Educação Adventista no RS realiza ações do Quebrando o Silêncio e ganha destaque na mídia estadual
Com palestras, materiais educativos e produções artísticas, escolas adventistas no RS conscientizam sobre os riscos do mundo virtual

O projeto Quebrando o Silêncio, criado em 2002 pela Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), promove campanhas de combate a diversos tipos de violência. Em 2025, o tema escolhido foi a violência digital. A proposta é mostrar que, embora a internet tenha tornado a vida mais prática com suas facilidades, navegar por suas páginas requer prudência e vigilância constantes, já que muitos usuários utilizam essa ferramenta para cometer os chamados crimes cibernéticos.
Problemas como fake news, cyberbullying, assédio sexual e adultização infantil estão entre os tópicos abordados pela campanha. No Sul do Rio Grande do Sul, unidades educacionais adventistas promoveram debates e ações alusivas ao tema. O Colégio Adventista de Viamão (CAV) realizou palestras e mobilizou alunos e professores para distribuir materiais de conscientização em um semáforo do município.

João Ricken, pastor escolar do CAV, revela que abordar os assuntos do Quebrando o Silêncio em sala de aula tem sido uma oportunidade para compreender melhor os desafios enfrentados por crianças e adolescentes no mundo virtual. “Com 30 anos de idade, já me sinto desatualizado em relação às novas tendências da internet. Vejo que, principalmente os mais novos, entre 10 e 13 anos, têm uma vida muito imersa no mundo digital, sem ainda conseguir fazer distinção entre um mundo e outro", pontuou.
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O pastor João acredita que os esforços das instituições de ensino adventista, ao promover palestras, Festivais de Curtas e ações de conscientização - como a entrega de materiais da campanha - possam contribuir para preparar os alunos para eventuais experiências indesejadas nas redes. “Uma vez que esse assunto é debatido, os alunos passam a não ter tanto receio de se abrir e denunciar esses crimes, já que entendem que outras pessoas também passam por isso. Explicamos que não é normal passar dados pessoais ou fotos pela internet para estranhos", ressaltou.

Vitor Gomes Braff, aluno do 6º ano do CAV, disse ter apreciado as palestras ministradas nas capelas e destacou sua participação na ação de entrega de materiais no semáforo. “O que eu mais gostei foi ver a alegria das pessoas ao receber a revista de nossas mãos. O assunto da Violência Digital me chamou a atenção porque eu tenho visto e ouvido falar de muitas coisas ruins que têm acontecido, como o bullying. Saber isso, nos ajuda a ajudar outras crianças a entender que nem todo mundo é confiável na internet", expressou.
Já a aluna Ilana de Jesus Oliveira Rodrigues, do 8º ano do CAV, defendeu que o assunto da Violência Digital é polêmico, mas é necessário ser abordado. “O que mais me chama atenção na violência digital é que, mesmo sendo algo que a gente não vê, pode machucar muito por dentro, principalmente crianças e adolescentes. Na internet é fácil acontecer crimes como bullying e exposição sem consentimento", frisou.
Revelino Evangelista, diretor da Educação Adventista para a região sul do Rio Grande do Sul e litoral norte, ponderou que trazer o assunto da Violência Digital para a sala de aula é fundamental. “Esse é o mundo em que eles [os alunos] estão inseridos e muita coisa acontece nesse ambiente. Portanto, devemos falar desse assunto a fim de conscientizar pais e alunos dos riscos e ressaltar o valor que a vida da criança e adolescente tem, assim, conseguirmos tirá-los do sofrimento", salientou.

Recentemente, o Colégio Adventista do Partenon (CAP), em Porto Alegre, recebeu a equipe de jornalismo da Record Guaíba, afiliada da Rede Record no Rio Grande do Sul, para gravar uma matéria sobre o Festival de Curtas 2025. A reportagem mostrou como o assunto da Violência Digital, tema do Quebrando o Siêncio de 2025, é abordado no ambiente escolar através da competição e evidenciou o envolvimento de alunos e professores ao redor do tema.
Matheus Ferreira, pastor escolar do CAP, declarou que o Festival de Curtas busca ensinar de forma lúdica aos alunos e à Comunidade Escolar a lidar melhor com as ferramentas digitais aproveitando os benefícios que as plataformas oferecem. “Nossa ideia é que os pais saibam como tratar com seus filhos a utilização das redes sociais e que, por outro lado, os alunos estejam atentos aos perigos que as redes sociais oferecem", expressou.

Destaque na mídia
Na entrevista concedida à equipe de reportagem, a aluna Thamyriz Luz revelou que seus pais sempre demonstraram preocupação em relação ao tempo de uso da internet, considerando-o um fator de impacto negativo em seu rendimento escolar. “Acho que devemos tentar equilibrar usando outras ferramentas como o livro, uma conversa e sabe, conscientizar mesmo", afirmou.
Segundo Douglas Canto, diretor do CAP, o fato de o ambiente digital estar sendo utilizado para o cometimento de crimes é mais uma razão para abordar esses assuntos no colégio, levando a comunidade escolar a refletir sobre a problemática. “A partir do momento em que a gente percebe que o mau uso das redes sociais representa um problema, não só para hoje, mas também para o futuro, não tem como deixarmos para depois algo que é tão urgente", defendeu.
