Congresso do Serviço Voluntário Adventista reúne jovens no sul do Maranhão
Cerca de 300 participantes de todo o sul do Maranhão estiveram reunidos para conhecer testemunhos de voluntariado e aprender com quem decidiu dedicar a vida à missão

O anseio de ir além de suas próprias fronteiras, conhecer novas culturas e engajar-se ativamente na missão da Igreja foi o que uniu aproximadamente 300 pessoas no primeiro Congresso do Serviço Voluntário Adventista (SVA) da Associação Sul Maranhense (ASuMa). O evento ocorreu no Colégio Adventista de Imperatriz, entre os dias 19 e 21 de junho.
Enquanto alguns compartilharam experiências obtidas em projetos de voluntariado, outros tiveram seu primeiro contato com as oportunidades oferecidas pelo Serviço Voluntário Adventista. A programação abrangeu palestras, relatos e orientações práticas sobre como desempenhar o papel de missionário em contextos locais, nacionais e globais.
Durante os três dias, a programação incluiu palestras, depoimentos, atividades em grupo e oportunidades para interação social. O objetivo foi oferecer direções para quem quer dedicar tempo, profissão e habilidades à pregação do evangelho, tanto na própria comunidade quanto em outras regiões do país ou em diferentes partes do mundo.

Visão Missionária

De acordo com o pastor Danilo Menezes, líder do serviço voluntário adventista no Sul do Maranhão, o congresso foi idealizado para despertar nos jovens uma compreensão mais ampla sobre o alcance da missão e apresentar caminhos para quem deseja servir em diferentes contextos.
Segundo ele, embora muitos já participem de iniciativas evangelísticas locais, a proposta é mostrar que existem oportunidades de atuação em diversas partes do mundo. “Nós temos um propósito de ver os nossos jovens atravessando continentes, atravessando outros países e sentindo-se úteis numa missão global”, destacou.
O líder também destacou que a juventude tem traços que incentivam esse engajamento. Segundo ele, a energia, a prontidão e a vontade de enfrentar desafios fazem dos jovens elementos essenciais para o progresso da missão em locais onde frequentemente outros não conseguem chegar.
Testemunhos reais

Carlos Vitor, ex-goleiro profissional com 22 anos de carreira no futebol, foi um dos convidados do evento. Ao longo de sua trajetória, passou por clubes como Vitória, Ponte Preta, Portuguesa, Atlético-GO e Londrina, além de defender a Seleção Brasileira nas categorias de base. No clube paranaense, tornou-se um dos destaques da equipe, participando da conquista do Campeonato Paranaense de 2014 e dos acessos às Séries C e B do Campeonato Brasileiro.
Em um período de ascensão na carreira, Vitor tomou uma decisão que mudaria completamente os rumos de sua vida. Após aprofundar sua caminhada espiritual e escolher seguir integralmente os princípios da Igreja Adventista do Sétimo Dia, passou a enfrentar desafios para conciliar a profissão com suas convicções religiosas. A escolha o levou a abrir mão de oportunidades importantes no futebol profissional, incluindo uma proposta para atuar pela Chapecoense.

Longe dos gramados, ele encontrou uma nova forma de influenciar pessoas. Além de escrever livros contando sua trajetória de fé e superação, passou a dedicar seu tempo à pregação do evangelho. Atualmente, percorre diversas regiões do Brasil ao lado da esposa, Gabriela, compartilhando experiências, testemunhos e mensagens sobre propósito, confiança em Deus e transformação de vida. Durante o congresso, sua história chamou a atenção dos participantes ao mostrar que seguir um chamado pode exigir renúncias, mas também abrir caminhos que muitas vezes não estavam nos planos iniciais.
O congresso também teve a presença de voluntários internacionais que atualmente atuam no Brasil. Merita Cáceres, uma peruana que atua em Imperatriz, expressou sua felicidade por participar do encontro pela primeira vez. “Antes de vir, eu não havia participado de nenhum congresso. “É a minha primeira vez e eu me sinto muito emocionada”, contou.
Segundo ela, a decisão de servir nasceu como uma resposta de gratidão a Deus pelas oportunidades que recebeu ao longo da vida, especialmente durante sua formação acadêmica.
Outro participante internacional foi Abdiel Rafael, da Costa Rica. Durante sua participação, ele destacou que a missão não está limitada a um país específico, mas pode ser vivida em qualquer lugar por aqueles que desejam seguir o propósito de Deus.
Leia também:
- Encontro lança EDMC e fortalece compromisso missionário no Maranhão
- Cinco anos de missão: movimento de plantio de igrejas segue crescendo no sul do Maranhão
Mundo Afora

Além das palestras e depoimentos, a programação buscou conectar os participantes com a realidade de diversas culturas e áreas missionárias.
Durante o congresso, as equipes participaram de uma gincana com tema e foram nomeadas com nomes de diversos países. As atividades incentivaram a colaboração em grupo e permitiram que os participantes compreendessem melhor a variedade de contextos em que a mensagem cristã pode ser divulgada.
Na noite de sábado, cada grupo exibiu um estande que representava um país. Os participantes aprenderam sobre curiosidades culturais, particularidades locais e pratos tradicionais dos países selecionados, tornando o ambiente uma experiência intercultural.

Uma das mensagens mais importantes do congresso foi reforçada pela iniciativa: a missão transcende as fronteiras geográficas e atinge pessoas de diferentes idiomas, culturas e modos de vida.
Novos Rumos
A formatura da Escola de Missão, um programa que prepara pessoas para trabalhar em projetos missionários, foi o evento que marcou o fim do congresso.

Débora Marques, do distrito de Esperantinópolis, estava entre os formandos. Com emoção, ela descreveu o término dessa fase como a concretização de um sonho que nutriu desde a infância. "Eu vejo a missão como um privilégio. "É um privilégio que Deus me concedeu", declarou.
Ela ainda relatou que já se candidatou a vagas missionárias e, no momento, está aguardando uma entrevista para um possível projeto no Chile. De acordo com ela, a formação expandiu sua visão sobre o serviço cristão e proporcionou aprendizados que pretende incorporar em sua vida e em futuras áreas de atuação.
Após a cerimônia de formatura, também foram concedidos os prêmios às equipes que competiram na gincana, concluindo um fim de semana repleto de aprendizado e planejamento para futuras atividades missionárias.

Para a liderança da Igreja Adventista no sul do Maranhão, o primeiro Congresso do Serviço Voluntário Adventista marca o início de uma nova fase de estímulo ao serviço cristão. Espera-se que a ação ajude a aumentar o número de jovens capacitados para responder a chamados missionários e levar esperança a várias partes do Brasil e do mundo.