“A missão começa dentro de casa”: jovens paranaenses contam como o I Will Go transformou suas vidas
Encontro no Chile inspirou jovens a dizerem “sim” ao chamado de Deus para a missão
“A missão não começa em outro país, ela começa dentro de casa”.
A frase da jovem Camilly Paroschi, de 18 anos, resume o espírito vivido por quatro mil jovens adventistas que participaram do I Will Go 2025, realizado entre os dias 22 e 25 de outubro, no Chile. O encontro reuniu missionários de oito países da América do Sul, e contou com a presença de 11 representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no oeste do Paraná.
Superação desde a infância
Há dois anos, Antonia Claudino, da Igreja Adventista de Francisco Beltrão (PR), sentia que precisava ser mais ativa na igreja. “O ministério jovem estava desanimado”, relembra. Foi durante o evento Por Toda a Terra que ela ouviu sobre o encontro Fortes e decidiu, junto com a irmã, fazer um propósito de participar. “No Fortes, tive uma reconexão com Deus e senti o desejo de começar a fazer missão”.
A partir daquela experiência, ela iniciou o curso de Teologia, começou o cartão de Líder Jovem e passou a frequentar a Escola de Missão, onde conheceu o projeto I Will Go. Para viabilizar sua viagem ao Chile, fez uma campanha e contou com o apoio da família — inclusive de parentes que não são adventistas.
Mas a história de Antonia com Deus começou muito antes. Aos 12 anos, enfrentou um tumor no cerebelo e sobreviveu a uma cirurgia de emergência, além de sessões de quimioterapia e radioterapia. “Minha família entendeu que foi um milagre, desde então, percebo que a vida é um presente para ser usado em favor da missão”.


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Uma jovem sonhadora

Para Camilly Paroschi, da Igreja Adventista Central de Umuarama, o caminho até o evento também foi guiado pela oração. Em 2023, ela participou do I Will Go Teen, em Goiás, e desde então sonhava em viver novamente essa experiência. “Comecei a orar quando soube que teria o evento no Chile”.
Na época, Camilly ainda era menor de idade e sabia que não poderia participar. Mas, após a desistência de um dos inscritos, recebeu o convite para ocupar a vaga. “Foi tudo pela oração”, afirma. A jovem também relata que o congresso foi decisivo para entender o significado do verso de Mateus 9:37: A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.
“Percebi que ser missionário não é apenas mudar de país. A missão começa dentro de casa, na rua, no trabalho, em qualquer lugar”.


O impacto do I Will Go
Para o pastor Evandro Sabino, líder do Serviço Voluntário Adventista (SVA), o encontro foi uma oportunidade de fortalecer o compromisso missionário dos participantes “O evento uniu duas coisas: a parte teórica e a parte prática da missão, com palestras inspiradoras de pessoas que vivem no campo missionário”.
Segundo ele, os jovens voltaram motivados a viver a missão não apenas em cidades distantes, mas também nos lugares onde estudam e trabalham.
O pastor Denisson Andrade, líder do Ministério Jovem, também participou do evento e se diz impactado com a mobilização. “Ver quatro mil missionários de vários países da América do Sul e de outras regiões foi inspirador. Os testemunhos de jovens que renunciaram a tudo para servir fora da zona de conforto nos lembram que a missão é o coração do movimento adventista”.
O I Will Go é um congresso internacional promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia que reúne jovens missionários de oito países da América do Sul. Realizado em outubro deste ano, no Chile, o encontro teve como objetivo capacitar e inspirar participantes a viverem a missão de maneira prática e contínua – reafirmando o propósito que ecoa desde o primeiro chamado: “Sim, nós iremos.”


