Adventista de MS se destaca em concurso literário nacional
Com mais de 400 participantes, concurso literário reconhece escritora adventista de Mato Grosso do Sul entre os finalistas.

“Para mim, não existe vida sem escrita e sem leitura.” A frase resume bem a trajetória de Caroline Lopes Barbosa Matsui, 28 anos, moradora de Caarapó (MS), que transformou uma paixão de infância em um reconhecimento nacional recente.
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Desde muito pequena, Caroline já demonstrava afinidade com as palavras. Antes mesmo de aprender a ler, criava histórias, desenhava cenas e pedia para que a mãe registrasse tudo no papel.
“Meus primeiros livros eu escrevi antes de saber ler. Eu contava a história, desenhava, e minha mãe escrevia. A escrita sempre fez parte de mim”, relembra.
Hoje, além de advogada, ela carrega uma trajetória marcada pela produção de textos, participação em projetos e, mais recentemente, destaque em um concurso literário de alcance nacional.
Reconhecimento entre centenas de escritores
A oportunidade surgiu de forma simples, pelas redes sociais. Ao seguir um perfil de poesias no Instagram, Caroline encontrou o Concurso Literário “Viviane Ferreira Santiago”, aberto a escritores de todo o Brasil.
“Eu vi a oportunidade e pensei: por que não tentar? Foi algo muito natural”, conta.
Caroline decidiu participar na categoria conto, com o texto “Fogueira de Estrelas”, uma ficção cristã que traz uma reflexão sobre as perseguições enfrentadas por cristãos ao longo da história, especialmente no período da Inquisição.
“A ideia veio de um sonho. Quando acordei, senti que precisava escrever sobre aquilo. Foi algo muito marcante”, explica.
Entre 412 participantes de todo o país, Caroline conquistou uma posição de destaque: ficou entre os finalistas, alcançando o 6º lugar geral.

“Eu brinco que foi quase, né? Mas fiquei muito feliz. Ser finalista entre tantas pessoas já foi uma vitória enorme pra mim”, afirma.
Uma caminhada construída com palavras
A escrita sempre acompanhou Caroline em diferentes fases da vida. Durante o ensino médio, representou Mato Grosso do Sul na Olimpíada de Língua Portuguesa, na modalidade artigo de opinião.
“Sempre gostei de escrever sobre temas que fazem a gente pensar. A escrita, pra mim, nunca foi só hobby. É uma forma de expressão, de posicionamento”, destaca.
Ao longo dos anos, também publicou textos em blog pessoal, participou como colunista em sites e jornais locais e desenvolveu materiais voltados para a realidade da igreja.
Quando atuou como líder de adolescentes, decidiu ampliar ainda mais sua atuação na produção de conteúdos, desenvolvendo uma coleção de meditações voltadas para pequenos grupos.

“Eu sempre tive o desejo de produzir materiais que pudessem fortalecer a fé e gerar conexão com quem estivesse participando. Então comecei a escrever pensando nisso”, conta.
Além disso, Caroline também escreve sermões, colabora com outros pregadores e já se aventurou na música, sendo coautora da canção “Legado”, juntamente com o seu cunhado, André Martins.
Escrita como missão
Mesmo diante de um cenário em que a leitura tem diminuído, Caroline acredita no poder transformador das palavras.“Eu sempre fui muito impactada pelas campanhas evangelísticas com livros e folhetos. Esses materiais parecem simples, mas alcançam pessoas de uma forma muito profunda”, afirma.

Segundo ela, a escrita continua sendo uma ferramenta de missão.
“Eu acredito muito nesses ‘materiais silenciosos’. Eles chegam onde muitas vezes a gente não chega. E Deus usa isso de uma forma incrível”, completa.
Atualmente, ela trabalha em um novo projeto: a produção de um livro que reunirá relatos de milagres contemporâneos no Brasil.
“Quero reunir histórias reais, mostrar que Deus continua agindo hoje. É um projeto que tem mexido muito comigo”, revela.
Enquanto novos planos surgem, uma coisa permanece constante.
“A escrita não é só algo que eu faço. É quem eu sou.”