais oficiais da campanha deste ano orientam escolas e famílias para prevenção de temas relacionados e inclusive sobre o devido acolhimento.

Sob a coordenação do capelão Douglas Perelles, as turmas do 5º ao 9º ano discutiram respeito e responsabilidade no ambiente digital, guiadas por um princípio central. "A ideia abordada foi a de que ninguém vale mais pela aparência, nem vale menos por ter uma deficiência ou por qualquer característica pessoal", ressalta o pastor. As falas abordaram como identificar padrões de agressores e manipuladores e apresentaram um exemplo de restauração por meio da fé em Jesus, apontando caminhos de ajuda e mudança. Para estudantes que enfrentam depreciação ou depressão, a orientação foi buscar pessoas de confiança — e apoio espiritual.

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Com as turmas de pré ao 4º ano, a linguagem foi ajustada para perguntas essenciais à idade: o que é agressão, como reconhecer esse tipo de ocorrência na família, quais são as zonas do corpo em que não se pode tocar e como denunciar quando algo faz mal. A meta foi dar vocabulário simples, segurança e passos práticos para as crianças pedirem ajuda.

Palestra de uma policial civil que atua em combate a infrações digitais orientou alunos em Santo Ângelo. (Foto: Divulgação)

As atividades contaram ainda com convidados externos: a delegada Luciana Silva e uma promotora de Justiça. As participações trataram sobre cyberbullying, proteção nas redes sociais e jogos online. Também ofereceram o enquadramento legal e reforçaram canais formais de denúncia, em complemento à abordagem pedagógica e espiritual proposta pela escola.

Mobilização local

Em Santo Ângelo, a campanha integra o calendário oficial de eventos do município desde 2017. Para a data de ênfase, está prevista uma passeata envolvendo igreja, escola e outros grupos locais; na semana seguinte, as turmas sairão com o pastor para sensibilizar a população e oferecer orações. Em Ijuí, o projeto ganhou novo impulso com a instituição da Semana Municipal “Quebrando o Silêncio”. A medida foi aprovada pela Câmara na segunda-feira da semana anterior (11). Diante disso, ações públicas ligadas ao tema com as turmas escolares estão planejadas para a próxima semana.

Voz da escola

Além do trabalho nas unidades adventistas, o capelão Douglas Perelles foi convidado por uma escola municipal de Santo Ângelo para dialogar com alunos do 6º ao 9º ano. Segundo ele, professores souberam de sua história de vida e solicitaram sua presença. “Foi um momento especial, muito conectado às vivências deles”, relata. Ao final, muitos estudantes pediram seu Instagram, sinalizando engajamento com a conversa.

Temas ultrapassaram os muros da escola: pastor tratou dos temas em uma escola municipal da região (Foto: Divulgação)

Repercussão do tema

A ênfase em violência digital acontece em meio à repercussão nacional sobre a exposição e “adultização” de menores nas redes. Na última quarta-feira, 20 de agosto de 2025, o Senado criou a CPI da Adultização, com prazo de 180 dias para investigar crimes contra crianças e adolescentes no ambiente online. Em paralelo, o Senado retomou a análise de projetos de lei que tratam de proteção digital para crianças e adolescentes.