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Hildemar Santos

Hildemar Santos

Saúde e Espiritualidade

Como prevenir doenças e ter uma vida saudável.

Leite materno: a comida natural do bebê

O leite materno é considerado o alimento mais completo para bebês (Foto: Shutterstock)

Cada um de meus três filhos foi amamentado durante mais de um ano. Minha esposa, Marina, tinha leite suficiente e às vezes poderia até fornecer o mesmo para mais um bebê. Meus filhos não tiveram nenhuma infecção ou enfermidade séria e nunca precisaram tomar antibiótico antes dos 18 anos. O segredo? Leite materno.

Ele ajuda a criança a desenvolver seu sistema imunológico e auxilia no combate a infecções por bactérias e vírus. O mesmo é também importante para a mãe, pois reduz o risco de vários problemas metabólicos e até de câncer. E quais são os benefícios do leite materno? Veja.

Para o bebê:

– Contém a nutrição completa durante os seis primeiros meses de vida;

– Aumenta a produção da imunoglobulina A, que combate vírus e bactérias;

– Ativa o crescimento e atividade cerebral;

Diminui o risco de:

– Síndrome de morte súbita do recém-nascido;

– Infecções, principalmente resfriados, pneumonia, infecção do ouvido interno, garganta e infecções intestinais, como diarreia;

– Alergias e asma;

– Diabetes tipo 1 durante a infância e do tipo 2 na idade adulta;

– Obesidade – bebês que são amamentados têm maiores níveis de leptina, hormônio controlador do apetite;

– Doença celíaca (ou colite crônica);

– Leucemia infantil;

Para a mãe:

– Tem efeito anticoncepcional, já que aumenta a produção de hormônios que impedem a ovulação e menstruação;

– Reduz a necessidade de gastar com fórmulas e mamadeiras;

– Economiza tempo, já que não há necessidade de lavar ou esterilizar mamadeiras;

Melhora:

– O controle do peso;

– A cicatrização e sangramento depois do parto devido ao aumento do hormônio oxitocina;

– A conexão da mãe com o bebê;

Diminui o risco de:

– Câncer de mama e ovário (cada ano de amamentação diminui o risco do câncer de mama em 4,3%);

– Ansiedade e depressão, principalmente a depressão pós-parto;

– Enfermidades crônicas como artrite, diabetes, pressão alta e doença cardíaca.

Assim, não há dúvida de que a amamentação é vantajosa para a mãe e seus filhos. No entanto, muitas delas ainda não estão convencidas disso e perdem esses benefícios. Por exemplo, a falta de amamentação em certos países em desenvolvimento, como a China, Índia, Indonésia, México e Nigéria é responsável pela morte de aproximadamente 236 mil crianças por ano e US$ 119 bilhões em perdas econômicas. No Brasil, a taxa de amamentação exclusiva nos primeiros seis meses é de 39%, bem abaixo do índice de vários países que têm seu número aumentado para 60%.

As mães e mulheres em idade fértil devem ser informadas desses benefícios e os profissionais de saúde devem encorajar e educar suas pacientes para a amamentação. E mais: essas informações devem ser promovidas bem mais cedo durante a escola primária e em todos os outros níveis educacionais. Deve haver mudança na cultura e volta às origens quando não haviam fórmulas para bebês recém-nascidos e 100% das mães amamentavam.


Fontes:

www.healthline.com

www.agenciabrasil.ebc.com.br

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