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Educação Adventista de Gravataí, no RS, participa de projeto “Escola sem Telas” e tem resultados surpreendentes

Iniciativa piloto reúne alunos, pais e professores para reduzir o uso de telas e melhorar convivência familiar e desempenho escolar


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Escola sem Telas
Colégio Adventista de Gravataí realiza projeto "Escola sem Telas", após Lei que proíbe uso de celulares em sala de aula. (Foto: divulgação)

No Brasil, a Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares e eletrônicos em escolas públicas e particulares, foi sancionada em 13 de janeiro deste ano. A norma também restringe aparelhos durante o recreio e o intervalo entre aulas. A medida busca reduzir distrações e melhorar a convivência nos ambientes escolares.

O Colégio Adventista de Gravataí, no Rio Grande do Sul, identificou um desafio preocupante diante desse cenário. Muitos alunos apresentavam sinais de abstinência digital e falta de atenção, após a proibição do celular em sala de aula.

Escola sem Telas
O projeto ocorreu com alunos do 6º e 7º anos. (Foto: divulgação)

A partir dessa realidade, a direção buscou apoio especializado sobre o tema. Assim nasceu o projeto “Escola Sem Telas”, desenvolvido com suporte de psicólogas e direcionado para três públicos: alunos, pais e professores.

De forma planejada, a proposta integrou encontros formativos, atividades práticas e orientações sobre saúde emocional. Desta maneira, os envolvidos repensaram hábitos digitais e descobriram novos caminhos de convivência.

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Escola Sem Telas

A diretora Daniele Hans destacou a necessidade do projeto. Segundo ela, os problemas observados no comportamento dos alunos exigiram uma solução prática e educativa. “O projeto “Escola Sem Telas” veio de uma necessidade clara. Nós percebemos que os alunos estavam com dificuldade de concentração e apresentando indisciplina”, afirma Daniele.

Ela acrescentou que os resultados já são visíveis. “Agora, os estudantes participam mais das aulas e interagem melhor com os colegas. Isso reflete também em ganhos familiares e sociais”, complementa.

Metodologia

As psicólogas Viviane Bilinski e Gisele Ferreira estruturaram a metodologia em três frentes: manual para alunos e pais, e treinamento para os professores. Cada grupo recebeu materiais específicos de orientação e acompanhamento.

“Nós realizamos cinco encontros com os alunos. Eles aprenderam sobre o funcionamento do cérebro, reconheceram emoções e estabeleceram metas para mudar hábitos”, explica Viviane.

De acordo com Gisele, o impacto foi positivo. “Os estudantes monitoraram o tempo diante das telas e desenvolveram o autoconhecimento. Isso fortaleceu habilidades emocionais e melhorou as relações no ambiente escolar”, destaca.

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Psicólogas, Viviane Bilinski, à esquerda e Gisele Ferreira, à direita, falam com adolescentes sobre o projeto. (Foto: divulgação)

Mudanças no comportamento

A aluna Caroline Smaniotto relatou como o projeto a ajudou a refletir sobre seus hábitos digitais. Para ela, o excesso de internet estava gerando ansiedade e insegurança. “Eu percebi que deveria mudar. Muitas vezes a internet prejudica mentalmente. Eu ficava nervosa e ansiosa, principalmente com comparações nas redes sociais”, conta.

Com o tempo, Caroline afirma que se sentiu mais leve. “O projeto me ajudou a entender minhas emoções e buscar outras formas de bem-estar”, conclui a estudante.

Escola Sem Telas
Alunos revelam que suas notas melhoraram após o projeto. (Foto: divulgação)

Impacto positivo

Os resultados também chegaram aos lares. Uma mãe de aluno, Carmem Jung, fala que o projeto trouxe benefícios pessoais, familiares e sociais, fortalecendo a rotina em casa. “Esse projeto está agregando muito na minha vida, na do meu filho e no ambiente familiar. Ele melhora o desempenho acadêmico e socialização”, disse Carmem.

Além disso, ela lembrou que o aprendizado foi coletivo. “Muitos pais se perceberam usando demais as telas. Rever hábitos fez bem para toda a família”, reforça.

Escola Sem Telas
Iniciativa será realizada em todas as unidades escolares da ANRS. (Foto: divulgação)

Educar é ir além!

Ao final, alunos receberam certificados de conclusão. Entretanto, o principal resultado foi o fortalecimento de valores de convivência, equilíbrio e responsabilidade digital. A diretora reforça que o projeto dialoga com a missão da escola. “A Educação Adventista vai muito além do ensino acadêmico. Nós queremos preparar para a vida e para a eternidade”, enfatiza Daniele.

O projeto “Escola Sem Telas” recebeu aprovação e apoio do Escritório Administrativo da Igreja Adventista para o norte do Rio Grande do Sul (Associação Norte do RS – ANSR).

Com isso, o programa “Escola Sem Telas” será aplicado em todas as unidades da Educação Adventista no território da ANSR. A proposta agora se consolida como um modelo para fortalecer famílias e alunos em toda a região.

Escola sem Telas
Alunas comemoram entrega dos certificados do projeto !Escola sem Telas". (Foto: divulgação)