Notícias Adventistas

Institucional

Igreja lança pedra fundamental do Centro de Memória Adventista no Norte do Brasil

Iniciativa marca o início das comemorações do centenário adventista no Norte do Pará e reforça a preservação da história missionária na Amazônia


  • Compartilhar:
Mário da Luz Neves fez parte do primeiro grupo de adventistas que estabeleceu a guarda do sábado na região de Cumatê (Foto: Everton Ferreira)

Com o objetivo de resgatar e valorizar a trajetória da Igreja Adventista no Norte do Brasil, a Associação Norte do Pará, um escritório administrativo da denominação, realizou uma cerimônia histórica: o lançamento da pedra fundamental do Centro de Memória Adventista do Norte do Brasil. O evento impulsiona a contagem regressiva para as celebrações do centenário da presença adventista no território, planejado para 2027.

Por isso, a programação reuniu administradores, pastores e membros na sede da Igreja em Marituba, no Pará. Nesse ambiente de celebração, o público vivenciou momentos de louvor e expressões de gratidão a Deus pela condução da obra evangelística ao longo de quase um século.

Leia também:

Mais do que erguer paredes, este projeto simboliza a decisão da Igreja de preservar sua história. O pastor Wellington Almeida, presidente da Igreja Adventista para a região Norte do Pará, reforça a importância espiritual desse resgate histórico.

"O lançamento da pedra fundamental representa muito mais do que o início de uma construção física. Ela simboliza a decisão de preservar a identidade, a fé e o legado missionário que marcaram esses primeiros 100 anos da presença adventista na região norte. Ele nasce como espaço para guardar testemunho, documentos, fotografias, objetos, histórias, que no transcurso do tempo vão revelando como Deus tem conduzido a sua Igreja", destaca.

Para reafirmar isso, ele citou as palavras da escritora Ellen White ao dizer que "o povo de Deus nada tem a recear quanto ao futuro, a menos que se esqueça da condução divina no passado." E concluiu dizendo que este Centro de Memória é um monumento para uma Igreja em movimento.

Exemplar de livro em alemão doado pelo pastor Enoque Gutzeit, cuja família faz parte da história pioneira da Igreja Adventista na região da Transamazônica. (Foto: Everton Ferreira)

O valor da história para as novas gerações

De conformidade com essa visão espiritual, o pastor e historiador Ribamar Diniz conduziu o público a uma reflexão. Segundo ele, proteger a memória da Igreja é uma necessidade vital. Também argumenta que o esquecimento do passado paralisa a Igreja no presente e, consequentemente, anula seus projetos futuros.

"Alguém certa vez disse que a história é a memória da sociedade. Ocorre algo parecido quando um povo, uma igreja, desconhece seu passado. Então a memória dos pioneiros é fundamental em três aspectos: o inspiracional para a missão, o da formação do caráter e, o mais importante, ver como Deus guiou a sua igreja ao longo desses últimos 100 anos. Olhar para o passado é ver Deus dirigindo, tomando as rédeas, literalmente o timão, literalmente o volante da obra adventista", ressaltou.

Quepe oficial de pioneiro que comandou uma das lanchas missionárias Luzeiro nas águas da região amazônica (Foto: Everton Ferreira)

A cerimônia contou com a presença de Mário da Luz Neves. O pioneiro compareceu ao evento representando a história viva da Igreja. Como um missionário ativo que dedicou a vida à pregação, ele acompanhou de perto o crescimento expressivo da denominação no território. Ele compartilhou como os pequenos começos se transformaram em um movimento sólido e vibrante.

Arquitetura missionária e preservação de acervo

Projeto arquitetônico do Centro de Memória Adventista destaca traços que conectam o passado pioneiro ao futuro da missão no Norte do Brasil (Foto: Arquitetura ANPa)

No que diz respeito à estrutura física e visual do Centro de Memória, o arquiteto Lucas Lamego planejou cada detalhe. Ele desenvolveu o projeto arquitetônico para que os visitantes vivenciem uma verdadeira imersão na história da Igreja na Amazônia.

"O projeto valoriza e preserva a história dos 100 anos da Igreja Adventista no Norte do Pará. Na parte frontal, vamos recriar a igreja histórica de Cumatê, simples, mas com uma forte essência missionária, representando o início das reuniões adventistas na região, onde os missionários chegavam de barco. Ao fundo, teremos um espaço anexo contando também o presente dessa trajetória", explica. "A arquitetura tem o poder de fazer as pessoas sentirem a história, e esse foi um dos principais objetivos do projeto. Mais do que um prédio, queremos criar um espaço que desperte emoção, pertencimento e valorização da história adventista."

O simbolismo da caixa da memória

Representantes e líderes da igreja depositam a Bíblia Sagrada e os livros históricos Vida de Jesus e Léo Halliwell na Amazônia na caixa do Centro de Memória, simbolizando o impacto da página impressa no Norte do Brasil (Foto: Everton Ferreira)

Dando continuidade à cerimônia, os organizadores prepararam uma caixa especial para guardar itens simbólicos. Diferente das tradicionais cápsulas que ficarão enterradas, esses materiais ficaram em exposição permanente. O objetivo principal, portanto, envolve o uso do acervo para fins educativos e de inspiração.

Para a administração da Igreja, esse novo espaço não servirá apenas para guardar lembranças estáticas do passado. Pelo contrário, as memórias ali preservadas ganham vida por meio do trabalho de cada pessoa que se dedica à missão hoje. O pastor Francinaldo Lima, secretário-executivo da ANPa, destacou essa visão.

"Nós estabelecemos esse Centro de Memória não apenas para arquivar papéis antigos ou relatórios esquecidos, mas sim para documentar os milagres diários que a liderança, os pastores e cada membro realizam ativamente em prol da pregação do evangelho em todo o território do Norte do Pará", reforçou.

Celebração batismal e compromisso as novas gerações

Cerimônia batismal de juvenis do Clube de Desbravadores fortalece o compromisso da Igreja com o futuro da missão. (Foto: Everton Ferreira)

Refletindo o propósito essencial da Igreja, que não busca apenas recordar o passado, mas continuar escrevendo novos capítulos, a programação incluiu uma cerimônia batismal para celebrar a decisão pública de dois adolescentes pertencentes ao Clube de Desbravadores. Portanto, esse ato prático demonstra que o Centro de Memória nasce com suas atenções voltada para o futuro, reforçando o cuidado ativo e a responsabilidade da liderança com o pastoreio das novas gerações.

O complexo funcionará de forma permanente na sede da Associação Norte do Pará, em Marituba. A instituição abrirá as portas para receber fiéis, estudantes e a comunidade em geral. Dessa forma, a liderança consolida o espaço como uma ponte viva e dinâmica. Além disso, o centro conectará perfeitamente as raízes pioneiras do movimento na Amazônia com a juventude atual, focada no cumprimento da missão e na breve volta de Jesus.


Você também pode receber esse e outros conteúdos diretamente no seu dispositivo. Assine nosso canal no Telegram ou no WhatsApp

Quer conhecer mais sobre a Bíblia ou estudá-la com alguém? Clique aqui e comece agora mesmo.