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Coluna | Paulo Lopes

Fazer o bem faz bem...

No dia em que escrevo este artigo, estamos comemorando no Brasil o Dia Nacional do Voluntariado. Segundo pesquisa da Rede Brasil Voluntário, um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos, ou seja, cerca de 35 milhões de pessoas, faz ou já fez alg...


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No dia em que escrevo este artigo, estamos comemorando no Brasil o Dia Nacional do Voluntariado. Segundo pesquisa da Rede Brasil Voluntário, um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos, ou seja, cerca de 35 milhões de pessoas, faz ou já fez algum trabalho voluntário. (www.redebrasilvoluntario.org.br).

Afinal de contas, o que é ser um voluntário? Voluntário, como o próprio nome diz, é aquela pessoa que de forma voluntária, presta qualquer tipo serviço não remunerado, com o objetivo de ajudar os outros. Na verdade, o voluntariado traz também grandes benefícios àquele que ajuda, pois, fazer o bem faz bem.

Uma grande revisão sistemática coordenada pela Escola de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, revelou que o voluntariado faz bem a saúde. O estudo foi publicado na revista “BMC Public Health, e mostra que os que praticam atividades voluntárias vivem mais tempo, têm menos índices de depressão, maior satisfação com a vida e bem estar.

No final de 2011, o Programa das Nações Unidas pra o Desenvolvimento – PNUD elaborou o primeiro relatório sobre o estado do voluntariado no mundo, que reuniu dados de vários países, entre os quais, o Brasil. Segundo este relatório, no Brasil, 25% das pessoas maiores de 16 anos já fez ou fazem algum tipo de serviço voluntário. A idade média do voluntário brasileiro é de 39 anos, sendo 53% mulheres e 47% homens. O estudo mediu também o grau de satisfação e a motivação destes voluntários. Quanto à satisfação, 77% disseram estar satisfeitos, e este índice aumenta para 83% entre os que têm mais de 50 anos. Entre as classes sociais, as classes D e E são as mais satisfeitas.

Por que será que as pessoas gostam de ser voluntárias? Segundo o relatório do PNUD, 67% disseram que o fazem para “ser solidário e ajudar os outros”, 32% “para fazer a diferença e melhorar o mundo” e 32% por motivações religiosas.

E você, já experimentou a satisfação de ser um(a) voluntário(a)? No Brasil, existem centenas de organizações que precisam e que dão oportunidades a voluntários de servirem em seus projetos sociais e humanitários. A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA Brasil) é uma delas. Com projetos espalhados por todo o país, a ADRA tem no trabalho voluntário um apoio muito importante para o cumprimento de sua missão organizacional. Um exemplo é o “Aventura Solidária”, no Amazonas, que recebe todos os anos voluntários do Brasil e do mundo durante o período de férias escolares. O programa Aventura Solidária faz parte do projeto Luzeiro que leva atendimento médico e odontológico às comunidades ribeirinhas do Amazonas.

Se você gosta de ser solidário e ajudar os outros, quer fazer a diferença e melhorar o mundo, você está pronto para ser um voluntário. E não se esqueça, ao ajudar, você também será ajudado, pois fazer o bem faz bem...

Paulo Lopes

Paulo Lopes

Quem é o teu próximo?

O terceiro setor e a solidariedade.

48 anos, nasceu em Itapeva, Sul de Minas Gerais. Vive em Brasília/DF, onde atualmente é o diretor da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA Brasil), uma Organização Não Governamental estabelecida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Possui mais de 17 anos de experiência no terceiro setor.