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Disfunções da tireoide

9 de junho de 2014

São Paulo, SP…[ASN] Toda criança em idade escolar aprende muito bem sobre quais são as principais funções de órgãos como o coração, o pulmão, o cérebro, entre outros. O que nem sempre é ensinado é que, na verdade, existem muitas outras peças do quebra-cabeça do corpo humano que são de incomparável relevância para o bom funcionamento do mesmo.

A glândula tireoide é uma delas. É pequena se comparada aos órgãos e não está localizada em regiões culturalmente prestigiadas como o lado esquerdo do peito ou a caixa craniana. A recatada tireoide fica na região anterior do pescoço (abaixo do pomo de Adão, o popular gogó). Simples assim, discreta assim. Mas, não se engane! Quando não está legal ela se manifesta e faz você sentir desde uma simples indisposição até a mais complexa taquicardia. Enfim, a pequena faz uma bagunça!

Isso porque sua função é produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), presentes em todo o organismo. Portanto, uma não produção ou produção insuficiente desses hormônios pode gerar o que a medicina chama de hipotireoidismo. Em contrapartida, excessos desses hormônios formam o quadro de hipertireoidismo.

As características antagônicas das disfunções autoimunes – e que, portanto, não podem ser prevenidas – implicam em sintomas igualmente contrários. A pessoa que sofre de hipotireoidismo pode sentir cansaço excessivo, diminuição da capacidade de memorização e concentração, sono demasiado, pele seca e fria, redução do apetite, reflexos lentos, cãibras, alterações na menstruação (mulheres) e na libido (homens), ganho de peso, diminuição dos batimentos cardíacos, intestino preguiçoso, entre outros.

Já o paciente que está com produção acelerada (hipertireoidismo) pode sentir o coração disparado, intestino solto, agitação, nervosismo, ansiedade, intolerância a altas temperaturas, queda de cabelo, aumento de apetite, perda de peso, rápido crescimento das unhas, muita energia e pouco sono (embora sinta-se cansado), além de vários outros sintomas típicos de quem está com o corpo funcionando rápido demais.

A endocrinologista Nathália Ferreira explica que, embora os tratamentos sejam relativamente simples (em geral, a ingestão diária de medicamento), é muito importante que eles sejam feitos conforme a prescrição médica. “Quando a tireoide produz níveis muito baixos de hormônios, a pessoa começa a ter prejuízos cardiovasculares. Se ela já tem alguma predisposição a ter problemas do coração, então, o risco é maior ainda”, declara.

“O hipertireoidismo não tratado também tem, como maior prejuízo, a possibilidade de problemas cardíacos, porque se o coração bate muito rápido a pessoa pode ter uma arritmia cardíaca”, avalia. “Problemas não tratados na tireoide implicam em, no mínimo, uma perda muito grande na qualidade de vida”, conclui.

Isso foi o que aconteceu à microempresária Maurete Aguiar que há 42 anos vive esta realidade. Ela se enquadra no grupo de 3% da população feminina mundial que possui algum distúrbio tireoidiano. Aos 5 anos ela foi diagnosticada com hipertireoidismo, provavelmente herdado, já que alguns familiares também sofriam o distúrbio. Ela tentou vários tratamentos até completar 18 anos para então fazer a primeira cirurgia, intervenção indicada apenas para casos mais graves da doença. O passar dos anos mostrou que o problema ainda não havia sido solucionado. Resumindo, ela precisou fazer cerca de 10 cirurgias por problemas diversos que surgiram no corpo a partir do mau funcionamento da tireoide.

Hoje Maurete tem o quadro revertido, convivendo com o hipotireoidismo. Seguindo o tratamento corretamente ela conta que experimenta uma outra realidade de vida. “Agora estou ótima. Tomo o comprimidinho e tenho uma vida normal”. [Equipe ASN, Danúbia França]

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