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Escola Sabatina Viva: uma escola com propósito

Convenção da APlaC reforça pastoreio e missão como essência da Escola Sabatina


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Escola Sabatina Viva
Participantes da Convenção da Escola Sabatina. Foto: Arquivos APlaC

“Escola Sabatina Viva: uma escola com propósito” foi o tema da Convenção de Escola Sabatina da Associação Planalto Central (APlaC), realizada no domingo, 8 de março, das 9h às 11h45, na Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Brasília. O encontro reuniu diretores, secretárias e professores de Escola Sabatina das igrejas locais em Brasília e Entorno.

A convenção teve como objetivo fortalecer a visão de uma Escola Sabatina mais intencional, que integra estudo da Bíblia, relacionamentos e missão. A proposta é que a Escola Sabatina cumpra com mais clareza seu propósito de alcançar pessoas que ainda não conhecem o evangelho e fortalecer a fé dos membros, por meio de uma experiência de discipulado prática e constante.

Escola Sabatina Viva
Palestra sobre Retorno às origens com Pr. Jean Abreu, Presidente da APlaC. Foto: Arquivos APlaC

Mais que um programa semanal

O conceito de “Escola Sabatina Viva” foi apresentado como um ambiente em que cada classe busca acolher, acompanhar e envolver as pessoas, conectando-as à Bíblia e ao compromisso missionário. Afinal, a Escola Sabatina é mais do que um programa semanal: é uma dinâmica de cuidado mútuo e crescimento espiritual, construída com intencionalidade.

Escola Sabatina Viva
Pastor Flávio Ferreira, líder de Escola Sabatina para Brasília e Entorno. Foto: Arquivos APlaC

Para o pastor Flávio Ferreira, líder de Escola Sabatina da APlaC, uma Escola Sabatina viva “vai além da recapitulação da lição” e se torna um espaço onde as pessoas são cuidadas, discipuladas e mobilizadas. Nas palavras dele, ela se torna perceptível quando a classe vira “um lugar de cuidado espiritual, relacionamento e missão”.

O pastor também destacou que existem sinais práticos dessa vitalidade. Por exemplo, quando o professor conhece as pessoas, acompanha ausências e necessidades, e quando há “pastoreio real”: com oração, apoio e encorajamento dentro da unidade de ação. Ele reforçou ainda que o estudo não pode ser só para passar um conteúdo: “a Bíblia é estudada para transformar a vida”.

Seguindo esta mesma linha de raciocínio, enfatizou que uma Escola Sabatina viva é reconhecida quando a unidade se envolve em missão, com membros estudando a Bíblia com interessados, convidando amigos e servindo a comunidade. E lembrou que o estilo de Jesus precisa aparecer na rotina, aplicando os Seus métodos: “misturar-se, simpatia, atender as necessidades, ganhar confiança e convidar ao discipulado”.

Intencionalidade missionária

Escola Sabatina Viva
Convenção da Escola Sabatina. Foto: Arquivos APlaC

Ao falar sobre a principal mudança necessária, o pastor Flávio sintetizou em uma expressão: intencionalidade missionária. Para ele, é preciso enxergar a unidade de ação não como “alunos numa sala”, mas como “um pequeno rebanho a ser pastoreado e treinado para a missão”.

Na prática, isso significa cuidar das pessoas com constância, e ao mesmo tempo prepará-las para cuidar de outros. Ele explicou que a unidade de ação precisa deixar de ser apenas um encontro semanal e passar a funcionar como um núcleo que planeja ações, forma discípulos e gera interessados para estudar a Bíblia: “Não é improviso. É planejar, organizar e acompanhar ações missionárias com propósito”, reforçou.

Discipulado

Outro ponto destacado foi como o discipulado acontece dentro da rotina da Escola Sabatina. O pastor Flávio explicou que discipular é formar pessoas capazes de fazer, aos poucos e com acompanhamento, o que hoje está concentrado em uma única liderança.

Ele citou exemplos simples e aplicáveis, como: delegar partes da recapitulação, identificar dons dentro da unidade de ação e ajudar cada pessoa a colocá-los em prática; além de levar alguém junto em visitações, para aprender a abordar, ouvir, orar e estudar a Bíblia. Também incentivou que os membros sejam treinados para conduzir encontros fora do sábado pela manhã - como pequenos grupos, estudos bíblicos, ações missionárias e momentos de vida em comunidade - criando um ambiente em que a unidade funcione como um time discipulador, e não como um esforço de uma pessoa só.

Pastoreio e missão

Escola Sabatina Viva
Participantes da Convenção. Foto: Arquivos APlaC

Ao apresentar a direção do trabalho para este ano, o pastor Flávio reforçou que a APlaC tem destacado duas prioridades em 2026: pastoreio e missão.

Ele explicou que pastoreio é acompanhar, fortalecer a comunhão e a vida espiritual, enquanto missão é levar a unidade de ação a atuar como uma agência missionária, levantando interessados e formando discípulos. Na visão apresentada, uma coisa fortalece a outra: “um pastoreio bem-feito naturalmente conduz à missão”.

Classes mais vivas

Sobre os resultados da Convenção, o pastor Flávio afirmou que espera ver o início de uma mudança de visão sobre o que Deus espera da Escola Sabatina. Ele mencionou que, ao revisitar os escritos de Ellen G. White, especialmente em Conselhos sobre Escola Sabatina, fica claro o propósito: pessoas instruídas pela Palavra, lideradas e cuidadas espiritualmente e envolvidas na missão de estudar a Bíblia com outros.

Assim, o resultado esperado é uma Escola Sabatina que funcione como uma “agência ganhadora de almas para Cristo”, com classes mais vivas, comunhão real, liderança intencional e missão prática.

Uma palavra aos líderes e professores

Escola Sabatina Viva
Momentos de louvor e adoração durante a Convenção. Foto: Arquivos APlaC

Ao encerrar sua mensagem aos diretores, secretárias e professores de Escola Sabatina, o pastor Flávio reforçou que esse trabalho é espiritual e missionário. Ele reconheceu que, com o tempo curto e muitas demandas, a Escola Sabatina pode parecer apenas “mais uma tarefa”. Mas, quando é organizada à luz do propósito, o trabalho ganha sentido e se torna mais leve.

Ele resumiu: “Não é apenas administrar uma classe, é cuidar de pessoas. Não é apenas ensinar conteúdo, é formar discípulos. Não é apenas registrar presença, é fortalecer uma comunidade com propósito.”

Aprendizado e desafios reais

Zilma Marques de Sousa, diretora de Escola Sabatina na IASD QS 14 do Riacho Fundo 2, contou o motivo de ter participado da Convenção: “Participei pelo desejo de me capacitar e buscar novas ideias para melhorar, tornando mais atrativa a Escola Sabatina.” Ela apontou desafios práticos em sua realidade, como “a falta de pontualidade dos membros e o estudo diário da lição”. Ao falar do que levou do encontro, destacou o foco missionário e relacional: “Hoje aprendi novas maneiras e ideias para incentivar os membros; o mais importante é que temos que focar em levar Jesus para as pessoas e nos importar mais com elas.” Para Zilma, os materiais recebidos também serão decisivos: “É maravilhoso e será de suma importância para melhorar e adaptar melhor a Escola Sabatina.”

Já Patrícia Guimarães Chivale, diretora da Escola Sabatina na igreja do Gama Sede, compartilhou um desafio específico do contexto local: por ser uma igreja com culto invertido, o maior desafio é “a evasão dos membros após o culto”. Ela explicou que participou para atualizar seus conhecimentos e fortalecer sua equipe. Entre os aprendizados, destacou o chamado a tornar as classes mais ativas e discipuladoras, resumindo o que mais a marcou: “transformar as classes em unidades de ação ativas”, não apenas no compromisso com o estudo diário, mas fazendo da Escola Sabatina “um ambiente de discipulado”.

Veja o álbum de fotos da Convenção

Convenção da Escola Sabatina 2026
Convenção da Escola Sabatina 2026