Líder de jovens em Goiás reforça a importância da liderança jovem nas congregações
Para Renan Abreu, líder de jovens no Posto Missionário da Associação Brasil Central, a igreja precisa identificar quem não está sendo ouvido, quem ainda não recebeu oportunidades e quais jovens continuam invisíveis dentro das congregações

Uma cadeira vazia pode representar mais do que uma ausência. Pode revelar que o futuro não foi convidado para participar das decisões do presente. Foi a partir dessa imagem que o pastor Renan Abreu, líder de jovens no Posto Missionário da Associação Brasil Central, chamou a atenção de líderes e pastores durante a Mesa Diretiva Plenária da instituição, realizada em Rio Verde (região sudoeste de Goiás).
Com base no relato bíblico da escolha de Davi, em 1 Samuel 16, o líder destacou que nenhuma estratégia será suficiente quando os jovens permanecem fora da mesa. “Nenhuma estratégia pode substituir a presença da geração que Deus levantou para o futuro”, afirmou. Para ele, a igreja precisa identificar quem não está sendo ouvido, quem ainda não recebeu oportunidades e quais jovens continuam invisíveis dentro das congregações.
Na prática, isso significa deixar de apenas criar programas para os jovens e passar a construí-los com a participação deles. “A gente faz programa para jovem sem escutar os jovens. A gente pensa em estratégia sem escutar os jovens”, alertou. O pastor defendeu que líderes abram espaços de escuta, considerem ideias, ofereçam responsabilidades e permitam que adolescentes e jovens contribuam com criatividade, tecnologia, comunicação e novas formas de alcançar pessoas.

Novas gerações não é gasto
O líder de jovens também reforçou que investir nas novas gerações não deve ser entendido como gasto, concessão ou tendência passageira. “Investir nos jovens não é um gasto. É uma decisão estratégica para o futuro”, declarou. Segundo ele, os jovens precisam de propósito, direcionamento e líderes que acreditem em seu potencial, mesmo quando ainda demonstram imaturidade, dúvidas ou comportamentos diferentes dos padrões das gerações anteriores.
Outro ponto prático apresentado foi a necessidade de substituir críticas por acompanhamento. “É muito mais fácil rotular essa geração como perdida do que fazer algo por ela”, afirmou. Em vez de apenas apontar falhas, a igreja deve aproximar os jovens das visitas missionárias, dos estudos bíblicos, da liderança e das ações da congregação, permitindo que aprendam por meio da experiência e da convivência com líderes mais experientes.
Ao encerrar, o pastor destacou que o maior legado de uma igreja não está apenas nos templos, nos números ou nas estruturas construídas, mas nas pessoas preparadas para continuar a missão. “A missão da igreja não é de uma geração. A missão da igreja é de todas as gerações, movidas por um só propósito”, concluiu, ao defender uma igreja capaz de ouvir os jovens hoje para permanecer relevante amanhã.
