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Alunos do Colégio Adventista de Presidente Prudente conquistam prata na Olimpíada Brasileira de Foguetes

Após três anos de pesquisas e testes, estudantes chegaram à etapa nacional e alcançaram mais de 120 metros em lançamento.


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foguete
Da esquerda para a direita: Henry Gervazoni, Mateus Domingos, Prof.ª Verônica Martins, Mateus Felipe e Prof. Jessé Saladini. (FOTO: Arquivo Pessoal)

O que começou com a curiosidade de um aluno por foguetes se transformou, três anos depois, em uma medalha nacional. Estudantes do Colégio Adventista de Presidente Prudente (CAPP) conquistaram a medalha de prata na 92ª Jornada de Foguetes, realizada entre os dias 21 e 24 de setembro, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.

A história começou com o aluno Mateus Felipe. Depois de assistir a documentários e reportagens sobre lançamentos de foguetes, ele passou a pesquisar o assunto e a realizar os primeiros experimentos no colégio.

A curiosidade logo despertou o interesse de outros estudantes e professores. Assim nasceu o projeto Quarks, que, ao longo dos últimos três anos, ganhou uma equipe e transformou tardes de testes em oportunidades de aprender, na prática, conceitos de diferentes áreas da ciência.

Antes mesmo da participação na competição nacional, o projeto já havia ganhado destaque em Presidente Prudente, com parcerias e atividades envolvendo outras Universidades. Na imagem vemos a entrevista concedida para a TV Fronteira. (FOTO: Arquivo Pessoal)

O professor de Geografia Jessé Saladini acompanhou de perto esse processo. Depois de encontrar os alunos diversas vezes na escola realizando testes, decidiu se envolver no projeto e contribuir com o desenvolvimento dos foguetes.

“O que fez o projeto avançar foi o interesse deles. Passamos a estudar aerodinâmica, química e diferentes possibilidades de combustível para impulsionar os foguetes. Foram muitas tardes de testes, erros e acertos”, conta o professor.

Visita ao Centro Universitário Antônio Eufrásio de Toledo, em Presidente Prudente. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Três anos até a competição

A primeira oportunidade de chegar à etapa nacional surgiu no ano passado, quando a equipe alcançou os índices necessários. A viagem, porém, não aconteceu porque não foi possível levantar os recursos para a inscrição.

Os estudantes continuaram. Entre pesquisas, ajustes e novos lançamentos, conseguiram melhorar ainda mais o desempenho neste ano. Com o apoio da Rede Educacional da região, que viabilizou a inscrição, e das famílias, que se organizaram para os demais custos da viagem, a participação finalmente se tornou possível.

O convite para a Jornada veio após o desempenho dos estudantes na 20ª Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG). Os resultados alcançados nos lançamentos classificaram a equipe para a 92ª Jornada de Foguetes, evento nacional promovido pela organização da OBA/OBAFOG.

Mateus Felipe, Mateus Domingos e Henry Gervazoni representaram o colégio. Eles viajaram acompanhados pelos professores Jessé Saladini e Verônica Martins, que tem um papel importante na organização e logística do projeto.

Em Barra do Piraí, os estudantes participaram de oficinas e atividades até chegarem ao momento mais esperado: colocar à prova tudo o que haviam desenvolvido nos últimos anos.

No primeiro lançamento, o resultado ficou abaixo do esperado. Ainda havia uma segunda oportunidade. Dessa vez, o foguete ultrapassou a marca de 120 metros de altitude. Depois de três anos de tentativas, ajustes e persistência, o desempenho garantiu à equipe a medalha de prata.

No momento do lançamento, onde o foguete ultrapassou a marca de 120 metros de altitude. (FOTO: Arquivo Pessoal)

“É uma emoção muito grande conquistar uma medalha em nossa primeira participação em um evento nacional. Foram anos de dedicação, sem desistir, e todo o esforço valeu a pena. Foi uma honra representar nossa escola e trazer essa medalha de prata para Presidente Prudente”, conta Mateus Felipe.

Para quem acompanhou os testes desde o início, a medalha também carrega muitas lembranças. Cláudio Gervazoni, pai de Henry, recorda as tardes em que acompanhava a dedicação dos estudantes.

“Foram três anos de muita dedicação e persistência. Muitas vezes fui até a escola no fim da tarde para iluminar o local enquanto eles faziam os testes com o foguete. Por isso, como pai, é uma grande satisfação ver o Henry e toda a equipe conquistando essa medalha. Espero que ele leve para a vida a certeza de que vale a pena acreditar e não desistir”, afirma.

“Entrei no projeto no início de 2024 por curiosidade. Não era muito ligado à astronomia, mas esperava contribuir da melhor forma possível. Ao longo dessa jornada, aprendi muito mais do que apenas construir foguetes. Dedicação, trabalho em equipe, resiliência e, principalmente, fé em Deus foram essenciais para o nosso sucesso dentro e fora do projeto”, conta Mateus Domingos.

Momento em que recebem com alegria o premio merecido. (FOTO: Arquivo Pessoal)

O Colégio Adventista de Presidente Prudente foi o único representante da Educação Adventista na competição e também a única escola da cidade presente no evento. Entre as instituições da região, apenas outra escola, localizada em um município próximo, participou.

Para o diretor do CAPP, Volponi, a medalha reconhece uma dedicação construída ao longo de três anos. “Foram muitas tardes de estudos, testes, erros e recomeços. É uma alegria ver todo esse esforço sendo reconhecido.” O diretor da Educação Adventista para o oeste paulista, Alexandre Andrade, complementa: “E é um privilégio para a nossa região oferecer aos alunos um ambiente onde eles possam desenvolver seus talentos e transformar conhecimento em conquistas como esta.”

A equipe voltou para Presidente Prudente com a medalha de prata, mas também com novos planos. O projeto Quarks continua. Depois de três anos entre pesquisas, testes, erros e acertos, os estudantes que começaram olhando para foguetes descobriram, na prática, que conhecimento, persistência e oportunidade também podem levá-los mais longe.

Siga o projeto Quarks no Instagram: @projeto_quarks