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AES realiza concílio pastoral com participação inédita de jovens e reavaliação colaborativa do calendário

Encontro discutiu demandas das novas gerações e abriu espaço para revisão conjunta das ações missionárias


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Pela primeira vez, o processo deixou de ser a simples apresentação de um calendário pronto para se tornar uma construção coletiva, com a participação de pastores, membros e representantes das novas gerações. (Foto: Paulo Donna)

Em Vitória, a Associação Adventista Espírito-Santense (AES) — sede administrativa da igreja para todo o centro-norte capixaba — promoveu um concílio pastoral marcado por uma mudança de paradigma no planejamento das atividades para o próximo ano. Pela primeira vez, o processo deixou de ser a simples apresentação de um calendário pronto para se tornar uma construção coletiva, com a participação de pastores, membros e representantes das novas gerações.

Pastor Gustavo de Sá destacou o novo modelo participativo adotado no concílio pastoral. (Foto: Paulo Donna)

O líder dos adventistas para o centro-norte do Espírito Santo, Gustavo de Sá, explica que a dinâmica rompe com o modelo tradicional. “Antes, o calendário vinha fechado e os pastores apenas executavam. Agora, trouxemos uma proposta inicial e estamos reavaliando juntos. O objetivo é que chegue às igrejas não a ideia de um grupo, mas a ideia da igreja”, afirma. Segundo ele, o planejamento passa a incorporar percepções regionais e demandas reais das comunidades locais.

Lideranças da AES acompanham contribuições de pastores e membros convidados (Foto: Paulo Donna)

Além dos pastores, adolescentes, jovens e representantes de diferentes faixas etárias foram convidados para opinar sobre desafios, linguagem, formatos de culto e integração entre gerações. Pastor Gustavo acompanhou de perto os diálogos. “Uma coisa é planejar com o nosso olhar. Outra é ouvir o que os jovens querem. Eles mostraram pontos muito positivos e necessários para o trabalho daqui pra frente”, relata.

Planejamento colaborativo marca a nova dinâmica do encontro realizado em Vitória (Foto: Paulo Donna)

A proposta central é construir um planejamento participativo com foco na missão. “Queremos um material amadurecido, representativo e aplicável à realidade. O objetivo final é ter bom planejamento envolvendo toda a igreja”, resume o presidente.

Celebrações e resultados da missão

Registro inicial celebrava 801 batismos no Evangelismo da Primavera; com novos dados, o número atualizado chegou a 803. (Foto: Paulo Donna)

O encontro também marcou um momento de celebração. Entre os destaques, os 803 batismos registrados no Evangelismo da Primavera, a maior edição da Missão Calebe na história do campo e um dos meses de maior arrecadação em dízimos e ofertas nos últimos anos.

Presidente da AES, pastor Gustavo de Sá, conduziu as discussões sobre o novo formato de planejamento coletivo. (Foto: Paulo Donna)

O secretário-executivo da AES, Alberto Reiter, destaca que o concílio começou com um olhar agradecido para o que já foi feito. “Celebramos várias vitórias. A Missão Calebe foi histórica, o mês de agosto teve uma das maiores entradas financeiras do campo e o projeto Maná também foi expressivo. Antes de planejar, reconhecemos as bênçãos”, afirma.

Sobre o novo formato, Reiter confirma que a proposta está alinhada ao plano sul-americano de envolver diferentes vozes no processo estratégico. “Trouxemos adolescentes, juvenis e jovens para apontarem o que precisa ser feito. Isso ajuda a alcançar uma das metas da Divisão, que é integrar as novas gerações com mais eficácia.”

Vozes das novas gerações

Representantes das novas gerações participaram das discussões estratégicas (Foto: Paulo Donna)

As jovens convidadas deixaram o encontro com a sensação de pertencimento e expectativa de mudanças.
Anthinia da Silva Marques destacou a abertura para tratar temas delicados. “Trouxemos dificuldades que vivemos nas igrejas e assuntos que às vezes não são discutidos. Saio com a sensação de que realmente pertencemos a essa instituição e de que ela está disposta a nos ouvir e promover mudanças.”

Representantes juvenis compartilharam percepções e desafios das diferentes realidades nas igrejas locais. (Foto: Paulo Donna)

Para Fernanda Ludgero, mestre em Educação e líder jovem na Igreja Central de Vitória, a escuta ativa foi o ponto central. “Não adianta planejar sem perguntar para quem participa. Somos gerações diferentes, com formas diferentes de adorar. Escutar os jovens fortalece a igreja e melhora o evangelismo”, afirma.

Sophia Teixeira, recepcionista e secretária do Ministério Jovem na mesma igreja, também avalia a experiência como promissora. “Vim compartilhar o que eu e outros jovens esperamos da associação. Fui ouvida e saio com esperança. A sensação é de que isso vai gerar mudanças estruturais”, diz.