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Encontro fortalece diálogo sobre liberdade religiosa

Reunião ocorrida em Brasília contou com presença de autoridades de órgãos do Brasil e do exterior.

6 de fevereiro de 2014
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Sociólogo Brian Grim apresenta gráfico com países e índices de tolerância em relação à liberdade religiosa. Brasil é o país que mais aberto em relação ao tema

Brasília, DF… [ASN] Se comparado a outros países do mundo, o Brasil é o que mais oferece liberdade religiosa aos seus cidadãos. Enquanto isso, um dos mais intolerantes quanto ao assunto é o Egito, que tem uma classificação de 8.9 em uma escala de 10. Para analisar esses dados e dialogar sobre ações e projetos que podem melhorar os índices no Brasil e em outras localidades, autoridades ligadas ao assunto se reuniram nesta quarta-feira, 5, na sede da Igreja Adventista para a América do Sul, em Brasília.

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O encontro contou com a participação do sociólogo Brian Grim, presidente da Religious Freedom & Business Foundation, primeira organização dedicada a educar empresas sobre o porquê a liberdade religiosa permitirá que essas sejam mais produtivas e bem sucedidas. Durante anos, Grim foi pesquisador sênior do Pew Research Center na área de Religião e Assuntos Mundiais, da qual se desligou no início de fevereiro deste ano. A instituição é globalmente conhecida por fornecer informações sobre tendências e temas que moldam o desenvolvimento do mundo e realizar pesquisas de opinião pública, demográfica, análise de conteúdos de mídia e de ciência social empírica.

Diante dos dados sobre a questão da liberdade religiosa, Grin disse que outras nações precisam adotar práticas semelhantes às do Brasil. “Nós sabemos qual é o problema, mas também sabemos qual é a solução: o Brasil. O país tem uma história para compartilhar com o mundo”, destaca ele. O sociólogo crê que parte da mudança em relação ao assunto pode vir das companhias, a partir do momento que compreenderem que a liberdade religiosa é boa para os negócios. Sua ideia também é utilizar os esportes para servir como uma ponte em relação ao assunto.

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Diálogo necessário

O presidente da Igreja Adventista para a América do Sul, pastor Erton Köhler, lembrou que o diálogo é importante e que a liberdade religiosa não é algo exclusivo de uma denominação. Ou seja, as decisões precisam favorecer outros grupos e devem respeitar suas crenças. “É uma luta que envolve todos aqueles que professam alguma fé. É por isso que precisamos unir forças em prol de um ideal comum, bem como parcerias para que continuemos a ter o direito de professar aquilo que acreditamos”, esclareceu. Ele ainda afirmou que a Igreja Adventista está aberta ao diálogo, análise e colaboração com os projetos que o Religious Freedom & Business Foundation pretende desenvolver aqui.

“Cada igreja local deve ser um núcleo de defesa da liberdade de culto onde está inserida, ajudando os seus membros a entenderem que o ataque à liberdade religiosa é um ataque à dignidade humana”, explica o pastor Rafael Rossi, diretor de Liberdade Religiosa da Igreja Adventista para oito países da América do Sul. “Temos uma mensagem a ser proclamada, conforme as três mensagens angélicas de Apocalipse 14, e para fazer isso precisamos dessa liberdade.” Rossi pontua que alguns dos posicionamentos da International Religious Liberty Association (IRLA) servem de norte ao se tratar da questão:

a. Chamar o povo brasileiro a promover ativamente os princípios da liberdade de religião ou crença, como desenvolvida no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do corpo de instrumentos internacionais de direitos humanos, através de Fóruns, Congressos e Festivais de Liberdade Religiosa;

b. Instar o governo brasileiro para que fique atento e proporcionando um ambiente positivo para a liberdade religiosa de acordo com padrões internacionais;

c. Encorajar os que supervisionam os processos constitucional e legislativo para oferecerem proteção à liberdade religiosa que não beneficie uma fé em particular, em detrimento daqueles que praticam outras religiões ou nenhuma religião;

d. Identificar formas concretas de se envolver na defesa da liberdade religiosa e garantir que tal defesa seja sensível tanto ao contexto quanto à situação;

e. Incentivar as pessoas, inclusive jovens, a tomarem a iniciativa de se tornarem defensores da liberdade religiosa, local e internacionalmente;

f. Manter a liberdade religiosa como um direito humano único e fundamental e resistir à pressão para aceitar argumentos reducionistas que afirmam já existirem outros direitos como a liberdade de expressão, de associação e igualdade, tornando assim, desnecessária, a liberdade religiosa;

g. Reafirmar a Separação entre Estado e Religião, devendo o Estado permanecer neutro e não hostil quanto às religiões, reconhecendo que estas contribuem positivamente na sociedade, garantindo nos termos da Lei a Liberdade Religiosa de todos e a proteção do fato religioso.

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Encontro contou com a presença de autoridades do Brasil e do exterior

Também participaram da reunião o desembargador Flávio Cooper, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região; Damaris Moura, presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP); Gregory Clark, advogado internacional; Fábio Nascimento, advogado; Ney Garcia, jornalista; Samuel Gomes de Lima, presidente da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (Ablirc); Marcos Tavares, secretário de assuntos jurídicos do município de Cesário Lange, no interior paulista; Pastor Luís Mário, assistente da presidência da Igreja Adventista para a América do Sul; Luigi Braga, diretor jurídico da Igreja Adventista para oito países sul-americanos, e Vanderlei Vianna, assessor jurídico assistente da Igreja Adventista na América do Sul.

Veja, abaixo, o posicionamento adventista em relação à liberdade religiosa.


[Equipe ASN, Jefferson Paradello]

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