Encontro acolhe mães atípicas e fortalece missão da igreja local
Encontro para mães atípicas realizado pela Igreja Adventista em Icaraí (RJ) oferece acolhimento e orientação para mulheres que cuidam de filhos com TEA e outras condições do neurodesenvolvimento.

No último sábado, 7 de junho, a Igreja Adventista de Icaraí, em Niterói (RJ), abriu suas portas para um momento inédito e necessário: o Encontro para Mães Atípicas. O evento gratuito reuniu especialistas, voluntárias e participantes em uma tarde de apoio, acolhimento e troca de experiências entre mulheres que enfrentam os desafios diários de cuidar de filhos com necessidades específicas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento.
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Com o tema “Elas veem além do espectro, valorizam a capacidade e respeitam seus limites”, o encontro fez parte da agenda da Caravana “Chegou a Hora”, promovida pelo Ministério da Mulher da Associação Rio Fluminense. A programação incluiu palestras com profissionais de diferentes áreas, entre elas direito à saúde, nutrição, psicologia e neuropsicopedagogia, além da presença da diretora da ONG Azul Fraterno, que atua com famílias de crianças autistas.
“Ser mãe atípica não é simples. Precisamos de apoio, de informação e de lugares onde não sejamos julgadas. Esse encontro foi como um respiro. Me senti vista, acolhida e fortalecida para continuar”, relatou Juliana da Silva, participante do evento.
Mais do que uma ação pontual, o encontro representa uma das frentes sociais da caravana evangelística, que tem promovido em diversas cidades ações voltadas ao cuidado físico, emocional e espiritual das mulheres. Em Icaraí, o momento foi conduzido por uma equipe de líderes e voluntárias que prepararam o espaço com atenção e carinho, oferecendo não apenas informações, mas também escuta ativa, empatia e oração.
A líder do Ministério da Mulher da ARF, Maria Eduarda Custódio, destacou que “essas ações fazem parte de uma missão mais ampla, que é ser igreja para as pessoas — onde elas estão e com as dores que carregam”. O pastor Felipe Andrade, presidente da Associação Rio Fluminense, também tem incentivado esse tipo de mobilização como expressão prática do evangelho.

