Educação Adventista promove “Quebrando o Silêncio” em Macaé
50 mil exemplares de folhetos e revistas foram distribuídos durante ação

O objetivo da ação era conscientizar a população sobre a necessidade de combater a violência [Foto: Paulo Araújo]
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Foram montados cerca de 10 pontos de distribuição de literaturas da campanha por toda a cidade. Em cada um deles, um grupo de mulheres caracterizadas com hematomas e curativos chamavam a atenção de quem passava. Representando uma mulher agredida no rosto e nos braços, Viviane de Arruda destaca a importância de se envolver com a campanha para que outras mulheres sejam encorajadas a falar. “Hoje estou aqui apenas representando, mas me sinto muito triste em saber que essa é a realidade de muitas mulheres. É muito importante que as mulheres falem o que esta acontecendo dentro de casa”, afirma. Durante o seminário realizado no Colégio Adventista de Macaé, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do Centro Especializado de Atendimento a Mulher (CEAM) e da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, ambos de Macaé. O centro é referência em atendimento e acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica e conta com o apoio da patrulha que fiscaliza diariamente o cumprimento de medidas protetivas concedido a mulheres da região. Para a advogada Jane Roriz, Coordenadora Geral de Políticas para as Mulheres do CEAM, a educação tem papel fundamental para a conscientização da sociedade. “O papel da educação é primeiro entender que faz parte da rede de enfrentamento e isso a gente conseguiu hoje com essa ação ver muito bem. No momento que você entende que faz parte dessa rede e começa a ter essas boas ações de conscientização, você empodera essas mulheres que sofrem algum tipo de violência”, ressalta.O líder para a área de Educação na região rio fluminense, Josué Nunes explica que apoiar ações não só auxiliam pessoas que precisam de ajuda, como também garante o desenvolvimento do ser humano. “Como a violência é uma das maneiras de impedir o desenvolvimento das potencialidades, tudo que nós pudermos fazer como igreja e como escola para que as potencialidades do ser humano possam ser desenvolvidas, nós faremos. E umas das maneiras é evitando a violência é quebrando o silêncio”, conclui. [Equipe ASN, Laís Santana]

