Em Manaus, passeatas lutam contra violência psicológica
O objetivo principal do ato público foi conscientizar a população sobre a importância de prezar pelo bom convívio familiar evitando a violência.
Diversas passeatas e carreatas tomaram às ruas e avenidas da cidade. Na tarde do último sábado (27), no bairro da compensa, zona oeste, a ação mobilizou centenas de pessoas nas ruas, unindo 15 Igrejas Adventistas de 3 distritos. A caminhada teve início na Escola Municipal Professor Alberto Makarem, seguindo até a Avenida Brasil. O projeto Quebrando o Silêncio denuncia a violência psicológica, principalmente, nas camadas mais vulneráveis da sociedade. A cada ano, a campanha tem uma ênfase diferente, a essência consiste em conscientizar as pessoas sobre o respeito às mulheres, às crianças e aos idosos.
Voluntários saíram com cartazes confeccionados, faixas personalizadas, panfletos, revistas, e materiais impressos da campanha. Ao longo do percurso, enquanto caminhavam, entregavam balões como um ato simbólico de combate à violência. Crianças e adolescentes estavam uniformizados como Aventureiros e Desbravadores levando informação e conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. Após ser percorrido 2,78 km, a ação foi encerrada no Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), com participação especial do boneco Luizinho, psicóloga Sandra Barilli e administradores do campo da região norte e centro oeste do Amazonas.
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Região Norte e Centro-Oeste do Amazonas
Mais de 50.000 revistas e materiais impressos foram entregues para crianças, adolescentes e adultos alertando contra os perigos da violência. A distribuição ocorreu nas casas, nos comércios e nas ruas, acompanhados de fanfarras com apoio dos Desbravadores. Mais de 40 distritos foram focos de passeatas e mobilização em resposta ao Quebrando o Silêncio. Professora Vera Suci, que lidera as mulheres adventistas de toda área norte e centro-oeste do Amazonas, salienta que diversas iniciativas foram programadas, eventos de educação contra a violência, entre outros. “A mobilização do ministério da mulher foi surpreendente, tanto na capital como no interior milhares de pessoas apoiaram o projeto. Em Fonte Boa, realizaram atividades em mais de 15 escolas públicas, em Beruri, atenderam mais de 50 escolas públicas com palestras.”, frisa.