Alunos simulam eleições para conscientização sobre voto
Colégio Adventista de BH recebe TRE/MG e simula eleição com urnas oficiais
O Colégio Adventista do Buritis recebeu nesta terça-feira, 5 de julho, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG) em uma atividade que envolveu cerca de 300 alunos. A experiência também contou com um simulado de eleição feito em urnas oficiais.
No dia 2 de outubro, milhões de brasileiras e brasileiros votarão para eleger representantes aos cargos de presidente da República, governador de estado, senador, deputado federal, estadual ou distrital. E o colégio aproveitou o ano eleitoral para ensinar aos alunos sobre o papel da democracia.
O órgão judiciário realizou uma palestra em que foi abordada a história do voto no Brasil, a importância da urna eletrônica para acabar com as fraudes que havia na cotação manual e a importância de saber a ordem da votação na urna. Além disso, foram disponibilizadas aos alunos duas urnas para simular uma eleição oficial.
“Experimentar votar sem ter idade foi muito legal! Quando eu era criança e via minha mãe votar, eu nem prestava atenção, hoje já foi diferente. Eu entendi a ordem que funciona, a quantidade de números para cada candidato e como usar a urna. Gostei muito”, declara o estudante, João Bernardes.
Sueli Rezende, chefe de Cartório da Zona Eleitoral 332ª de Belo Horizonte, explica que essa ação é necessária para a educação política do pequeno cidadão. “Projetos como esse ensinam ao aluno que um voto inconsciente tem muitas consequências e que corre o risco de eleger pessoas corruptas, pessoas que não estão preocupadas com a coletividade”, afirma.
A atividade foi destinada para alunos entre 11 e 15 anos e, apesar de não terem idade para votar neste ano, a instituição acredita no impacto da conscientização para todas as idades. “O objetivo dessa atividade com as crianças é conscientizá-las sobre o processo eleitoral, da importância do voto consciente e que eles compreendam a responsabilidade que eles terão, em um futuro próximo, de participar de um processo onde eles serão protagonistas”, expõe o diretor do colégio, Alan Fernandes.
Para o professor de História, James Rocha, a iniciativa foi uma oportunidade para complementar o conhecimento construído em sala de aula. “Foi passado em sala de aula a importância da democracia, primeiro uma parte histórica e agora uma parte de consciência. Eu espero que os alunos tenham entendido que a decisão deles impacta todo o país”, expressa.