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Lía Treves

Lía Treves

Detalhes de Mulher

Um plano detalhado de Deus para mulher cristã de hoje.

Educação transcendente

Quando Jesus voltar irá nos perguntar “onde estão os filhos que lhe dei?” O que iremos responder? (Foto: Shutterstock)

Há algum tempo, encontrei-me com uma pessoa que me fez o seguinte comentário: “Amo os meus filhos, mas foi muito trabalhoso decidir que curso queria fazer, para conseguir meu diploma e me posicionar profissionalmente na sociedade. Temo que se eu deixar de trabalhar para me dedicar a eles, perderei tudo o que conquistei profissionalmente, e que será difícil começar de novo”.

Então, eu a olhei diretamente nos olhos e lhe fiz algumas perguntas:

  • Por quanto tempo seus filhos estarão com você? Cinco, dez, quinze anos?
  • O que é mais importante: a educação de seus filhos ou seu desempenho profissional?
  • O que acontecerá com sua profissão se seus filhos se tornarem rebeldes e mal-educados diante da sociedade?
  • Sua profissão será capaz de tirar seus filhos dos vícios e da pressão social?
  • A babá poderá substituir seus abraços, beijos, seu carinho e segurança?
  • Eles trocarão os brinquedos, as roupas de marca que você lhes comprar com seu salário pelo tempo de qualidade que necessitam de você?
  • Será que seu desempenho profissional lhes mostrará um modelo a seguir?
  • Se Deus lhe permitiu ter filhos, você não acredita que Ele poderia recolocá-la profissionalmente, e até mesmo em situação melhor do que agora?

Naquele momento, como um raio, me veio à mente o verso de 2 Coríntios 4:18 que diz: “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas”.

A educação de nossos filhos não depende da babá, dos avós, da escola, da igreja ou da sociedade. Especialmente nos sete primeiros anos da vida deles, quando é formado o caráter e eles começam a assentar os fundamentos das crenças e princípios que regerão sua vida. É necessário ter um lar bem constituído, onde seja oferecido suporte espiritual e um exemplo a ser seguido.

Ellen G. White esclarece esse assunto da seguinte forma no livro O Lar Adventista:

“Em Sua sabedoria o Senhor determinou que a família seja a maior dentre todos os fatores educativos. É no lar que a educação da criança deve iniciar-se. Ali está a sua primeira escola. Ali, tendo seus pais como instrutores, terá a criança de aprender as lições que a devem guiar por toda a vida — lições de respeito, obediência, reverência, domínio próprio. As influências educativas do lar são uma força decidida para o bem ou para o mal. São, em muitos sentidos, silenciosas e graduais, mas, sendo exercidas na direção devida, tornam-se fator de grande alcance em prol da verdade e justiça. Se a criança não é instruída corretamente ali, Satanás a educará por meio de fatores de sua escolha. Quão importante, pois, é a escola do lar!” (p. 182).

Então, afirma: “Não devem os pais permitir que o cuidado dos negócios, costumes e regras mundanos e a moda tenham um poder controlador sobre eles, de maneira que negligenciem os filhos na infância e deixem de dar-lhes a devida instrução ao aumentarem em anos” (p. 183).

“Uma grande razão por que há tanto mal no mundo hoje, é os pais ocuparem a mente com outras coisas que não aquela da máxima importância, isto é, como se adaptarem à obra de paciente e bondosamente ensinar aos filhos o caminho do Senhor. Se a cortina pudesse ser afastada, veríamos que muitos, muitos filhos que se têm extraviado, perderam-se para boas influências por causa deste descuido. Pais, podeis permitir que isto aconteça em vossa experiência? Nenhum trabalho deveis ter mais importante que vos impeça de dar a vossos filhos em todo o tempo o que seja necessário para fazê-los compreender o que significa obedecer ao Senhor e nEle confiar inteiramente. …” (p. 183).

Creio que a primeira coisa que Deus nos perguntará quando Jesus voltar para nos buscar será:

“Onde estão os filhos que lhe dei?” O que iremos responder?

“Ah, Senhor, eu estava ocupada trabalhando para Ti! Veja quantas pessoas ajudei com minha profissão.”

O nosso primeiro ministério, como pais, é cuidar da educação de nossos filhos. Talvez você teve que renunciar a muitas coisas para conseguir o diploma que você tem, para exercer a profissão que você ama. Mas quando você decidiu ter filhos, decidiu também que iriam ser o mais importante para sua família e que tudo o mais passaria a ocupar um segundo lugar.

Temos que pôr de lado nossas prioridades egoístas, quer seja a realização profissional ou a boa situação econômica para nos dedicarmos à educação de nossos filhos. Muitos pais hoje se aproximam de mim pedindo socorro porque seus filhos adolescentes estão totalmente desviados e eles não sabem o que fazer.

Como diz o verso que lemos no início, devemos focar nas coisas que se não veem, nas que são transcendentes e eternas. O caráter de nossos filhos é eterno e pode levá-los à vida ou à morte. A educação que lhe damos também é eterna, e pode levá-los a tomar decisões para o bem ou para o mal. O tempo que dedicamos à educação transcendente de nossos filhos em seus primeiros anos de vida fará a diferença.

Como é importante que nós pais nos dediquemos às coisas que não se veem, às coisas que transcendem a passagem neste mundo; que transcendem o pecado e nossa própria individualidade. Se Deus nos abençoou com filhos, você não crê que este seja o momento de fazer deles nosso primeiro ministério?

Peçamos a Deus os frutos do Espírito: “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5:22), para levar adiante esta tarefa com a Sua bênção. Asseguro-lhe que, quando seus filhos alçarem seu próprio voo, você sentirá a maior das satisfações e, além disso, Deus a recolocará profissionalmente de forma muito melhor do que antes!

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