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Coluna | Fábio Bergamo

TV: Quem te vê?

Sem sombra de dúvida, a televisão foi e continua a ser um dos veículos de maior difusão da história da humanidade. Com o rádio e a internet, acredito que seja o trio de maior sucesso quando falamos em comunicação e mídia. A televisão traz muitos aspe...


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Aparecer na TV é mais do que visibilidade, é uma oportunidade de impactar vidas. (Foto: Shutterstock)

Sem sombra de dúvida, a televisão foi e continua a ser um dos veículos de maior difusão da história da humanidade. Com o rádio e a internet, acredito que seja o trio de maior sucesso quando falamos em comunicação e mídia.

A televisão traz muitos aspectos positivos, sendo o principal deles o entretenimento de baixo custo. Com um aparelho e uma antena, a família tem acesso a uma gama de programas e de informações visuais, incomparável até o surgimento da internet e, consequentemente, da cibercultura. Mas a TV ainda tem muito lugar na sociedade moderna, principalmente com o advento dos canais por assinatura. Hoje, as TVs estão presentes em mais de 97% dos lares dos brasileiros, segundo o Ibope. E mais: 43% das pessoas que navegam na internet estão assistindo TV ao mesmo tempo.

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Os gestores de comunicação são apaixonados pela TV. Uma campanha publicitária de grande porte sempre vai considerar televisão, pois além de ser charmoso, favorece a criatividade na hora de criar suas peças. O custo para alcançar mil pessoas (CPM) foi o mais baixo entre todas as mídias (sem considerarmos as novas mídias, que ainda não tem resultados tão comprovados).

Por isso, o espaço na TV é tão custoso. Pelo seu alcance, os canais de TV cobram caro pelo espaço publicitário. Para se ter uma ideia, o Jornal Nacional, principal noticiário da TV brasileira, cobra quase R$ 400 mil por 30 segundos de comercial, com uma só serção! Mesmo com esse custo todo (há programas mais caros), as empresas se digladiam pelo espaço, pois sabem que o seu público estará ali, assistindo.
Fico muito feliz por ver o nosso esforço televisivo. O sucesso da Rede Novo Tempo é inegável. Como nosso canal de TV tem ido longe! Como os resultados que vemos são excepcionais! Estar presente nesse meio tão importante para os brasileiros é imperativo para quem tem uma mensagem tão importante para ser transmitida quanto a nossa.

Mas temos que levar em consideração a questão da audiência. A TV Novo Tempo ainda tem pouca audiência se comparada com as grandes TVs abertas do país. O que fazer? Qual deve ser nosso plano? Simples: além de continuar investindo, como fazemos na TV Novo Tempo, não podemos negligenciar o espaço nos outros canais. Mas isso é possível? Não só possível, como não é tão difícil.

Recentemente tivemos diversas aparições sensacionais no principal canal de TV do país e um dos maiores do mundo: a TV Globo. No programa “Encontro com Fátima Bernardes”, o quarteto Arautos do Rei fez bonito e encantou a audiência e a apresentadora. Semanas depois, no mesmo programa, o Grupo de Sinos do IPAE repetiu o sucesso na época do natal. Há pouco, uma reportagem no Jornal Nacional sobre o Campori Sul-Americano dos Desbravadores mostrou a pujança e o tamanho da nossa Igreja.

Não é para vibrar? Você imagina qual foi o alcance desses momentos? A média de audiência do “Encontro” é de quase 450 mil TVs só em São Paulo (imagine só quantas pessoas estavam assistindo)! E a do Jornal Nacional é de quase 1,8 milhão de TVs ligadas somente na capital paulista. Isso sem contar os vídeos dos eventos, que viralizaram na internet e são vistos até hoje! A título de exemplo, se fôssemos pagar pelas aparições na “Vênus platinada”, a do Arautos teria custado mais de 1, 5 milhão de reais. A do grupo de Sinos custaria algo semelhante. E a reportagem do Campori, quase 2 milhões! E foram gratuitas! Apenas com esses três momentos, em nível nacional, vemos o poder ampliado que temos de comunicação ao considerar a aparição nessa mídia. Isso sem contar o ótimo trabalho feito pelas nossas assessorias de comunicação espalhadas pelo país.

Não se pode desprezar o poder da televisão. Por mais que seu conteúdo seja altamente duvidoso, em geral é um espaço onde o público está. Fico triste quando vejo que tais momentos, que deveriam ser especiais, são desconsiderados por muitos dos nossos próprios irmãos, com argumentos débeis, como aqueles que dizem que a TV é um espaço de “perdição” e que não podemos estar lá.

Não estou, de forma nenhuma, fazendo apologia à TV e ao seu uso constante. Reitero: a audiência da TV é gigantesca e precisamos aparecer lá, pois temos movimentos fantásticos, como os eclesiásticos (Camporis, musicais, distribuição de livros, Missão Calebe etc.), sociais (Quebrando o Silêncio, Vida por Vidas etc.), educacionais, entre outros. Se sua igreja tem um movimento interessante planejado, chame a assessoria de comunicação do campo que eles lhe darão suporte. Não nos escondamos. A TV quer nos mostrar!

PARA LER, VER E OUVIR MAIS
Arautos do Rei no “Encontro” – http://www.youtube.com
Grupo de Sinos do IPAE no “Encontro” - http://www.youtube.com
Campori Sul-Americano de Desbravadores no “Jornal Nacional” - http://www.youtube.com

Fábio Bergamo

Fábio Bergamo

Marcas & Marcas

Marketing, Comunicação, Cultura e Religião

Doutor em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), lecionou em diversas instituições. Atualmente é docente na área de Marketing, Estratégia e Tecnologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Foi considerado um dos 100 professores de marketing mais influentes do Twitter pela SMM Magazine. @bergamomkt