ADRA aproveita COP30 para impulsionar empreendedorismo sustentável no Marajó
Durante período da conferência climática, agência humanitária adventista se prepara para desenvolver projetos de empreendedorismo sustentável, água potável e educação ambiental no Marajó.

Enquanto líderes mundiais discutem metas ambientais durante a COP30 em Belém, o escritório para o Pará da ADRA Brasil (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) escolheu um caminho menos diplomático, mas igualmente impactante: agir diretamente nas 3 mil ilhas do arquipélago do Marajó, no norte do país, para promover o empreendedorismo sustentável na região.
A ADRA leva assistência humanitária e espera desenvolver projetos para ampliar geração de renda sem descuidar da preservação do meio ambiente. Para isso, conta com a Luzeiro 29, que consegue chegar nos pontos mais distantes das ilhas do Marajó para servir e conscientizar moradores.
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Para o diretor regional da ADRA no Norte, Adimilson Duarte, o desafio é monumental: “Cada ação que a Luzeiro 29 realiza é muito importante. Mas é muito pouco diante da necessidade imensa que nós temos aqui. Queremos fazer mais. Queremos trazer água potável e tornar esses lugares cada vez melhores”.
Serviço no presente e visão para o futuro
Durante as ações mais recentes na comunidade de São Sebastião de Pautinga, em Limoeiro do Ajurú, dezenas de famílias receberam atendimento médico e odontológico, exames oftalmológicos, além de rodas de conversa sobre saúde e bem-estar. Voluntários também ofereceram corte de cabelo e orientações de autocuidado, transformando o espaço em um centro de cuidado integral com o corpo, mente e alma de famílias ribeirinhas.
A estratégia reflete um movimento crescente dentro da própria COP30, em que o cuidado com o planeta começa com o cuidado com as pessoas. E, na Amazônia, isso significa garantir dignidade básica.

A ADRA chama a iniciativa de “Água para Todos”, conectando sustentabilidade ambiental com empreendedorismo. O programa busca apoio de parceiros e doadores individuais para ampliar o alcance das ações, em um modelo de solidariedade descentralizada, caracterizadas por pequenas ações, em rede, capazes de gerar transformações estruturais.
Qualquer pessoa pode ajudar, doando pela chave pix [email protected]. “Seu gesto, por menor que pareça, faz toda a diferença na mesa, no sorriso e na vida de quem depende dessas iniciativas”, reforça Duarte.

Mais do que uma campanha humanitária, a ação da ADRA durante a COP30 é um lembrete de que a fé e a sustentabilidade não são agendas paralelas. Ambas buscam restaurar o planeta e a dignidade humana, igualmente quebrados.
E, no Marajó, onde a linha entre o céu e o rio se confunde, esse reencontro entre fé e ação ganha forma em cada copo de água limpa que chega a uma casa ribeirinha. Um gesto pequeno, mas que carrega o poder de uma mudança global.