Congresso SVA: O chamado para ser testemunha
Evento em Brasília destacou a consagração de cinco novos voluntários para a Janela 10/40 e um momento de intercessão por voluntários da DSA em campo.

No último sábado, dia 22 de agosto, às 15h, ocorreu, no Auditório da Divisão Sul-Americana (DSA) o Congresso do Serviço Voluntário Adventista (SVA) "Testemunhas", que reuniu cerca de 300 jovens para refletir sobre o chamado missionário. Com base em Atos 1:8, "…e ser-me-eis testemunhas… até aos confins da terra”, o encontro buscou levar os participantes a compreenderem que testemunhar não é apenas contar o que Deus fez, mas estar dispostos a ir para onde Ele enviar.
Testemunhas
O congresso contou com a participação do pastor Dieter Bruns, líder do SVA para a DSA, que apresentou a mensagem central. As mensagens musicais foram apresentadas pelo cantor Gabriel Tavela, e Renato Carvalho, coordenador do SVA do Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste (UNIAENE, BA), compartilhou testemunhos e experiências missionárias.
Um dos momentos mais significativos foi a consagração para o envio de cinco novos missionários, que a partir de setembro atuarão na Janela 10/40: Pedro Vieira, Raquel Guedes, Christine Lenz, Ranna Sarah da Silva e Matheus Moraes Teixeira. Na semana anterior o SVA da Associação Planalto Central (APlaC) enviou casal Jaqueline Lima e Daniel Silva.

O envio de voluntários para janela 10/40 demonstra que a Associação Planalto Central compreendeu que a missão não é apenas aqui nessa geografia, mas “até aos confins da terra”
Outro destaque do programa foi o momento de oração intercessora "Um nome, uma oração", no qual cada participante recebeu o nome de um missionário da Divisão Sul-Americana, em campo, e intercedeu especificamente por aquela pessoa. A ação reforçou que nenhum voluntário é esquecido e que há uma igreja intercedendo por eles. Durante o momento, foi realizada uma ligação telefônica para voluntários que estão atuando no Peru, representando todos os missionários pelos quais os participantes do evento intercederam.

O pastor Regerson Molitor, líder SVA para Brasília e Entorno destacou o objetivo do Congresso: “Inspirar. A programação tem vários testemunhos de pessoas que estão trabalhando como voluntárias em algumas partes do mundo, é uma forma de inspirar, porque o que nós desejamos é que muitos jovens se interessem e nos procurem para que a gente os ajude nesse processo de envio”.

O congresso foi encerrado com um apelo para que os jovens aceitassem o Ide, chamado de Cristo para ir e testemunhar até os confins da terra.

Desafios e inspiração
O pastor Dieter Bruns comentou sobre a importância da temática abordada no congresso: “Nós somos chamados para ser testemunhas e levar Cristo para as regiões onde Ele não é conhecido. A gente tem que viver a missão, testemunhar aqui, esse é o primeiro requisito de qualquer missionário transcultural, ser um missionário local. Mas, o mundo inteiro tem muitos lugares com muito mais necessidade do que aqui. Então, nesse congresso o grande objetivo é despertar não somente um interesse, mas mostrar quais são os próximos passos para ser uma testemunha em distintas partes que tem necessidade de voluntários”.

Ele destacou o desafio enfrentado em algumas regiões do mundo que precisam de voluntários: “A Janela 10/40 é o lugar com maior número de restrições à pregação do evangelho. Então enviar voluntários para esse lugar não é nada fácil. Isso é um tremendo desafio para qualquer campo na América do Sul. E ver a APlaC enviando cinco, é algo muito especial, porque tem demonstrado a prioridade do campo, pensando não só no seu próprio território, olhando o mundo. Nós vamos ter mais gente ainda querendo viver esta experiência, o próprio Congresso vai potencializar ainda mais isso, porque aqueles que assistem, são inspirados”.
Até aos confins da terra
Raquel Guedes, secretária SVA na APlaC, compõe o grupo de cinco novos voluntários que estão sendo enviados para a Janela 10/40. Raquel compartilhou suas expectativas sobre este desafio: “Espero viver novas experiências com Deus, conhecer pessoas, aprender com uma nova cultura e, acima de tudo, ser instrumento para levar esperança e o amor de Cristo onde eu estiver. Quero que essa experiência transforme não apenas as pessoas que eu encontrar, mas também a minha própria vida”.
Ela também destacou a importância do momento de consagração ocorrido durante o evento: “Foi um momento muito especial, porque senti que estava entregando novamente minha vida e meus planos nas mãos de Deus. A consagração representou um compromisso de ir aonde Ele me enviar e confiar que, mesmo diante dos desafios, Ele estará comigo”.
Raquel aproveitou a oportunidade para deixar uma mensagem para outros jovens que sentem o chamado para serem voluntários: “Não tenham medo de dizer ‘sim’ ao chamado de Deus. Talvez vocês não se sintam preparados ou não saibam exatamente o que encontrarão pelo caminho, mas Deus não chama os capacitados. Ele capacita aqueles que se colocam à disposição. Se Deus colocou o desejo de servir no coração de vocês, deem um passo de fé. Há um mundo esperando conhecer o amor de Cristo, e você pode ser a resposta à oração de alguém”, concluiu ela.

Compartilhando a experiência no Congresso Testemunhas
A jovem Nicolle Macedo Gomes, tem 19 anos e é membro da Igreja Adventista Central de Planaltina, ela compartilhou sua experiência como participante do congresso.
“O que mais tocou meu coração foi o momento em que, Renato Carvalho que estava na Tailândia, contou que foi convidado para o aniversário de um de seus alunos. Ao chegar, ele recebeu uma recepção muito calorosa. Segundo ele, ‘todas as culturas e línguas entendem o que é carinho e afeto.’ Isso me fez pensar que, muitas vezes, acreditamos que não teremos utilidade em algum lugar por não falarmos a língua local. Mas tudo aquilo que foi criado por Deus reconhece a Sua essência: o amor”.
Durante o congresso Nicolle aceitou o apelo para ser uma testemunha. Ela deixa uma mensagem para outros jovens que ainda estão indecisos.
“Desejem, por vocês mesmos, conhecer verdadeiramente a Deus. Busquem convicção daquilo em que creem, porque creem e para onde estão indo. Não esperem ter todas as respostas sobre onde ou por que ir. Busquem primeiro enxergar Jesus e caminhar com Ele. Durante essa caminhada, o Espírito Santo guia os nossos passos. Lembrem-se: o cristão que não é missionário é um campo missionário. Nossa vida não foi feita para terminar em nós mesmos, mas para se desenvolver na adoração a Deus, no serviço e, principalmente, na entrega. Deus não procura pessoas santas, perfeitas ou totalmente preparadas. Deus procura corações ensináveis. Tenham sempre um coração ensinável, e Deus mostrará o caminho”.
Nicolle é voluntária há cerca de dois anos. Nesse período, ela já atuou na Casa Lar “Cristo em Nós” e na Missão Xerente, experiências que marcaram profundamente sua caminhada: “Meu objetivo é continuar crescendo, aprendendo e me desenvolvendo no serviço voluntário, permitindo que Deus me use para servir pessoas e compartilhar o Seu amor onde Ele me enviar”, concluiu.
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Das Filipinas para o Brasil
Atualmente a APlaC está recebendo 07 missionários voluntários vindos de outras regiões do Brasil ou de outros países. A Melanie Villanueva, está no Brasil há um ano e três meses e contou como tem sido a sua experiência como missionária voluntária no Distrito Federal: “Tem sido incrível ser uma missionária aqui porque o meu propósito era de ser uma missionária para missionários. Então eu sinto que eu estou multiplicando a mim mesma, porque precisamos de mais missionários. É muito legal ter a experiência da cultura, a língua mesmo sendo muito difícil, é boa de escutar, é muito suave, gosto de ouvir. E tudo que aprendo aqui vou conseguir utilizar em outros campos missionários porque eu aprendo com a forma como os brasileiros fazem a missão.”
Melanie permanece no Brasil até novembro, quando irá para uma nova missão. Aqui, ela tem atuado como professora de inglês para voluntários, além de compartilhar seu testemunho em igrejas e escolas.
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