Audiência pública debate inclusão da campanha “Quebrando o Silêncio” no calendário oficial de Aparecida de Goiânia
Audiência reuniu autoridades, representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, líderes comunitários e moradores da cidade goiana

A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia realizou uma audiência pública para debater a criação de um Projeto de Lei que propõe a inclusão da campanha “Quebrando o Silêncio” no calendário oficial do município. A iniciativa, de autoria do vereador Isaac Martins, busca fortalecer as ações de conscientização e enfrentamento à violência doméstica, psicológica, patrimonial e contra grupos vulneráveis, como mulheres, crianças e idosos.
A audiência reuniu autoridades, representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, líderes comunitários e moradores da cidade no Auditório Sebastião Lemes Viana, no Poder Legislativo municipal. Durante a sessão, o vereador destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a violência dentro da sociedade e ressaltou a importância de levar o tema também para as escolas.
“O Poder Público precisa se atentar para os altos índices de violência na sociedade. Muitas vezes, a violência psicológica passa despercebida. Precisamos levar esse tema para as escolas e para toda a comunidade, encorajando as vítimas a denunciarem seus agressores”, afirmou o parlamentar. Ele também destacou que a campanha tem potencial educativo e social, principalmente para crianças e adolescentes.
Representando a Associação Brasil Central, o pastor Rafael Candelorio apresentou a atuação da Igreja Adventista do Sétimo Dia nas áreas de saúde, educação e apoio comunitário. Ele explicou que o projeto “Quebrando o Silêncio” nasceu como uma mobilização permanente de conscientização e prevenção da violência.
“A igreja entende que não pode se calar diante do sofrimento das pessoas. O projeto nasceu para orientar, acolher e conscientizar famílias e comunidades sobre a importância de combater toda forma de violência”, ressaltou.

Mobilização consolidada
Durante a audiência, o pastor Leonardo Carvalho, líder da ADRA Goiás, apresentou detalhes do alcance social da campanha na América do Sul. Segundo ele, o projeto já é realizado em oito países sul-americanos e trabalha ações educativas por meio de palestras, distribuição de materiais informativos e mobilizações comunitárias.
“O Quebrando o Silêncio é um movimento de conscientização social. Aprovar esse projeto significa unir igreja, poder público e sociedade em favor da proteção das famílias. O material deste ano enfatiza o cuidado com os idosos e o enfrentamento da violência e da solidão”, explicou Carvalho.
A organizadora da campanha “Quebrando o Silêncio” para o estado de Goiás, professora Vivian Candelorio, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento das ações preventivas no município. “Iniciativas como essa audiência pública mostram a relevância do Projeto Quebrando o Silêncio para a nossa sociedade. Vamos aguardar para que em breve possamos também ter essa data no calendário anual de atividades da cidade de Aparecida de Goiânia e trazer essa conscientização muito importante”, afirmou.

Repercussão
O advogado Márcio Silva, presente na sessão e apoiador da proposta, destacou a importância jurídica e social da iniciativa. Segundo ele, a criação de uma data oficial amplia o alcance das ações educativas e fortalece o enfrentamento à violência no município. “Essa campanha levanta uma pauta necessária para a cidade. Quando o município reconhece oficialmente uma ação como essa, ele também fortalece o debate público sobre violência doméstica, proteção de crianças, idosos e mulheres”, pontuou.
Participando da audiência, a senhora Isabel Abreu defendeu o envolvimento das escolas nas ações educativas da campanha. Para ela, a conscientização desde a infância pode contribuir diretamente para a redução dos casos de violência. “As escolas podem abraçar esse projeto e ensinar sobre a violência. Assim, acredito que o trabalho de conscientização terá uma abrangência ainda maior dentro da sociedade”, destacou.
A proposta segue agora para tramitação no Legislativo municipal de Aparecida de Goiânia.

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