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Arte, superação e literatura: Marcelo Cunha lança novo livro durante exposição no Hospital Silvestre

Mostra "Traços de Liberdade" marca o retorno do artista ao hospital onde iniciou sua trajetória artística


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O artista Marcelo Cunha, que pinta quadros com a boca, lança novo livro e expõe suas obras entre os dias 26 e 30 de maio (FOTO: Divulgação)

O Hospital Adventista Silvestre receberá, entre os dias 26 e 30 de maio de 2025, a exposição “Traços de Liberdade”, do artista plástico Marcelo Cunha. O evento marca não apenas o retorno do artista ao local onde realizou sua primeira mostra, em 1999, mas também o lançamento da segunda edição do livro Aceitar é Preciso — uma obra marcada por relatos emocionantes de superação, fé e gratidão.

Tetraplégico desde 1991, após um acidente durante um mergulho, Marcelo viu sua vida dar uma guinada aos 21 anos de idade. A perda dos movimentos não impediu que ele continuasse a buscar seus sonhos. Três anos após o acidente, começou a pintar com a boca e deu início a uma nova fase: a da reconstrução.

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Com formação técnica em publicidade e experiência como desenhista, Marcelo encontrou na arte uma forma de expressão e de retomada da autonomia. Em 1994, iniciou a pintura em telas; em 2004, ingressou na Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP); e em 2011 foi promovido a membro associado da instituição. Desde então, expôs suas obras no Brasil e no exterior, com reconhecimento em países como Argentina, Chile, Áustria e Espanha.

Corrida de Cegos - obra de Marcelo Cunha (Divulgação)

O livro Aceitar é Preciso, que será divulgado durante a exposição, traz à tona fases marcantes da vida do artista, incluindo sua relação com o Hospital Adventista Silvestre — onde foi estagiário e atuou como desenhista antes do acidente. Mais tarde, como paciente, recebeu o apoio necessário para iniciar sua reabilitação e redescobrir seu propósito por meio da arte.

A exposição “Traços de Liberdade” é, portanto, uma celebração de tudo o que Marcelo reconquistou ao longo de mais de três décadas. Ao revisitar o hospital com sua arte e suas palavras, ele transforma dor em inspiração — e mostra que aceitar a realidade é, muitas vezes, o primeiro passo para transformá-la.