A Última Missão: Expedição de Fé e Serviço
Desafios forjam liderança e solidariedade no Campori inovador para líderes da APlaC, culminando em grande ação social em Planaltina de Goiás.

Cerca de 500 líderes dos Clubes de Desbravadores e Aventureiros da Associação Planalto Central (APlaC), além de pastores distritais e escolares e coordenadores, participaram, de 20 a 23 de novembro, do Campori intitulado “A Última Missão”. O evento aconteceu na exuberante e desafiadora região da Chapada dos Veadeiros, em uma propriedade particular na Fazenda Graúnas, em São Gabriel. Este Campori se destacou por seu formato de expedição inédito e um foco missionário intenso, que culminou em uma grandiosa ação social em Planaltina de Goiás.
Superação e Aprendizado

Longe do conforto urbano, os participantes vivenciaram uma verdadeira imersão na natureza. Diferente dos camporis tradicionais, “A Última Missão” propôs um formato de expedição com deslocamentos e montagem de acampamento em novos pontos diariamente. Isso exigiu carregar os próprios equipamentos, montar e desmontar barracas e conviver de perto com as intempéries naturais da Chapada dos Veadeiros. Para muitos, a experiência foi uma prova de fé e dependência.
Suelma Silva da Costa, do Clube Guerreiros da Esperança, destacou a importância da confiança: "O maior desafio foi confiar nas pessoas e aceitar que nossa vida está no controle de Deus. Permitiu trabalhar a dependência d'Ele, e a fé foi fundamental nos momentos de medo, anseios e cansaço."
Todas as noites foram dedicados momentos ao crescimento espiritual, enfatizando os obstáculos enfrentados pelos pioneiros e sua resiliência. Na última noite, os participantes receberam uma chama simbólica, que os desafiou a não desistir de sua “última missão” de inspirar crianças e adolescentes nos Clubes de Desbravadores e Aventureiros.
Essa jornada também foi de superação pessoal e reconexão espiritual, como relatou Cezar Wolke Evangelista, do Esquadrão da Paz: "O Campori foi um desafio físico e pessoal. Eu me recuperava de um problema de saúde, mas o desgaste físico me permitiu comer bem, algo incrível para quem estava lutando para se alimentar. Os cultos noturnos, com mensagens sobre os pioneiros, me reconectaram aos ensinamentos da minha infância e ao que aprendi com meus avós sobre a volta de Jesus. As noites de culto foram emocionantes e muito significativas para mim."
Os participantes foram previamente orientados e treinados para lidar com condições climáticas adversas. Durante os meses de preparação, foram disponibilizadas 10 videoaulas e boletins informativos com instruções detalhadas sobre equipamentos, vestuário e cuidados necessários durante o Campori.

Os desafios físicos, como o transporte de equipamentos, reforçaram lições valiosas. Giovanni David Santana Pires, do Clube Carcará, ressaltou a relevância do trabalho em equipe: "Carregar 15 kg de mochila foi um desafio, mas o maior aprendizado foi que o trabalho em equipe faz toda a diferença. A fé foi um diferencial desde a preparação. Defino essa experiência como um dos camporis mais marcantes que já participei, e a palavra que o define é superação."
Além da resistência física, atividades como o rapel foram projetadas para fomentar a superação e a confiança. Átila Dias, Coordenador de Desbravadores da APlaC, detalhou a logística de segurança e o propósito por trás dessas provas: "Na atividade de rapel, priorizamos a segurança com técnicas de ancoragem e o formato 'rapel guiado'. Nosso objetivo foi proporcionar uma experiência única de superação de medos e limites, onde cada participante sentiu um verdadeiro sentimento de vitória. Esperamos que essa vivência os inspire a se tornarem líderes ainda melhores para nossos Desbravadores e Aventureiros, enfrentando os desafios da vida com fé."

Essa vivência rústica, porém, profundamente espiritual, fortaleceu a autonomia, a liderança e a cooperação entre os participantes. Meses de treinamento prepararam esses líderes para a jornada, com foco na segurança e resiliência, garantindo que estivessem aptos a enfrentar os desafios. Para garantir a segurança e o bem-estar de todos, a estrutura do evento contou com sete postos de controle e equipes de suporte dedicadas ao longo de toda a rota. Momentos de reflexão e orações em meio à natureza contribuíram para manter um espírito de união e propósito.

O Pastor Ivay Araújo, líder de Desbravadores e Aventureiros da APlaC e organizador do evento, enfatiza como o formato de expedição contribui para a formação de líderes: "Este Campori, que nos tirou da zona de conforto e nos colocou em situações de dependência e fé. Isso é essencial para forjar líderes resilientes e focados na missão. Desta forma, preparamos cada participante para o trabalho em equipe, com persistência e enfatizamos a importância de colocar Deus à frente de tudo."
Impacto em Planaltina de Goiás

Após dias de superação nas trilhas, a jornada alcançou seu ponto alto no sábado, 22 de novembro, com o "Impacto Planaltina de Goiás". Os quinhentos líderes da expedição transformaram-se em voluntários, mobilizados para uma intensa e emocionante ação social e missionária. Com a colaboração da Prefeitura de Planaltina de Goiás, a cidade se tornou palco de solidariedade e esperança.
As atividades foram diversas e abrangeram toda a comunidade: um palco montado em praça pública ofereceu apresentações e momentos de reflexão; uma feira de saúde com diversos serviços gratuitos; um desfile e uma vibrante motociata; a distribuição de 2 mil exemplares do livro missionário “A Chave da Virada”; e a entrega de cestas básicas para famílias necessitadas. O ônibus da ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) também esteve presente, oferecendo seus serviços à população. Além disso, foram realizadas pesquisas, formando um banco de dados com interessados em estudar a Bíblia e aprender mais sobre o amor de Jesus.

Sobre a ação social, o Pastor Ivay Araújo complementa: "O 'Impacto Planaltina' foi a concretização do nosso propósito. Demonstramos que a fé se manifesta no serviço prático à comunidade e que a transformação de vidas é o nosso objetivo. Queremos que cada líder leve essa chama da ‘última missão’ e o exemplo de superação e serviço para seus clubes e assim impactem Brasília e Entorno."

A ação possibilitou o atendimento de cerca de 2 mil pessoas e fortaleceu os laços entre a Igreja Adventista e a comunidade local, evidenciando o poder da cooperação para o bem social.
Da Trilha à Transformação
“A Última Missão” foi um chamado para despertar, para agir e para compartilhar a mensagem de esperança. Da superação individual na trilha à transformação coletiva na cidade, os participantes demonstraram que a verdadeira liderança se manifesta na capacidade de servir e impactar vidas, reafirmando a importância de unir fé e serviço.


