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Coluna | Eduardo Lopes

O que precisamos entender sobre crescimento profissional

Crescimento profissional tem muito mais a ver com o aproveitamento de oportunidades, mesmo diante de grandes desafios.


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Líderes e liderados precisam compreender o que realmente significa o crescimento na atividade profissional. Tem muito mais a ver com o tipo de influência que você desenvolve. (Foto: Shutterstock)
Líderes e liderados precisam compreender o que realmente significa o crescimento na atividade profissional. Tem muito mais a ver com o tipo de influência que você desenvolve. (Foto: Shutterstock)

Você já observou um homem habilidoso em seu trabalho? Será promovido ao serviço real; não trabalhará para gente obscura (Provérbios 22:29).

No final da década de 90, trabalhei em uma empresa e, em um determinado momento, passei por aqueles dias de frustração. Aquele sentimento quando você pensa que ninguém vê o seu trabalho até que uma pessoa me disse; “pode acreditar, alguém está vendo o seu trabalho e dedicação”.

Volto a insistir aqui, em minha coluna, sobre a importância de sermos a nossa melhor versão. Todos possuímos algum talento, alguma habilidade que, se aprimorada seguramente, será aproveitada nas oportunidades que surgem durante nossa jornada de trabalho.

Crescimento e influência

Constantemente escuto as pessoas falando que o mundo do trabalho é muito difícil, e que as pessoas crescem apenas por “política”. Que se não somos amigos de alguém importante não cresceremos, entre outras questões. Eu entendo e aceito a importância dos relacionamentos dentro do ambiente corporativo, porém eles não perduram para sempre, pois alguém vê o seu trabalho.

Quando concentramos nossos esforços em dar a nossa melhor versão temos em mãos uma poderosa ferramenta chamada influência. Nosso comportamento pode influenciar as pessoas que se relacionam conosco.

A teoria sociocognitiva enfatiza a influência positiva que as pessoas de melhor desempenho causam nos seus observadores. E, consequentemente, no desempenho do trabalho deles pois as pessoas aprendem observando o que acontece ao seu redor.

É verdade que podemos ter influências negativas. Ao mesmo tempo, se cultivarmos boas práticas e transformarmos os ambientes, nos quais trabalhamos, em lugares mais justos e reconhecermos o bom desempenho, pouco a pouco teremos ambientes com melhores desempenhos e influências positivas.

Papel do líder

É nesse momento que o papel do líder é vital. E consiste em reconhecer e incentivar um ambiente em que todos deem sua melhor versão e desempenhem as atividades da melhor maneira possível. Isso será fundamental para que esse efeito em cascata aconteça.

Recentes estudos apoiam a necessidade de líderes cultivarem esse ambiente de reconhecer o bom desempenho de seus liderados, e utilizar esses exemplos para influenciar os demais a fim de impactar diretamente a organização.

“Deus dá oportunidades; o êxito depende do emprego das mesmas. As portas abertas pela Providência devem ser logo discernidas e diligentemente aproveitadas. Muitos há que se poderiam tornar homens poderosos se, como Daniel, confiassem em Deus quanto à graça para ser vitoriosos, e à força e eficiência para realizar sua obra”.

Se você é líder, incentive e reconheça o ambiente de alto desempenho. Se você é liderado, aproveite toda e qualquer oportunidade pois alguém sempre vê o que estamos fazendo e você “será promovido ao serviço real; não trabalhará para gente obscura”.

Dicas de leitura:

Rápido e devagar - Autor: Daniel Kahneman

A Arte de fazer acontecer - Autor: David Allen

Referents or role models? The self-efficacy and job performance effects of perceiving higher performing peers. Autores: Downes, P. E., Crawford, E. R., Seibert, S. E., Stoverink, A. C., & Campbell, E. M. (2021)

Eduardo Lopes

Eduardo Lopes

Gestão para Ação

Entenda, reflita e atue melhor para ajudar no desenvolvimento das pessoas

Graduado em Administração, é mestre em Liderança e em Negócios Internacionais, e doutorando em Gestão da Competitividade pela FGV. Possui mais de 20 anos de atuação profissional em posições executivas na área de recursos humanos, marketing e direção geral. Desde 2010 é professor no Centro Universitário Adventista (Unasp).