Concílio de Ancionato/ASC reforça identidade da Igreja Adventista
Evento reuniu cerca de 700 líderes em dois fins de semana e destacou a importância da identidade profética, doutrinária e missionária da igreja

O epicentro da propagação do cristianismo foi a Europa, mas hoje o continente enfrenta o secularismo, com menos da metade da população se declarando cristã. Como evitar que o Brasil trilhe o mesmo caminho nos próximos anos, em meio à globalização e ao excesso de informação? Foi refletindo sobre essa questão que a Igreja Adventista do Sétimo Dia no centro sul de Santa Catarina (Associação Sul Catarinense – ASC) realizou o Concílio do Ancionato, reunindo cerca de 700 participantes em dois fins de semana de estudo e capacitação.
O pastor Lucas Durão, presidente da Associação Sul Catarinense, ressaltou o papel estratégico dos anciãos. “O ancionato é um departamento da igreja que apoia todos os demais departamentos. Assim conseguimos transmitir a visão e alinhar o ponto central do trabalho com a igreja local”, explicou. Segundo ele, a resposta para os desafios do futuro da igreja está na identidade. “A identidade é fundamental. Tudo o que Deus tem para construir se ergue sobre alicerces lançados no passado. Pioneiros, iluminados pelo Espírito Santo, desenvolveram uma base sólida, e agora cabe a nós dar continuidade, destacando nossa identidade profética, doutrinária e missiológica”, complementou.
Entre os palestrantes esteve o pastor Wilson Paroschi, doutor em Novo Testamento e ex-professor do UNASP. Ele alertou para os dois extremos que ameaçam a fé cristã: “De um lado temos a ameaça liberal, o chamado cristianismo progressista, já contaminado por cosmovisões humanistas, pós-modernistas e marxistas. De outro lado está o fundamentalismo, com seu legalismo e perfeccionismo”. Para Paroschi, o caminho de equilíbrio está na fidelidade à Palavra: “A solução é ter uma cosmovisão bíblica. Ou eu creio em tudo o que a Bíblia diz, ou não creio. Se escolho apenas o que me interessa, no fim, estou crendo em mim mesmo”.
O programa incluiu também workshops e testemunhos inspiradores, como o de Miro Fonseca, que transformou uma igreja de apenas 10 membros em Minas Gerais por meio do Clube de Desbravadores. Para o pastor Sidnei Rosa, líder da Associação Ministerial da ASC, a escolha do tema “Identidade” foi essencial para unir gerações e fortalecer a missão. “O propósito é resgatar a inspiração dos pioneiros e a fidelidade às doutrinas. Essa identidade se desdobra em três áreas: a formação de novos líderes, a valorização das novas gerações e a missão de pregar o evangelho, como vimos no testemunho do Miro”, concluiu.











