Livro sobre saúde emocional é distribuído na Bienal do Livro no Rio de Janeiro
Jovens adventistas distribuem o livro A Chave da Virada na Bienal do Livro RJ e surpreendem visitantes

A movimentação foi intensa na Bienal do Livro do Rio de Janeiro neste sábado (14). Mochilas cheias, filas animadas, leitores entusiasmados. E entre tanta expectativa por novas histórias, um grupo de jovens decidiu criar a sua própria narrativa — fora dos estandes.
Eles não tinham crachá, nem credencial, mas estavam ali com um objetivo claro: entregar o livro A Chave da Virada a quem chegava ao evento. A iniciativa partiu dos jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região de Curicica, que enxergaram no cenário literário uma oportunidade perfeita para compartilhar mensagens de fé, propósito e transformação.
Uma abordagem diferente para um público que ama ler

“A gente não veio só entregar um livro. A gente veio entregar esperança”, resume Bruno Peçanha, um dos voluntários da ação missionária. Foi dele a ideia de realizar a ação e contou que o local foi escolhido estrategicamente: “Quem vem para Bienal já está aberto à leitura. E nós temos um bom livro para oferecer. Então, por que não oferecer um conteúdo que também fala ao coração? Unir o útil ao agradável?”, destacou Peçanha.
O livro A Chave da Virada, tema do Impacto Esperança 2025, propõe reflexões sobre escolhas, mudanças de vida e a busca por um sentido maior. A entrega não exige cadastro, nem contrapartida — apenas um sorriso e o desejo de ler algo novo.


Como anda o hábito de leitura do brasileiro?
Apesar de estar cercado por livros, o Brasil ainda enfrenta desafios quando o assunto é leitura. De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, mais de 40% dos brasileiros não têm o hábito de ler. A média nacional gira em torno de 2,4 livros inteiros por ano.
Já no Rio de Janeiro, os números são um pouco mais otimistas. O carioca costuma incluir a leitura no dia a dia — seja no transporte público, na praia ou durante as pausas do trabalho. E foi com esse público diverso que os voluntários interagiram ao longo do dia.
Levantamento recente elaborado pela empresa especializada em consultoria “JLeiva Cultura & Esporte” aponta que a atividade cultural mais praticada pelos moradores da cidade do Rio de Janeiro no ano passado foi a leitura de livros.
Reações positivas e curiosidade despertada
“Gostei da abordagem! Achei diferente e peguei o livro por curiosidade”, disse Lusimara de Oliveira, professora e bióloga aposentada, que foi à Bienal em busca de ficção científica e ciência. “Estou muito interessada em saber do que se trata essa ‘virada’”, comentou enquanto folheava o presente. “Olhando aqui mais atentamente, já me interessa o tema abordado: saúde emocional é o que precisamos ter nessa vida agitada que vivemos. Amei o presente”, revelou.
Ao todo, três mil exemplares foram distribuídos em duas horas de ação. Muitos leitores folhearam ali mesmo, na calçada, enquanto esperavam para entrar no evento.
Uma missão, muitas histórias

A ação foi realizada de forma espontânea, alegre e acolhedora. Mesmo sem entrar na Bienal, os jovens marcaram presença com atitudes simples que podem gerar grandes resultados. “O livro certo na hora certa pode mudar o rumo de uma vida. E a gente acredita nisso”, concluiu Anderson Cerri, pastor responsável pelo grupo, que agradeceu o apoio da Associação Rio Sul, ARS.
Entre estandes disputados e lançamentos célebres, foi ali — na entrada da Bienal, com livros nas mãos — que muitos visitantes começaram um novo capítulo da vida.
Sobre o livro A Chave da Virada
Escrito pelo doutor Marcello Nieck e pelo teólogo Bruno Raso, A Chave da Virada é uma publicação que combina informações práticas sobre saúde com reflexões espirituais, buscando auxiliar na superação de desafios emocionais. O livro faz parte do projeto Impacto Esperança e é distribuído por milhões de adventistas em toda a América do Sul.






