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Janete Suárez

Janete Suárez

Educação familiar responsável

A importância da educação no lar no cotidiano da família

Pais nota 10

Foto: Shutterstock

No livro Aventuras de um menino passarinho, o autor, ao descrever aspectos de sua infância, conta como conseguiu uma calça nova. Dona Maura, costureira e mãe de seu melhor amigo, o chamou na cozinha um dia, deu-lhe um pedaço de doce e disse que, se ele ensinasse seu filho ajudando-a passar de ano, lhe daria uma calça novinha. O pequeno professor conta que sua missão não foi nada fácil. Convenceu o amigo de que primeiro devia estudar e depois brincar. Criou questionários, ensinou-o a olhar as horas, aprender tabuada e separar sílabas. O amigo passou de ano. Dona Maura cumpriu sua promessa e lhe fez uma linda calça cheia de bolsos e deu-lhe ainda um valor alto em dinheiro.

Gosto da atitude da Dona Maura. Ela provavelmente não conseguia ajudar o filho a ir bem na escola, mas teve a sensibilidade de perceber este potencial em outra pessoa, e pedir ajuda. A postura dos pais ou responsáveis pode fazer toda a diferença e contribuir para o sucesso escolar.

Por que é importante participar da vida escolar dos filhos?

Não é suficiente dizer que a escola é importante, pois é preciso participar de seu contexto e atentar para que seja um espaço onde os filhos gostem de estar, onde se desenvolvam, progridam, estabeleçam novas relações, e tenham sua identidade construída e sua individualidade respeitada. Quando esses aspectos não são contemplados, torna-se um lugar indesejável, onde a criança fará de tudo para driblar os pais e professores. Ao contrário, quando os filhos se sentem valorizados, seguros e com autocontrole, manifestam comportamentos de cooperação e autoestima diminuindo assim, muitos problemas comportamentais.

De que forma os pais podem se envolver na vida escolar dos filhos?

  1. Aproveitando cada oportunidade – Na ida e vinda da escola, durante as refeições, nas viagens e etc, o diálogo pode ser muito proveitoso. Os pais podem dividir suas experiências ajudando, por exemplo, no desenvolvimento de habilidades sociais dos filhos que por vezes são muito tímidos;
  2. Sendo um mentor particular – Muitos pais são formados em áreas que contribuem para o sucesso escolar dos filhos. Eles podem selecionar disciplinas que mais se aproximam de sua formação e ajudar o filho a realmente se dar bem nelas;
  3. Marcando presença – Não vá à escola somente quando aparecer um problema. Priorize seus eventos, as datas e as reuniões de pais e mestres. Há respeito para com os pais e consequentemente com os filhos de pais compromissados.
  4. Acompanhando o desempenho acadêmico – Quanto menor o filho, mais devem ser acompanhados. À medida que crescem, a ajuda deve diminuir a fim de que os filhos adquiram responsabilidade e maturidade para gerenciar seu próprio tempo e aprendizado. Caso o filho traga notas baixas para casa, lembre-se que não é o fim do mundo. Entretanto, o filho precisa aprender que é sua responsabilidade não tirar notas baixas. Os pais devem também ajudar identificar se as razões foram por falta de estudo, por hábito errado de estudo ou outros motivos;
  5. Proporcionando contextos diversos – O foco da família não deve estar apenas nas exigências de um bom desempenho acadêmico, mas, também, no brincar, no desenvolvimento da criatividade, na tentativa de resolução de problemas, prática de esportes, fortalecimento da relação com demais familiares especialmente os avós, tarefas do lar, e compromisso pessoal com atividades espirituais.

Como incentivar o filho a ser um bom aluno?

É preciso estar atento às alterações comportamentais dos filhos como irritação, tristeza, choro fácil, pensamentos negativos, apatia, doenças constantes, isolamento e sono, entre outros aspectos. Quando identificados e solucionados qualquer problema, a ênfase maior deve ser sempre no sentido de motivar o filho e pode ser feito da seguinte forma: Envolva-o em seus diálogos sobre política, profissão, conhecimentos gerais e etc; Elogie-o caso seja um bom filho e esperto na frente de pessoas que são significativas para ele(a); Na medida de suas condições financeiras, planeje viagens a lugares interessantes. Proporcione atividades como jogos, acampamento, visitas à lugares turísticos com os amigos dele e familiares e envolva-o nas programações da igreja como coleta e distribuição de alimentos ou mesmo uma missão em comunidades carentes ou descrentes.

Não deixe, ainda, de premiar seus filhos por esforços extras na escola. Apenas esteja atento para não transmitir a ideia de que eles estão sendo “pagos”. Afinal de contas, se a responsabilidade de pais nota 10 é sustentar a família e estar atentos à vida escolar dos filhos, a dos filhos é estudar e serem bons alunos. Que Deus lhe dê sabedoria nesta linda e ímpar missão de educar “Seus filhinhos”!

 

Referências:

OLIVEIRA, C. S. Aventuras de um menino passarinho. Baraúna, 2005.

STEINBERG, L. 10 princípios básicos para educar seus filhos. Sextante, 2005

WHITE, E. G. Educação. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, 2008.

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