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Conscientização sobre doença renal mobiliza comunidade em São Gabriel da Palha

Diagnóstico precoce motivou ação que realizou triagem e consultas para prevenção de doenças renais


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Silvana, líder do projeto Calebe, orienta moradores durante o mutirão de triagem renal (Foto: Gustavo Silva)

A iniciativa que mobilizou jovens da Missão Calebe e profissionais de saúde em São Gabriel da Palha (ES), nasceu da experiência pessoal de Silvana Santos, uma das líderes do projeto Calebe. Aos 35 anos, ela convive com doença renal desde 2017, um diagnóstico que, apesar de sério, foi descoberto no momento certo.

Com acompanhamento contínuo, ela consegue retardar a evolução da doença, ainda que exista a possibilidade futura de hemodiálise ou até transplante. “Muita gente acha que doença renal só aparece em pessoas mais velhas, mas não é verdade. Eu mesma descobri muito jovem, e isso me fez entender o quanto é importante cuidar e acompanhar desde cedo”, contou Silvana.

Ao perceber o quanto as doenças renais são silenciosas, tem altos índices e atingem também pessoas jovens, Silvana levou ao grupo a ideia de realizar uma grande triagem gratuita na cidade. A proposta rapidamente ganhou força e se transformou em uma ação de saúde que impactou toda a comunidade.

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Ação e prevenção

A ação foi organizada em duas fases. Na primeira semana foram realizadas coletas de exames laboratoriais para avaliação da função renal dos moradores. Com os resultados em mãos, a segunda etapa ocorreu no domingo, 25 de janeiro, reunindo um nefrologista e mais cinco médicos generalistas para os atendimentos presenciais. Ao todo, cerca de 200 pessoas foram atendidas em um único dia, passando por consultas, orientações e análise clínica.

Voluntários auxiliam no fluxo de atendimento e conferência de dados durante a ação de saúde (Foto: Gustavo Silva)

Entre os médicos que participaram da ação estava a Dra. Larissa Dizerens, generalista, ela lembrou que hipertensão e diabetes são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças renais, ambos frequentemente assintomáticos, e destacou a importância do projeto. “Fiquei muito feliz em ver essa mobilização dos jovens para realizar esse rastreio. As doenças renais são silenciosas, e quando o paciente percebe algum sintoma, muitas vezes já é tarde, e acaba precisando de tratamentos como a hemodiálise”, explicou Larissa.

Em consulta, a Dra. Larissa esclarece dúvidas e orienta pacientes identificados na triagem renal (Foto: Gustavo Silva)

Acolhimento que fez diferença

A ação também deixou uma marca positiva em quem passou pelos consultórios. Dona Claudiane dos Santos, moradora da cidade, procurou o projeto após desconfiar de alguns sintomas. “Eu estava preocupada e resolvi fazer a inscrição. No atendimento, recebi todo o apoio que precisava. Os médicos explicaram tudo com calma e me deram orientações importantes. Saí daqui muito mais tranquila. Esse é um programa que ajuda muita gente. Fiquei muito feliz de participar.”, contou Claudiane.

Todos os pacientes que apresentaram alterações nos exames seguirão em acompanhamento médico para iniciar o tratamento o quanto antes, evitando que a doença avance para estágios que exijam outros procedimentos.