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Associação Rio Fluminense celebra ordenação e jubilação pastoral em cerimônia emocionante

Cerimônia marcou a confirmação do chamado ministerial e a celebração de uma vida dedicada ao serviço pastoral


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Imposição de mãos em oração especial de ordenação dos líderes. Foto: Paulo Araújo

Neste sábado (13), o Colégio Adventista de Itaboraí foi palco de uma cerimônia histórica e emocionante para a liderança espiritual da Associação Rio Fluminense. Em um culto especial, três pastores foram ordenados ao ministério pastoral e um pastor jubilado, marcando momentos distintos, mas igualmente significativos, na trajetória ministerial adventista.

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Neste sábado (13), o Colégio Adventista de Itaboraí foi palco de uma cerimônia histórica e emocionante para a liderança espiritual da Associação Rio Fluminense. Em um culto especial, três pastores foram ordenados ao ministério pastoral e um pastor jubilado, marcando momentos distintos, mas igualmente significativos, na trajetória ministerial adventista.

Foram ordenados os pastores Deivis Oliveira, Eduardo Calci e Luiz Fernando de Souza — homens vocacionados, formados e experientes que agora estão plenamente reconhecidos para exercer seu ofício pastoral junto às suas famílias e comunidades. A programação também celebrou a jubilação do pastor Nelson Domingos, que encerrou oficialmente seu ciclo de ministério ativo após anos dedicados ao ensino da Palavra e ao cuidado de pessoas.

Ordenação: a confirmação do chamado

Para o pastor Luiz Fernando de Souza, um dos ordenados, o momento representa a concretização de um sonho que começou ainda na juventude.

“O momento da ordenação é a concretização do chamado. É um momento que todo menino que sai de casa para ser pastor espera. Esse é o momento em que Deus confirma, através da igreja, que é para isso que Ele me chamou”, declarou emocionado.

Luiz Fernando também compartilhou o compromisso que assume a partir da ordenação. “Meu compromisso é de não decepcionar Aquele que me chamou. Meu compromisso é com o rebanho dEle e de não entristecer o Sumo Pastor. Um dia Ele irá me cobrar as ovelhas que me confiou. E eu quero poder concluir um dia dizendo pra Ele: ‘Senhor, aqui estão os Teus filhos. O Senhor me pediu para cuidar e eu cuidei. Fiz meu melhor, errado e falho do jeito que eu sou. Mas aqui estão aqueles que o Senhor me confiou’. Esse é o compromisso que assumo hoje.”

O processo de ordenação: amadurecimento e confirmação

De acordo com o pastor Sidinei Silva, líder do departamento ministerial da Associação Rio Fluminense, o processo de ordenação pastoral é marcado por um acompanhamento cuidadoso e contínuo.

“O processo geralmente se estende por cerca de quatro anos. Durante esse período, o pastor passa por avaliações realizadas tanto por seus líderes quanto por aqueles a quem serve diretamente, além de vivenciar, no mínimo, duas experiências ministeriais em contextos distintos. Esse percurso visa não apenas aferir competências técnicas, mas, sobretudo, discernir o amadurecimento espiritual, pastoral e relacional do candidato”, explicou.

Sidinei destacou que o período é desafiador. “Trata-se de um processo que exige muito zelo, sensibilidade e atenção. O pastor em formação é inserido em uma realidade nova e desafiadora, na qual múltiplas responsabilidades precisam ser conciliadas com a vida familiar. Não são raros os momentos de insegurança, em que alguns chegam a questionar sua capacidade ou até mesmo o próprio chamado. Por isso, torna-se fundamental a presença de um pastor conselheiro, alguém mais experiente, capaz de orientar, encorajar e ajudar o obreiro a atravessar esse período com equilíbrio, fé e perseverança.”

Ele enfatizou ainda as expectativas sobre o pastor ordenado. “Espera-se que o pastor ordenado seja alguém que saiba cuidar das ovelhas, possua habilidade para lidar com conflitos, seja firme nos princípios bíblicos e institucionais, e transmita segurança, integridade e pureza em sua vida pessoal e ministerial. A ordenação, portanto, não é apenas um reconhecimento formal, mas a confirmação pública de um chamado validado pela igreja e pelo testemunho de vida.”

Por que a ordenação acontece após avaliação?

O pastor Fernando Júnior, secretário executivo da União Sudeste Brasileira, explicou a importância do período de avaliação antes da ordenação.

“Porque o chamado precisa ser confirmado na prática. Esse período de quatro anos permite à igreja avaliar caráter, maturidade espiritual, fidelidade doutrinária e o cuidado com as pessoas, garantindo que a ordenação seja a confirmação de uma vida já provada no ministério”, afirmou.

Ele também destacou o significado profundo da cerimônia. “A ordenação e a jubilação pastoral expressam compromisso, responsabilidade e fidelidade à missão. A ordenação reconhece publicamente o chamado de Deus confirmado pela igreja, enquanto a jubilação honra uma vida de serviço fiel, preservando a memória e reforçando os valores que formam a identidade da Igreja.”

Jubilação: coroação de uma trajetória

A jubilação do pastor Nelson Domingos representou um dos momentos mais emocionantes da cerimônia. Após décadas de serviço pastoral, Nelson foi homenageado pela sua fidelidade, dedicação e compromisso com a missão.

Segundo o pastor Sidinei Silva, a jubilação tem um significado especial. “A jubilação representa a coroação de uma trajetória ministerial. Ao longo de muitos anos, o pastor viveu uma vida marcada por renúncias, disponibilidade e obediência, indo aonde Deus o enviou, enfrentando lutas e provações que, muitas vezes, somente o Senhor conhece. Chegar a esse momento é privilégio de poucos. Assim, a jubilação não simboliza o fim de um ministério, mas a confirmação de que toda uma vida de serviço esteve sob a direção e o cuidado das mãos de Deus.”

O pastor Fernando Júnior complementou: “A jubilação representa a memória viva da igreja. Ela reconhece trajetórias de perseverança e integridade, preserva a história da missão, fortalece a identidade adventista e ensina às novas gerações que o ministério se constrói com fidelidade e permanência ao longo do tempo.”

Uma cerimônia marcada por emoção e compromisso

A cerimônia contou com a presença de líderes da Associação Rio Fluminense, familiares dos pastores, colegas de ministério e membros das comunidades onde os pastores atuam. Momentos de oração, imposição de mãos, mensagens inspiradoras e testemunhos marcaram o culto especial.

A passagem bíblica de Jeremias 3:15 serviu como tema central da cerimônia: “E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com ciência e com inteligência.”

Para os três pastores ordenados — Deivis Oliveira, Eduardo Calci e Luiz Fernando de Souza —, a cerimônia representa o início oficial de uma jornada ministerial plena, com responsabilidades ampliadas e o reconhecimento público da igreja. Para o pastor Nelson Domingos, jubilado, é a celebração de uma vida dedicada ao serviço, à pregação da Palavra e ao cuidado de pessoas.

O compromisso continua

A ordenação e a jubilação pastoral reforçam a continuidade da missão adventista. Enquanto novos pastores assumem o chamado com compromisso renovado, aqueles que completam sua trajetória deixam um legado de fidelidade e exemplo para as próximas gerações.

“A igreja precisa de pastores segundo o coração de Deus. A ordenação confirma esse chamado, e a jubilação celebra a fidelidade ao longo de toda uma vida. Ambos os momentos nos lembram que o ministério é santo, exige dedicação e que Deus honra aqueles que O servem com integridade”, concluiu o pastor Fernando Júnior.

Sobre a Ordenação Pastoral:

A ordenação pastoral na Igreja Adventista do Sétimo Dia é um ato solene que reconhece publicamente o chamado divino de um pastor, confirmado pela igreja após um período de avaliação de aproximadamente quatro anos. Durante esse tempo, o pastor é acompanhado por líderes experientes e passa por avaliações de caráter, maturidade espiritual, habilidades pastorais e fidelidade doutrinária.

Sobre a Jubilação Pastoral:

A jubilação pastoral é uma cerimônia que celebra o encerramento oficial do ministério ativo de um pastor, reconhecendo e honrando sua trajetória de serviço, fidelidade e dedicação ao longo de décadas. É um momento de gratidão e reconhecimento institucional.