Capacitação para o Projeto “Adote um Leitor” amplia alcance em escolas do Norte
Treinamento inédito reuniu colportores, assistentes e líderes do Ministério de Publicações para qualificar a distribuição de literatura em instituições de ensino

Colportores dos estados do Pará, Amapá e Maranhão participaram de uma capacitação voltada ao projeto "Adote um Leitor", iniciativa que busca disponibilizar literatura para projetos especiais de leitura em escolas da região Norte do país. O treinamento, o primeiro do tipo promovido pela União Norte Brasileira (UNB), teve como objetivo qualificar o trabalho dos voluntários e ampliar o alcance da revista Nosso Amiguinho dentro do ambiente escolar.
O encontro reuniu Colportores, assistentes e líderes do departamento de Publicações dos sete Campos da região Norte para alinhar estratégias e fortalecer a atuação do projeto nas escolas.
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O "Adote um Leitor" é um projeto do Ministério de Publicações da Igreja Adventista que incentiva o hábito da leitura entre crianças de escolas públicas, sobretudo em regiões com baixo índice de desenvolvimento humano. A iniciativa conta com o apoio de pessoas físicas, empresas e instituições públicas, que possibilitam aos estudantes o acesso gratuito e mensal a livros de qualidade, usados em projetos pedagógicos dentro da própria escola, fortalecendo o aprendizado e estimulando o gosto pela leitura. Cada padrinho pode "adotar" o número de crianças que desejar, financiando a assinatura anual da revista Nosso Amiguinho, publicação da Casa Publicadora Brasileira que já beneficiou milhares de crianças em todo o país.
Primeiro passo de uma estratégia regional
Para o colportor Jacques Dias, de São Luís (MA), que atua no projeto há quatro anos, o treinamento trouxe uma abordagem diferente de tudo o que ele já havia visto.

"Esse momento foi muito interessante, muito importante, porque eu aprendi coisas que eu não sabia, para poder enriquecer as minhas ofertas para esse projeto. Foi um treinamento diferente do que eu já tinha presenciado, gostei muito, a União está de parabéns", afirmou.Jacques destacou uma das orientações que mais chamou sua atenção: a importância de documentar e formalizar o trabalho realizado nas escolas. "Além de ir na escola pedir a declaração e a relação dos alunos, ele colhe provas, vai à delegacia, bate foto com o delegado, apresenta o projeto para o delegado e também para os vereadores. Esses detalhes nós não fazíamos, mas agora vamos começar a fazer dessa maneira", explicou.
Literatura alinhada ao currículo nacional
Já o colportor Deusdete dos Santos, de Paragominas (PA), ressaltou o conteúdo pedagógico apresentado durante a capacitação. Para ele, entender a relação entre a revista Nosso Amiguinho e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi um dos pontos centrais do treinamento.
"O treinamento foi fundamental para compreendermos, em primeiro lugar, a importância da revista Nosso Amiguinho e como ela está alinhada às diretrizes da BNCC. Aprendemos que a revista desempenha um papel relevante na formação educacional das crianças, pois trabalha de forma integrada o desenvolvimento intelectual, a aquisição de conhecimentos, as habilidades sociais e os aspectos emocionais", destacou.

A realização do treinamento marca um novo momento para o "Adote um Leitor" na região Norte. Com colportores mais preparados para formalizar parcerias com escolas, órgãos públicos e lideranças locais, o projeto deve ganhar força nos próximos meses, ampliando o acesso de estudantes de escolas públicas e particulares à literatura infantojuvenil produzida pela igreja.
Segundo o pastor Ivan Nascimento, líder do Ministério de Publicações da União Norte Brasileira (UNB), frisa que o encontro alertou sobre os malefícios da exposição exagerada às telas, e da importância de as crianças e adolescentes dedicarem mais tempo à leitura.
"A revista não é apenas um material de leitura, é um material de interação e isso ajuda a criança a desenvolver a coordenação e outros aspectos importantes. O digital é importante, mas algumas coisas ele não substitui", disse.
Nascimento afirma ainda que o material ajuda a aproximar as famílias, visto que as crianças necessitam do apoio dos adultos para fazer algumas atividades propostas.
"Meu sonho é que esse projeto chegue a quem mora mais distante. Nas comunidades ribeirinhas do Pará, no interior do Maranhao, por exemplo. Em locais de difícil acesso, assim estaremos cumprindo nossa missão", finaliza.