Congresso histórico inspira e mobiliza professores da Educação Adventista no Centro-Oeste do Brasil
Educadores de diferentes regiões do Centro-Oeste relatam renovação espiritual, fortalecimento profissional e maior compreensão sobre o propósito da Educação Adventista

A alegria expressa nos reencontros, nos aplausos e nas manifestações de entusiasmo revelou mais do que a satisfação de participar de uma programação especial. Para professoras vindas de diferentes regiões do país, o I Congresso de Educadores da União Centro-Oeste Brasileira representou uma oportunidade de renovar forças, compartilhar experiências e compreender que o trabalho realizado diariamente nas escolas faz parte de uma missão coletiva. Sob o tema “Chamados – Da sala de aula à eternidade”, o encontro reuniu educadores que retornam às suas unidades com novos conhecimentos e com o propósito reafirmado.
Realizado com representantes de 40 unidades escolares de Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, o congresso nasceu do desejo de reunir, pela primeira vez, professores de todo o território administrado pela União Centro-Oeste Brasileira. Segundo o pastor Irismar Gonçalves, líder de Educação da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região, a proposta foi além da formação pedagógica.
“O congresso nasceu do desejo de mobilizar todos os nossos professores. Queríamos unir esses educadores para irmos além da formação pedagógica e resgatar a nossa identidade e o nosso propósito. Cada detalhe foi preparado com muito carinho, desde a chegada, os materiais entregues e os estandes até o auditório, os workshops e as plenárias”, afirmou.

Congresso histórico
A dimensão coletiva do evento também chamou a atenção da Dra. Lisa Beardsley-Hardy, diretora mundial de Educação da Igreja Adventista do Sétimo Dia e uma das palestrantes do congresso. Ela comparou a rotina escolar a uma caixa de ovos, na qual cada professor pode permanecer isolado em sua própria sala. Encontros como esse, explicou, mostram que os educadores fazem parte de algo maior. “Quando nos reunimos em um congresso, percebemos que estamos trabalhando juntos e não de maneira isolada. Os professores podem conversar com os colegas, conhecer o que eles estão fazendo e, mais importante, permanecer unidos pelo Espírito Santo”, declarou.
A líder também destacou o entusiasmo demonstrado pelos brasileiros. “Eles sabem celebrar a escola, os líderes, a igreja e Cristo. Foi muito especial ouvir isso. Os professores estavam muito entusiasmados com aquilo que realizam.”

Legado e inspiração
Para Rafaela Cristina Porto, de Mato Grosso, a programação proporcionou fortalecimento espiritual, motivacional e emocional. “Eu senti a presença de Deus e também uma motivação para que a gente volte para a sala de aula ainda melhor, mais fortalecido espiritualmente e mentalmente. O professor precisa dessa saúde mental. Para nós, foi muito gratificante. Para mim, foi uma experiência maravilhosa”, relatou. A declaração traduz um sentimento compartilhado entre participantes que encontraram no congresso um espaço de aprendizado, acolhimento e valorização da própria vocação.
Sandra da Silva Abreu, professora de uma unidade escolar de Sobradinho, no Distrito Federal, destacou especialmente os conteúdos relacionados ao preparo psicológico dos educadores. Para ela, as reflexões ampliaram a compreensão sobre a responsabilidade de quem ensina. “Foram vários temas muito importantes, e um deles foi o preparo psicológico, que eu senti de maneira muito forte. Mas o que mais me impactou nesse chamado foi saber que estamos sendo preparados não apenas para o ensino, mas para a eternidade. Algumas pessoas acham que a Escola Adventista é apenas conteúdo, mas não é. É um preparo para a família, para a sociedade, para o relacionamento com os colegas de trabalho e, principalmente, para as famílias dessas crianças”, afirmou.
A percepção de pertencimento a uma rede educacional ampla também marcou a experiência de Thaís Santos, de Rio Verde, em Goiás. “Esse evento é muito importante para termos noção da dimensão da Educação Adventista em todo o Centro-Oeste. Ele amplia muito os nossos horizontes e nos ajuda não apenas no campo educacional, que é tão enriquecedor, mas também na missão de levar os nossos alunos até a eternidade”, disse. Ao reunir profissionais que enfrentam realidades diferentes, mas compartilham a mesma filosofia educacional, o congresso possibilitou a troca de práticas e reforçou a unidade entre as instituições.

Missionários na prática
Essa identidade também foi colocada em prática durante as ações missionárias realizadas como parte da programação. Cerca de 150 voluntários deixaram temporariamente as atividades do congresso para participar de reformas e melhorias em seis unidades escolares públicas de Foz do Iguaçu. Alguns haviam viajado mais de dois mil quilômetros para o encontro.
“Nós não queríamos apenas participar de uma formação, sair motivados e inspirados. Queríamos deixar um legado na cidade”, explicou Irismar Gonçalves. “Esses professores abriram mão de se beneficiar de parte do congresso para dedicar o seu tempo a pessoas que talvez nunca tivessem conhecido. É exatamente isso que um missionário faz. Ele deixa o próprio conforto para oferecer o melhor ao próximo.”

Celebração
Ao final do encontro, a celebração demonstrada pelas professoras estava acompanhada de uma compreensão ainda mais profunda sobre o alcance da profissão. Para Irismar, o congresso reafirmou que a Educação Adventista possui um propósito que ultrapassa os limites do currículo. “Como professores, temos a oportunidade de ser como uma bússola, apontando aos nossos alunos o destino da eternidade. O congresso reafirma a nossa identidade como rede educacional, não apenas em nosso território, mas como parte de uma rede mundial. Nosso propósito é resgatar em nossos alunos a imagem de Deus, o seu Criador”, concluiu.
Entre conhecimento, emoção, serviço e espiritualidade, os educadores encerraram a programação fortalecidos pela certeza de que não trabalham sozinhos e de que cada sala de aula pode se transformar em espaço de aprendizado, cuidado e esperança.
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