Maranata São Paulo amplia ações de acessibilidade com stand e Sala da Calma
Além da programação espiritual e das atividades voltadas à juventude, encontro tem sido um espaço de acolhimento e acessibilidade.

Juliana Santos foi diagnosticada com uma deficiência visual degenerativa desde o nascimento. Ao longo dos anos, perdeu parte da visão - condição que se agravou após o nascimento do terceiro filho, em 2014.
Durante o processo de reabilitação, percebeu que pessoas com deficiência eram pouco representadas ou não estavam atuando nas igrejas. Então, decidiu colaborar com o desenvolvimento do Ministério Adventista das Possibilidades (MAP), contribuindo, inclusive, para a elaboração de materiais oficiais do departamento. Atualmente, ela é conselheira voluntária do MAP para oito países sul-americanos e da área de Cegos e Baixa Visão da sede mundial da Igreja Adventista.
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No Maranata São Paulo, evento que reúne mais de oito mil jovens no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), campus Engenheiro Coelho, Juliana e seu marido atuam como voluntários no stand do MAP, localizado no shopping de atividades do programa. Para ela, a presença do ministério nesse encontro de jovens representa uma oportunidade de aproximar a nova geração desse trabalho. “Estamos vivendo um momento em que o tema da acessibilidade está em destaque. Os jovens ouvem sobre isso na escola, na faculdade e no trabalho. Quando veem a Igreja falando sobre o assunto, com base em princípios bíblicos, eles se sentem felizes. A juventude tem uma força gigantesca e uma abertura muito maior para esse tema, então, eles se engajam com muito mais naturalidade”, afirma.

No espaço, os voluntários apresentam aos participantes as sete áreas de atuação do MAP, compartilham os materiais produzidos e mostram como as igrejas locais podem desenvolver iniciativas voltadas às pessoas com necessidades específicas. “O objetivo do MAP vai além do acolhimento. O Ministério Adventista das Possibilidades não é de assistencialismo. A ideia é engajar as pessoas na missão. Nós não precisamos de inclusão, precisamos de acessibilidade, afinal, pessoas com deficiência também são chamadas por Deus e podem contribuir com a missão da Igreja", explica.
Acolhimento e acessibilidade




Além do stand do MAP, o Maranata São Paulo conta com outras iniciativas voltadas à acessibilidade, como intérpretes de Libras para os jovens surdos inscritos no evento e uma Sala da Calma, preparada para atender participantes que apresentem sobrecarga sensorial ou emocional durante a programação.
Coordenada por voluntários do MAP e da Rede Adventista de Apoio à Família Autista (RAAFA), a sala oferece um ambiente silencioso e acolhedor, com brinquedos educativos e sensoriais, atendimento psicológico e massagens de relaxamento realizadas por profissionais. "As principais situações que recebemos aqui são relacionadas à sensibilidade ao som e à luz, além de crises de choro provocadas pelo excesso de estímulos e pela grande concentração de pessoas", comenta Roberto Martins, líder do MAP na Associação Paulista Oeste.
Cerca de 35 atendimentos já foram realizados na sala e a expectativa é ultrapassar a marca de 100 até o encerramento do Maranata São Paulo.