Encontro capacita colportores estudantes em São Paulo
Colportores de várias regiões do estado participaram de quatro dias de formação, além de convivência missionária.

Cerca de 400 pessoas participaram do Encontro de Colportores Estudantes, promovido pelo Ministério de Publicações da União Central Brasileira, entre os dias 18 e 21 de dezembro, no Centro de Treinamento Adventista (CTA), em Araçoiaba da Serra (SP). O evento, realizado a cada cinco anos, reuniu jovens das oito sedes administrativas da Igreja Adventista no estado de São Paulo para capacitação técnica, fortalecimento espiritual e integração missionária.
Com o tema “Aventura de Fé”, o encontro preparou colportores para o trabalho. A programação incluiu momentos diários de louvor, mensagens espirituais, treinamentos e palestras conduzidas por lideranças da colportagem em nível mundial, sul-americano e nacional, além da participação, em alguns momentos, de administradores dos campos da União Central Brasileira - sede administrativa da Igreja Adventista para o estado de São Paulo.
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A abertura espiritual foi realizada pelo pastor Mauricio Lima, presidente da Igreja Adventista para o estado de São Paulo, que destacou a colportagem como parte estratégica da missão da igreja.
Entre os palestrantes estiveram os pastores Mário Martinelli, diretor mundial de Colportagem, Adilson Morais, diretor sul-americano, o diretor-geral da Casa Publicadora Brasileira (CPB), Uilson Garcia, os diretores de Colportagem da CPB, João Vicente e Jason Rosa, e Paulo Pinheiro, diretor do Instituto de Desenvolvimento do Estudante Colportor (Idec). Os conteúdos abordaram desde princípios espirituais até desafios contemporâneos da literatura missionária em um contexto cada vez mais digital, além de experiências pessoais com a colportagem.
Segundo Mário Martinelli, a colportagem mantém sua relevância por priorizar o contato humano. “A colportagem é uma escola de vida. As pessoas continuam precisando de escuta, oração e esperança, e isso não pode ser substituído pela tecnologia”, afirma.

Experiência e integração
Além da formação espiritual e técnica, o encontro também promoveu atividades de integração. As Olimpíadas “Aventura de Fé” reuniram os participantes em competições esportivas como futebol, basquete, vôlei, corrida e natação. Ao final, todos os colportores receberam medalhas simbólicas para reforçar a proposta de cooperação e missão coletiva.

Outro destaque foram as Olimpíadas “Colportor Evangelista”, atividade interativa baseada no livro O Colportor Evangelista, de Ellen White, que combinou aprendizado, integração e dinâmica em grupo.
O evento também apresentou materiais que serão utilizados nas próximas campanhas. O arqueólogo e apresentador da TV Novo Tempo Rodrigo Silva participou da programação para apresentar o livro Lições para a Vida, de sua autoria, que será trabalhado pelos colportores a partir das férias de inverno de 2026. A obra conecta descobertas históricas, princípios bíblicos e aplicações práticas para a vida contemporânea. “O testemunho não é algo que apenas comunicamos, é algo que vivemos. Quando o colportor entrega um livro, ele entrega também sua própria história”, afirmou Rodrigo Silva.

Sonhos
Entre os participantes estava João Vitor Ramos, de 28 anos, que participou do encontro pela última vez como colportor estudante. Ex-trabalhador rural no interior de São Paulo, ele afirma que a colportagem possibilitou a conclusão do curso de Teologia, além da estruturação da vida familiar. Em dezembro, ele se formou e agora se prepara para iniciar o ministério pastoral.
“A colportagem transformou completamente a minha vida. Eu trabalhava na roça, no plantio de cana-de-açúcar, e sonhava em servir mais a Deus e estudar Teologia, mas não tinha recursos. Foi pela colportagem que encontrei esse caminho. No início, enfrentei desafios, mas Deus foi me moldando a cada experiência. Por meio da colportagem, consegui pagar toda a faculdade de Teologia, conheci minha esposa, me casei e realizei sonhos que pareciam distantes”, compartilha o jovem.
João acrescenta que a colportagem lhe ofereceu muito mais do que sustento. “Ela foi uma escola de missão para mim, porque além de mudar a minha vida, mudou as pessoas que receberam os livros. Hoje, tenho a certeza de que foi através desse ministério que Deus confirmou meu chamado e me preparou para dedicar minha vida à Sua obra”, ressalta.

Já para Daniel Gomes, de 16 anos, o encontro aumentou suas expectativas a respeito da colportagem. Nestas férias escolares será a primeira vez que ele realizará o trabalho. Mais do que alcançar recursos para pagar os estudos, seu sonho é pregar sobre a volta de Jesus para as pessoas que, talvez, de outra forma, não tenham acesso a essa mensagem de esperança.
“Entendi que a colportagem é um meio direto de evangelismo, e eu estou ansioso para participar disso. O encontro foi importante para me orientar quanto ao que me espera no campo de trabalho e o que eu vou realizar”, relata.
Impacto e propósito
O encontro foi idealizado pelos diretores de colportagem das sedes administrativas da Igreja para o estado, como os pastores Marco Aurélio de Pinho (UCB), Juliano Maicon (APaC), Alex Oliveira (APV), Fábio Rodrigues (APL), Laércio Andrade (APO), Celso Cabrini (APS), Marcos Ferreira (APSe), Emerson Brischigliari (APSo) e Thiago Monteiro (AP).
O pastor Marco Aurélio, diretor de colportagem para o estado de São Paulo, destaca os objetivos do encontro e o papel formativo da colportagem, que faz parte do Ministério de Publicações. “Essa capacitação aconteceu para que o colportor entenda como funciona esse ministério e entenda como se faz. Aqui ele conheceu o produto que vai oferecer às pessoas, enfim, foi um curso que proporcionou tudo o que o colportor precisa para realizar essa obra. E a colportagem ajuda o jovem a entender que ele trabalha para Deus e que sua missão vai além do sustento financeiro”, finaliza.

O que é a Colportagem?
A colportagem é o ministério que une evangelismo por meio da literatura e sustento financeiro. Existem dois perfis principais: os colportores estudantes, que utilizam a atividade para custear a formação acadêmica, e os colportores efetivos, que atuam profissionalmente na área. Em ambos os casos, o trabalho envolve visitas de casa em casa, palestras em empresas, relacionamento pessoal e distribuição de livros e revistas com conteúdo cristão e educativo voltado à saúde.
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