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ASuMa celebra 20 anos com caravanas pelo sul do Maranhão

Em cada cidade, dezenas de batismos e o fortalecimento de um legado de fé e esperança


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Foram nove caravanas em cidades diferentes, celebrando o legado de fé e esperança. (Foto: Jhon Carneiro)

“Participar da Celebração dos 20 anos da ASuMa foi um momento de encontro de emoções, é uma mistura de privilégio, responsabilidade, alegria, saudades...”, revelou Raquel Passo, membro adventista da Igreja Adventista Central de Imperatriz.

A professora e secretária da igreja há 24 anos, é filha de pais que se doaram para o evangelho. Em 1963, o casal de pioneiros Maria Passo e Francisco Lago abriu as portas do coração e de casa, no município de Santo Antônio dos Lopes, para que pessoas pudessem conhecer mais sobre a Palavra de Deus.

“Não é só cantar Breve Jesus Voltará e voltar pra casa, mas é Estudar, Viver e Ensinar para que Jesus volte logo,” afirmou a secretária. O resgate histórico do legado deixado pelo casal e por outras dezenas de pessoas foi lembrado em todas as nove celebrações dos 20 anos de fundação da Associação Sul Maranhense, ocorridas nos meses de junho e setembro deste ano.

Propósito, legado e missão

A celebração dos 20 anos da ASuMa traz consigo o lema "Propósito, legado e Missão". (Foto: Jhon Carneiro)

A fim de contemplar o maior número de fiéis, as comemorações ocorreram em nove (9) cidades: Imperatriz, Bacabal, Santa Inês, Presidente Dutra, Maracaçumé, Zé Doca, Balsas, Pedreiras e São Pedro da Água Branca.

Com o lema "Propósito, legado e Missão, a ideia é que a Igreja continue caminhando para a frente, sem esquecer de onde veio e para onde está indo.

Cada celebração ganhou mais vida com apresentações musicais de grupos consagrados no meio adventista, como o quarteto Arautos do Rei e Cânticos Vocal, que conduziram o público em momentos de louvor e reflexão. Ao lado deles, as mensagens inspiradoras ficaram a cargo do pastor Gilson Brito, orador do programa “A Voz da Profecia, da TV Novo Tempo e do pastor Ezequias Guimarães, ex-presidente da Missão Maranhense, hoje Associação Maranhense (AMA).

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Os administradores e departamentais do Campo percorreram cada uma das cidades com uma programação envolvente do inicio ao fim, valorizando e homenageando também as autoridades locais, em reconhecimento ao apoio dado aos projetos que a Igreja desenvolve.

O líder geral do Campo, pastor Valmir Barros, reflete sobre essa iniciativa: "Celebrar os 20 anos da ASuMa é reconhecer a atuação de Deus no avanço da Igreja nessa região do país. Nossos pioneiros estavam focados em fazer com que a Mensagem avançasse em toda as cidades, povoados e vilas. Hoje nós temos um legado poderoso dessa entrega e sacrifício que eles fizeram. Por isso ao celebrarmos essa história, que jamais esqueçamos o compromisso que esses homens e mulheres tinham de pregar o evangelho em toda essa vasta região", afirmou.

Homenagem aos pioneiros

Dezenas de pioneiros foram homenageados pelo empenho na pregação do Evangelho eterno. (Foto: Jhon Carneiro)

Em cada cidade visitada, a caravana reservou espaço para homenagear os primeiros adventistas que ajudaram a estabelecer igrejas locais. Emocionados, muitos dos pioneiros ainda vivos receberam aplausos de pé. Eles foram homenageados e presenteados com uma Bíblia comemorativa e uma medalha. Um reconhecimento simbólico pela dedicação dos dons e talentos para a causa do Evangelho.

Em Santa Inês, a pioneira Maria da Conceição reconhece que todo o esforço lá atrás valeu a pena: "Olha...eu não sei explicar o que estou sentido. Ser um adventista é um privilégio grande. Uma festa dessa deixa a gente emocionada. Há 50 anos eu não sabia o que era isso e hoje estou firme e continuo aguardando a volta de Jesus. Foi a Igreja Adventista que me trouxe essa fé", disse a idosa.

Já em Balsas, o pioneiro João Manoel de Macedo Neto, primeiro adventista da cidade batizado, expressou sua emoção ao ser homenageado: "Estou muito feliz, radiante de alegria, uma festa maravilhosa, graças a Deus", afirmou.

Bíblia manuscrita

A Bíblia manuscrita pelos fieis em cada cidade é uma demonstração de fé para as próximas gerações. (Foto: Jhon Carneiro)

Outro momento de grande simbolismo foi a escrita manuscrita da Bíblia, realizada pelos próprios membros da igreja em cada cidade. Crianças, jovens e idosos participaram, cada um copiando versículos, como sinal de compromisso pessoal com a Palavra de Deus. Um verdadeiro memorial, um gesto de fé para a posteridade.

Mas as comemorações não se limitam às celebrações festivas nos municípios. Atividades como Vigílias, Jejuns e festivais de música vem sendo realizados pela igreja durante o ano, uma forma de dar mais sentido as comemorações e envolver toda os membros numa atmosfera de gratidão e especialmente de adoração.

Abrilhantando ainda mais a programação, estudantes das escolas e colégios adventistas do campo participaram do evento levando alegria e músicas que refletem o objetivo da rede de ensino: conduzir pessoas a Cristo.

Batismo da Primavera e decisões ao lado de Cristo

Em todas as celebrações, dezenas de pessoas foram batizadas e muitas outras tomaram a decisão ao lado de Cristo. (Foto: Jhon Carneiro)

As caravanas do mês de setembro contaram com a participação mais efetiva dos Desbravadores, atingiram seu auge com o tradicional Batismo da Primavera, evento que reuniu Clubes e familiares dos Desbravadores. Em um cenário de alegria e celebração, centenas de pessoas desceram às águas batismais, selando publicamente sua fé.

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O objetivo foi além de celebrar uma data simbólica. Cada parada das caravanas tornou-se uma oportunidade de recontar a história, homenagear os pioneiros e resgatar as raízes da fé que moldaram e ainda moldam a vida de milhares de pessoas no Sul do Maranhão.

A estudante Ana Caroline, que foi como convidada para a celebração em Bacabal, se sentiu tocada de forma especial: "Uma parte da mensagem do pastor Gilson que me tocou bastante foi quando ele disse que por mais distante que eu esteja, independente do tempo e da distância, Deus sempre vai estar de braços abertos, sempre vai continuar me amando", ponderou.

Como tudo começou

Os pioneiros entregaram tudo o que possuíam, bens e o tempo para a expansão do adventismo no sul do Maranhão. (Foto: Jhon Carneiro)

A história da chegada do adventismo ao sul do Maranhão está totalmente ligada ao ministério da página impressa. O livro “A Vida de Jesus” chegou aos pioneiros João da Cruz e Sinésio, nos municípios de Juçaral do Saraiva e Olho D’Água das Cunhãs simultaneamente, por volta de 1930. Na época a Igreja Adventista nessa região era administrada pela Missão Costa Norte, com sede em Fortaleza, Ceará.

Rapidamente a Mensagem Adventista foi se espalhando por toda outras regiões, até chegar em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, também por meio da Colportagem, em meados de 1969.

O mecânico Olavo Fernandes abraçou a Verdade e iniciou o trabalho de evangelização, consolidado pelo pastor Saraiva, que também ajudou a alavancar a construção de templos adventistas na cidade, bem como a implantação da Educação Adventista.

A história do Adventismo no sul do Maranhão está diretamente ligada ao Ministério da Página Impressa. (Foto: Jhon Carneiro)

 A expansão da igreja nessa região do país exigiu uma reorganização da Igreja para alcançar mais pessoas de forma eficaz e melhor atender as necessidades das congregações locais. Por isso, no ano de 2005, a então Missão Maranhense foi dividida e nasceu a Missão Sul Maranhense, com sede em Imperatriz.

Na época o Campo tinha 16 distritos pastorais, 284 congregações e 38.363 membros batizados. Em 2022 o Campo passou de Missão para Associação Sul Maranhense e atualmente possui mais de 60 mil membros, espalhados por mais de 663 congregações, 49 distritos pastorais e três em formação. Todos os municípios têm presença adventista.

Resgate histórico e compromisso com o futuro

Celebrar as conquistas é um convite para a Igreja continuar trabalhando no presente e com os olhos no futuro. (Foto: Jhon Carneiro)

Ao trazer à tona histórias de pioneiros e valorizar a força da Igreja e da juventude, os eventos e ações de celebração transformaram-se em um exercício de memória coletiva.

Entre lágrimas de emoção e cânticos de alegria, torna-se evidente que este é um marco que aponta para grandes experiências espirituais que ainda virão. Um tempo de olhar para trás com gratidão, viver o presente com intensidade e caminhar para o futuro com esperança renovada.

Uma esperança que arde no coração de jovens como a Loiane Maria: "Como adventista pretendo continuar colaborando com a pregação do Evangelho e o que estiver ao meu alcance eu vou fazer, ate que Jesus volte", conclui.