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Maranata São Paulo amplia ações de acessibilidade com stand e Sala da Calma

Além da programação espiritual e das atividades voltadas à juventude, encontro tem sido um espaço de acolhimento e acessibilidade.


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Juliana e esposo são autores de livro sobre o Ministério Adventista das Possibilidades (Foto: Giovana Balgamon).

Juliana Santos foi diagnosticada com uma deficiência visual degenerativa desde o nascimento. Ao longo dos anos, perdeu parte da visão - condição que se agravou após o nascimento do terceiro filho, em 2014.

Durante o processo de reabilitação, percebeu que pessoas com deficiência eram pouco representadas ou não estavam atuando nas igrejas. Então, decidiu colaborar com o desenvolvimento do Ministério Adventista das Possibilidades (MAP), contribuindo, inclusive, para a elaboração de materiais oficiais do departamento. Atualmente, ela é conselheira voluntária do MAP para oito países sul-americanos e da área de Cegos e Baixa Visão da sede mundial da Igreja Adventista.

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No Maranata São Paulo, evento que reúne mais de oito mil jovens no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), campus Engenheiro Coelho, Juliana e seu marido atuam como voluntários no stand do MAP, localizado no shopping de atividades do programa. Para ela, a presença do ministério nesse encontro de jovens representa uma oportunidade de aproximar a nova geração desse trabalho. “Estamos vivendo um momento em que o tema da acessibilidade está em destaque. Os jovens ouvem sobre isso na escola, na faculdade e no trabalho. Quando veem a Igreja falando sobre o assunto, com base em princípios bíblicos, eles se sentem felizes. A juventude tem uma força gigantesca e uma abertura muito maior para esse tema, então, eles se engajam com muito mais naturalidade”, afirma.

Segundo Juliana, o livro será Transcrição para Braille em 2027 (Foto: Giovana Balgamon).

No espaço, os voluntários apresentam aos participantes as sete áreas de atuação do MAP, compartilham os materiais produzidos e mostram como as igrejas locais podem desenvolver iniciativas voltadas às pessoas com necessidades específicas. “O objetivo do MAP vai além do acolhimento. O Ministério Adventista das Possibilidades não é de assistencialismo. A ideia é engajar as pessoas na missão. Nós não precisamos de inclusão, precisamos de acessibilidade, afinal, pessoas com deficiência também são chamadas por Deus e podem contribuir com a missão da Igreja", explica.

Acolhimento e acessibilidade

Além do stand do MAP, o Maranata São Paulo conta com outras iniciativas voltadas à acessibilidade, como intérpretes de Libras para os jovens surdos inscritos no evento e uma Sala da Calma, preparada para atender participantes que apresentem sobrecarga sensorial ou emocional durante a programação.

Coordenada por voluntários do MAP e da Rede Adventista de Apoio à Família Autista (RAAFA), a sala oferece um ambiente silencioso e acolhedor, com brinquedos educativos e sensoriais, atendimento psicológico e massagens de relaxamento realizadas por profissionais. "As principais situações que recebemos aqui são relacionadas à sensibilidade ao som e à luz, além de crises de choro provocadas pelo excesso de estímulos e pela grande concentração de pessoas", comenta Roberto Martins, líder do MAP na Associação Paulista Oeste.

Cerca de 35 atendimentos já foram realizados na sala e a expectativa é ultrapassar a marca de 100 até o encerramento do Maranata São Paulo.