Alunos participam de júri simulado para discutir impactos do cyberbullying
Atividade prática ajudou alunos a compreenderem os impactos da violência no ambiente digital

Curtidas, compartilhamentos e comentários fazem parte da rotina de milhões de adolescentes. Mas, quando a tecnologia é utilizada para ofender, expor ou humilhar alguém, ela abre espaço para uma realidade preocupante: o cyberbullying. De acordo com o IBGE, quatro em cada dez estudantes brasileiros já sofreram algum tipo de bullying. No ambiente digital, o alerta é global: a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que um em cada seis jovens já foi vítima de cyberbullying.
Diante desse cenário, alunos do 7º ano da Escola Adventista de Barra de São Francisco (ES), participaram do projeto "Curtidas que Machucam", realizado no Fórum da cidade. A atividade proporcionou uma experiência prática sobre os impactos da violência no ambiente virtual e as consequências que atitudes aparentemente simples podem provocar na vida de outras pessoas.
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Durante o júri simulado, os estudantes assumiram diferentes funções, como advogados, testemunhas e jurados, para analisar um caso inspirado em situações reais relacionadas ao cyberbullying. A aluna Helena Ribeiro, que participou da atividade, destacou o quanto a experiência contribuiu para ampliar sua percepção sobre a responsabilidade no uso das redes sociais. "A gente tem que tomar muito cuidado, porque nem tudo aquilo que a gente acha pode ser legal para outras pessoas. A gente sempre tem que prestar atenção no que está fazendo e como isso pode impactar a vida de outra pessoa", afirmou.

Aprendizado na prática
Além de aproximar os estudantes do funcionamento do sistema de Justiça, a atividade buscou desenvolver valores como empatia, respeito e responsabilidade digital. Segundo o professor Junior César, ações educativas são fundamentais para prevenir comportamentos inadequados nas redes sociais e conscientizar os jovens sobre as consequências de suas escolhas. "A escola pode ajudar a prevenir esse tipo de violência com atitudes práticas, além de orientações e atividades que ajudam os estudantes a refletir sobre o tema. Eles aprendem a ter mais empatia e entender que as atitudes dentro e fora das redes sociais têm consequências", explicou.
Reflexos dentro de casa
Os aprendizados vivenciados durante o júri simulado ultrapassaram os limites do Fórum e chegaram às famílias dos participantes. A mãe de uma das alunas, Elizangela Almança, percebeu mudanças no comportamento da filha após o desenvolvimento do projeto. "Eu percebi uma mudança na minha filha, ela passou a ter mais responsabilidade e a ter mais cuidado com o que faz na internet. Esse júri ajudou muito na questão do que eles postam e como postam", destacou.

Formação para a vida em sociedade
Mais do que discutir as consequências do cyberbullying, a iniciativa permitiu que os alunos vivenciassem valores importantes para a formação cidadã. Para o advogado Dr. Raony Scheffer, que participou da atividade representando o papel de juiz durante o júri, experiências como essa contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis. "A importância desse evento está voltada para a formação cívica dos alunos, principalmente para a formação de cidadãos responsáveis", ressaltou.
Ele também destacou que a iniciativa promove reflexões importantes não apenas para os estudantes, mas para toda a comunidade. "Isso traz uma reflexão para a sociedade de um modo geral sobre responsabilidades, valores e sobre a importância de evitar qualquer tipo de conduta irregular", afirmou.

Ao final da atividade, ficou uma lição compartilhada por alunos, familiares e educadores, as atitudes no ambiente digital também têm impacto na vida real. E compreender essa responsabilidade desde cedo pode fazer toda a diferença na formação de adolescentes mais conscientes, empáticos e preparados para conviver em sociedade.
Veja mais detalhes no vídeo abaixo: