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ADRA 30 anos: Agência continua trabalhos nas Filipinas após passagem do tufão Haiyan

Vítimas contam histórias vividas durante catástrofe.

23 de maio de 2014
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Moradores aguardam na fila para receber doações da ADRA

Maryland, EUA… [ASN] A primeira semana de novembro de 2013, nas Filipinas, ficou no caminho de um dos mais brutais tufões que já atingiu o arquipélago. Conhecido como Tufão Haiyan, foi uma tormenta severa, porém muitos filipinos vulneráveis subestimaram a devastação iminente.

Uma dessas famílias foi a de Juan e Amalia Bayot e sua filha, Joy, residentes na ilha de Iloilo. Agricultores, acostumados a enfrentar cerca de 20 tormentas por ano, pensaram que o Tufão Yaiyan não seria diferente. Não podendo proteger suas posses, agacharam-se e esperaram pelo tufão.

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Mas antes de serem atingidos pelo Haiyan, eles ouviram fortes batidas na porta. Do lado de fora estava um dos trabalhadores da cidade.

Ajuda necessária

“Ele nos disse que se permanecêssemos em casa ela poderia desabar, deixando-nos feridos ou mortos”, Amalia disse. Na manhã de 8 de novembro, nas Filipinas, o Haiyan já havia causado uma devastação massiva. Irrompeu a tormenta e a chuva começou a inundar as ruas e as casas e os carros foram arrastados longe pelo vento. Mais de quatro milhões de pessoas foram deslocadas e 1.1 milhões sofreram danos ou tiveram suas casas destruídas. Corpos mortos foram alinhados nas ruas das principais cidades.

“Quando voltamos para casa, nada restara”, lembra Amalia com lágrimas nos olhos. “Não temos casa, não temos comida. Não sabemos como recomeçar.”

Entrementes, trabalhadores e voluntários dos escritórios da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) Internacional, em Maryland, EUA, foram enviados para receber uma série de atualizações sobre o estado do tufão. O centro de alarme de tufões, do conjunto militar dos Estados Unidos, no Havaí, registrou que o tufão manteve ventos de 312 km por hora e rajadas de 379 km por hora, equivalentes à categoria cinco de tufões. Os meteorologistas também informaram ondas de aproximadamente sete m de altura.

Entre os que responderam, estavam Denison Grellmann, ex-gerente de programa da ADRA Internacional, e o novo diretor designado da ADRA Filipinas. Designado para ajudar o grupo da ADRA Filipinas, ele se preparou para as 30 horas de viagem até Manila.

Mão estendida

“Os funcionários da ADRA Filipinas já haviam estado no campo e visto o dano causado pelo tempo”, afirma Grellmann. “Com os voluntários do Serviço Comunitário Adventista, fizemos uma rápida avaliação para averiguar o que as pessoas mais necessitavam – alimentos, água e abrigo – e então começarmos a agir.”

Ele ficou surpreso com o grau de destruição causado pelo Haiyan. “Estávamos vivendo uma frequência muito maior e mais intensa de catástrofes e sabemos que irá aumentar à medida que o tempo passar. Mais e mais pessoas serão afetadas e nossa responsabilidade é assegurar que haja o mínimo de sofrimento”, esclarece.

Grellmann e a ADRA trabalharam em coordenação com o governo local, com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com doadoras que começaram a distribuir alimentos e kits de purificação da água para as família, incluindo a de Juan e Amalia. “O alimento que estamos recebendo realmente nos ajuda”, assegura Amalia.

O tipo de trabalho realizado por Grellmann toca as pessoas do mundo todo durante seus momentos mais difíceis. “A ADRA e a Igreja como um todo necessitam ser as primeiras a responder”, afirma ele. “Ajudamos pessoas porque essa é a forma correta de agir.”

A ADRA está comprometida em ajudar as vítimas do Tufão Haiyan a reconstruírem suas vidas. “Embora muitas organizações já tenham deixado as Filipinas, a ADRA seguirá com o trabalho aqui”, garante Johathan Duffy, presidente internacional da agência. “Nossos escritórios estão atuando por 30 anos e seguirão ajudando na construção de abrigos para as vítimas, provendo programas de alimento em troca do trabalho e distribuição de água potável. Estamos também identificando as pessoas que perderam seu meio de vida para ajudá-las a obter os materiais necessários para seguirem com seus empreendimentos.”

Grellmann acredita que quando as pessoas sofrem, elas realmente desejam saber que alguém se preocupa com elas. “As ações falam mais forte que as palavras. E quando as pessoas veem que de fato nos preocupamos em ajudá-las a reconstruírem sua vida, então veem em nosso serviço um reflexo de Deus”, analisa. [Equipe ASN, Mission to the Cities]

O vídeo apresenta um resumo do que aconteceu nas Filipinas depois da passagem do tufão e o trabalho da ADRA:

 

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