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Crescimento de dízimos e ofertas aumenta responsabilidade na gestão

Aumento dos dízimos foi na ordem de 16% em 2013 segundo Tesouraria da Divisão Sul-Americana. Evento com tesoureiros acontece até quinta em Brasília.

3 de março de 2014
Pedro Morales: ênfase no papel dos líderes financeiros diante da expansão da mensagem bíblica

Pedro Morales: ênfase no papel dos líderes financeiros diante da expansão da mensagem bíblica

Brasília, DF … [ASN] O primeiro dia de atividades, nesta segunda-feira, dia 3, no Concílio Quinquenal de Tesouraria da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul foi caracterizado pela inspiração espiritual. O evento acontece em Brasília e reúne cerca de 250 diretores financeiros de instituições e sedes adventistas de oito países sul-americanos. A tônica de grande parte das palestras foi a necessidade de um foco muito claro no investimento financeiro em ações e projetos de evangelização, especialmente após um relatório de aumento nas devoluções de dízimos e ofertas.

O pastor Gilnei Abreu, tesoureiro associado da sede sul-americana adventista (Divisão Sul-Americana), apresentou dados sobre o aumento na arrecadação dos dízimos e ofertas e ressaltou que, em muitos lugares, o incremento registrado foi superior ao do PIB (Produto Interno Bruto) de alguns países. No geral, na comparação entre 2013 e 2012, o crescimento de dízimos chegou a 16,26% e de ofertas na ordem de 30,30%. Ao analisar os dados, o pastor Marlon Lopes, diretor financeiro da Divisão, explicou que os números “não devem nos orgulhar, mas mostrar a maior responsabilidade que temos quanto ao uso desses recursos”.

Inspiração prática

Para motivar os participantes a ter uma maior preocupação com a relação entre investimentos financeiros e missão, alguns palestrantes deram o recado. O consultor colombiano Pedro Morales, especialista em marketing, desafiou os presentes a serem líderes espirituais que revisam sua forma de pensar, geram resultados, resolvem problemas, são produtivos e fazem o que deve ser feito. Tudo sob a ótica bíblica. Ele disse que deixou o trabalho de 42 anos na empresa de seu pai por acreditar que precisavam auxiliar a Igreja Adventista com orientações de liderança para maiores resultados. “Precisamos compreender que 85% dos acertos de uma organização são responsabilidade da liderança”, afirmou. O pastor canadense Lowell Cooper, um dos vice-presidentes mundiais adventistas, fez um sermão em que, usando a analogia com a vida de Jacó, ressaltou que gestores financeiros não podem confiar em seus talentos e aptidões, mas em Deus para obter sucesso.

De maneira prática, outro que contribui para a formação de uma visão harmônica entre os recursos financeiros e a expansão do ensino da Bíblia foi Kenneth Osborn, atualmente diretor financeiro da sede da Igreja Adventista na Coreia do Sul (Divisão Norte-Asiática do Pacífico). Osborn apresentou um panorama de como populações de países asiáticos normalmente fechadas ao cristianismo estão sendo impressionadas com projetos, inclusive da Igreja Adventista. Na China, por exemplo, os adventistas não possuem muitos recursos para investimento, porém o crescimento do número de membros se dá, principalmente também, pela ação de pastores e pastoras e membros leigos empenhados em lutar contra as adversidades como rígido controle do governo e resistência à fé cristã por parte dos nativos. Esta Divisão conta atualmente com apenas 240 mil adventistas divididos em 715 congregações em um universo de 1.5 bilhão de pessoas.

Também falaram nesse primeiro dia de atividades Paul Douglas, chefe mundial da área de auditoria da sede adventista e demais palestrantes sobre demais aspectos técnicos relativos a apoio a área jurídica, gerenciamento do sistema de acompanhamento técnico da colportagem, previdência e planos de aposentadoria, entre outros temas. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

Veja entrevista com pastor Marlon Lopes sobre o destino dos dízimos e ofertas na Igreja Adventista do Sétimo Dia

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